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Calculadora de Juros Simples

Calcule juros simples sobre empréstimos e investimentos. Obtenha os juros vencidos, o montante total, o capital, a taxa ou o prazo.

Fórmulas de Juros Simples

Juros Simples

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Montante Total

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Capital

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Taxa

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Calcular

%

Compreender os juros simples

Os juros simples são a forma mais básica de calcular juros sobre um empréstimo ou investimento. Ao contrário dos juros compostos, os juros simples são calculados unicamente sobre o capital inicial — não sobre juros já vencidos. Esta característica torna o cálculo transparente e o montante de juros previsível em cada período.

Em Portugal, encontra juros simples sobretudo em crédito de curto prazo, em Bilhetes do Tesouro emitidos pelo IGCP, em juros de depósitos pagos periodicamente e nos juros moratórios previstos no Código Civil e no Decreto-Lei n.º 62/2013 (transposição da Diretiva 2011/7/UE). A legislação distingue entre juros moratórios civis aplicáveis a particulares (artigo 559.º do Código Civil) e os juros comerciais aplicáveis a transações entre empresas, indexados à taxa de referência do BCE acrescida de 8 pontos percentuais.

📝

Fácil de calcular

Fórmula simples: Juros = Capital × Taxa × Tempo.

📊

Previsível

Mesmo montante em cada período, fácil de orçamentar.

💵

Usos comuns

Crédito de curto prazo, Bilhetes do Tesouro, juros moratórios.

⚖️

Comparação justa

Compare ofertas de crédito e depósito lado a lado.

Fórmula dos juros simples explicada

A fórmula dos juros simples tem três componentes que determinam quanto se ganha ou se paga em juros.

💰

Capital (P)

O montante inicial emprestado ou investido em euros. É a base sobre a qual incidem os juros. Num empréstimo de 10 000 EUR, o capital é 10 000 EUR.

📈

Taxa (r)

A taxa de juro anual expressa em forma decimal. 5 % corresponde a 0,05 na fórmula. Indica quantos juros se acumulam por ano em percentagem do capital.

⏱️

Tempo (t)

O prazo em anos. Para meses: divida por 12 (6 meses = 0,5 anos). Para dias: divida por 365 (90 dias = 90/365 anos).

🧮

Pondo tudo junto

Um empréstimo de 5 000 EUR a 8 % durante 3 anos: I = 5 000 × 0,08 × 3 = 1 200 EUR de juros totais. O reembolso total é de 6 200 EUR.

Exemplos de juros simples

Alguns cenários portugueses que ilustram juros simples na prática.

Cálculos habituais

Crédito pessoal de curto prazo

5 000 EUR de crédito pessoal a 9 % durante 1 ano. Juros = 5 000 × 0,09 × 1 = 450 EUR. Reembolso total = 5 450 EUR se liquidado em prestação única.

Depósito a prazo

10 000 EUR num depósito a 2 anos a 3 % com pagamento anual de juros. Juros = 10 000 × 0,03 × 2 = 600 EUR (ilíquidos, antes de IRS à taxa liberatória de 28 %).

Juros moratórios civis

Fatura de 2 000 EUR em atraso há 180 dias, taxa de juros civis 4 % (artigo 559.º CC, Portaria publicada em Diário da República). Juros = 2 000 × 0,04 × (180/365) ≈ 39,45 EUR.

Juros comerciais B2B

Fatura B2B de 25 000 EUR em atraso há 90 dias, juros comerciais 12,5 % (DL 62/2013, indexante BCE + 8 p.p.). Juros = 25 000 × 0,125 × (90/365) ≈ 770,55 EUR.

Juros simples vs juros compostos

Compreender a diferença entre juros simples e juros compostos é essencial para tomar decisões financeiras informadas.

FatorJuros simplesJuros compostosQual é melhor?
Base de cálculo Apenas o capital Capital + juros acumulados Depende do contexto
Padrão de crescimento Linear (igual em cada período) Exponencial (acelera) Compostos crescem mais depressa
Para devedores Paga menos ao longo do tempo Paga mais ao longo do tempo Simples é melhor
Para aforradores Recebe menos ao longo do tempo Recebe mais ao longo do tempo Compostos são melhores
10 000 EUR a 5 % por 10 anos 15 000 EUR no total 16 289 EUR no total Diferença de 1 289 EUR

Quando se aplicam juros simples

Os juros simples surgem em vários contextos do dia a dia e do enquadramento legal português.

⚖️

Juros moratórios

Os juros moratórios civis (artigo 559.º do Código Civil, particulares) e os juros comerciais (DL n.º 62/2013, B2B) sobre pagamentos em atraso são calculados em regime de juros simples. As taxas em vigor são publicadas em portaria no Diário da República (dre.pt) e refletem o indexante do Banco de Portugal/BCE.

📜

Bilhetes do Tesouro (BT)

Os Bilhetes do Tesouro emitidos pelo IGCP são colocados abaixo do par (com desconto). O rendimento é calculado em base simples até à data de vencimento, sendo a diferença entre o preço de compra e o valor nominal.

🏪

Crédito de curto prazo

Pequenos créditos pessoais, pagamento diferido e alguns produtos BNPL aplicam uma estrutura de juros simples porque o prazo é demasiado curto para que a capitalização tenha impacto significativo.

💶

Juros de depósito pagos periodicamente

Depósitos a prazo que pagam juros periodicamente sem capitalizar (por exemplo, com transferência mensal ou anual para a conta à ordem) comportam-se em cada período como juros simples: o saldo permanece igual e a remuneração incide sempre sobre o mesmo capital.

🧾

Cobrança e mora

Em processos de cobrança extrajudicial, o credor calcula os juros moratórios em base simples por dia de atraso — esta calculadora permite verificar se o valor reclamado está correto antes de pagar.

Converter prazos

A conversão dos diferentes períodos para anos é fundamental para o cálculo rigoroso de juros simples.

📅

Meses para anos

Divida os meses por 12. Exemplos: 6 meses = 0,5 anos, 18 meses = 1,5 anos, 30 meses = 2,5 anos.

📆

Dias para anos

Divida os dias por 365 (ou 360 em alguns cálculos do mercado monetário). Exemplos: 90 dias = 0,247 anos, 180 dias = 0,493 anos.

📐

ACT/365 vs ACT/360

Bancos e mercado monetário usam por vezes um ano de 360 dias (ACT/360) em vez de 365 (ACT/365). Esta convenção produz ligeiramente mais juros para o credor — verifique no contrato.

⚠️

Confirme as condições

Verifique sempre que convenção de contagem de dias o seu banco ou financiadora utiliza. A diferença entre 360 e 365 dias acumula-se em prazos longos e montantes elevados.

Como utilizar esta calculadora de juros simples

  1. Escolha um modo: Juros e Total (predefinido) para ver o que recebe ou paga, ou Capital, Taxa ou Prazo para apurar a incógnita.
  2. Introduza o Capital (EUR) — o montante inicialmente emprestado ou investido, antes da soma de juros.
  3. Introduza a Taxa de juro anual (%) como percentagem (escreva 5 para 5 %, não 0,05) — a calculadora converte internamente para forma decimal.
  4. Introduza o Prazo (anos). Para frações de ano, converta primeiro: 6 meses = 0,5; 18 meses = 1,5; 90 dias = 90/365 ≈ 0,247.
  5. Clique em Calcular para ver os juros vencidos, o montante total e o equivalente mensal.

Exemplos

Juros moratórios civis sobre fatura B2C em atraso (art. 559.º CC)

Uma loja online portuguesa tem uma fatura de consumidor por liquidar no valor de 800 EUR. O cliente paga 120 dias após a data de vencimento. A taxa de juros civis moratórios em vigor nessa altura é de 4 %, fixada por portaria publicada no Diário da República. O lojista quer calcular os juros pelo método de juros simples previsto na lei.

ResultadoJuros: cerca de 10,52 EUR. Total devido: 810,52 EUR. Equivalente mensal (juros distribuídos uniformemente): cerca de 2,63 EUR.

Com I = P × r × t, sendo P = 800 EUR, r = 0,04 e t = 120/365 ≈ 0,329, a calculadora devolve 800 × 0,04 × 0,329 ≈ 10,52 EUR. Os juros moratórios civis previstos no artigo 559.º do Código Civil destinam-se a compensar o credor pelo atraso e aplicam-se sempre em regime de juros simples — não há capitalização sobre juros já vencidos, salvo convenção expressa ou decisão judicial em contrário (anatocismo, art. 560.º CC).

Bilhete do Tesouro (BT) emitido com desconto

Um investidor institucional adquire um BT a 6 meses (182 dias) emitido pelo IGCP, com valor nominal de 100 000 EUR, pelo preço de 98 500 EUR na emissão. Os BT não pagam cupão — o rendimento corresponde à diferença entre o preço de compra e o valor de reembolso, cotada como rentabilidade anual simples.

ResultadoJuros (o desconto): cerca de 1 500 EUR. Valor de reembolso: 100 000 EUR — exatamente o valor nominal do título.

O investidor entrega hoje 98 500 EUR e recebe 100 000 EUR ao fim de 182 dias. Aplicando I = P × r × t, com P = 98 500 EUR, r = 3,05 % e t = 182/365 ≈ 0,499, a calculadora devolve cerca de 1 500 EUR — igual ao desconto pago. O IGCP publica em igcp.pt os resultados de cada leilão e o rendimento simples implícito, diretamente comparável com depósitos a prazo e fundos do mercado monetário. Atenção à fiscalidade: rendimentos de capitais são tributados em IRS à taxa liberatória de 28 % (residentes em Portugal continental).

Empréstimo-ponte para obras, prazo inferior a um ano

Um proprietário no Porto contrai um empréstimo-ponte de 60 000 EUR a 8 % de juro simples por 9 meses, para financiar obras enquanto não vende a habitação antiga. Quer saber qual o custo dos juros e se vale a pena amortizar antecipadamente ao fim de 6 meses.

ResultadoJuros: 3 600 EUR. Total devido ao reembolso: 63 600 EUR. Juros mensais acumulados: 400 EUR.

Os 9 meses convertem-se em t = 9/12 = 0,75 anos. I = 60 000 × 0,08 × 0,75 = 3 600 EUR. Os empréstimos-ponte usam quase sempre juros simples por terem prazo curto e o banco preferir uma acumulação previsível. Se o proprietário amortizar ao fim de 6 meses, t passa a 0,5 e os juros descem para 60 000 × 0,08 × 0,5 = 2 400 EUR — uma poupança de 1 200 EUR. Atenção: a banca cobra geralmente comissões de abertura, dossier e avaliação, e o imposto do selo sobre utilização de crédito (0,04 %/mês até 1 ano) — custos que a calculadora não inclui. Consulte a FIN (Ficha de Informação Normalizada) e a TAEG no contrato.

Como funciona

A calculadora aplica a fórmula dos juros simples I=PrtI = P \cdot r \cdot t, em que PP é o capital, rr a taxa de juro anual em forma decimal e tt o prazo em anos. O montante total no fim do prazo é A=P+I=P(1+rt)A = P + I = P(1 + rt). Como os juros incidem apenas sobre o capital inicial, o montante de juros é igual em cada período — a acumulação é linear, não exponencial.

Quando escolhe outro modo (Capital, Taxa ou Prazo), a calculadora reorganiza a mesma fórmula. Para o capital: P=I/(rt)P = I / (r \cdot t). Para a taxa: r=I/(Pt)r = I / (P \cdot t). Para o prazo: t=I/(Pr)t = I / (P \cdot r). Cada variante exige o preenchimento dos outros três campos.

A Taxa de juro anual é introduzida em percentagem (5 significa 5 %) e convertida internamente para decimal. O prazo é em anos, pelo que frações de ano devem ser introduzidas como dízimas: 6 meses = 0,5; 90 dias = 90/365 ≈ 0,247. Algumas convenções financeiras usam um ano de 360 dias (ACT/360, habitual no mercado monetário) em vez de 365 dias (ACT/365, padrão para crédito ao consumo e juros legais em Portugal). Esta calculadora trabalha com anos reais; converta os dias de acordo com a convenção do seu contrato.

O valor dos Juros mensais nos resultados é o total de juros dividido pelo número de meses do prazo. É útil para orçamentar um encargo mensal de um empréstimo-ponte ou uma acumulação de juros moratórios, mas não é uma taxa mensal composta — num verdadeiro crédito de juros simples existe apenas uma taxa anual e os juros são contados diariamente sobre o capital em dívida.

Quando utilizar esta calculadora

  • Calcular juros moratórios sobre pagamentos em atraso. Nos juros civis (art. 559.º do Código Civil, particulares) e nos juros comerciais (DL n.º 62/2013, B2B), o regime de juros simples é o ponto de partida legal. Utilize esta calculadora para verificar se uma carta de cobrança ou agência de recuperação está a aplicar o valor correto sobre os dias decorridos entre a constituição em mora e o pagamento.
  • Bilhetes do Tesouro e instrumentos do mercado monetário. Os BT do IGCP, papel comercial e outros instrumentos de curto prazo são cotados em base simples. Converta um desconto em rentabilidade anualizada para comparar diretamente com depósitos a prazo e fundos monetários.
  • Depósitos a prazo e créditos de curto prazo. Depósitos com pagamento periódico de juros e crédito ao consumo de curto prazo aplicam frequentemente juros simples sobre o prazo. Use a calculadora para estimar a remuneração ou o encargo total antes de assinar.
  • Verificação rápida de taxa ou capital. Se alguém indicar 'X EUR de juros sobre Y EUR em Z meses', mude para o modo Taxa de Juro para deduzir a taxa anual implícita e confirmar se coincide com o contrato ou com a taxa legal em vigor.
  • Ponte até venda de imóvel ou reembolso de subsídio. Para empréstimos-ponte até à venda de casa, reembolso de subsídio comunitário ou financiamento entre dois períodos de receita — use a calculadora para apurar o encargo por mês ou por dia e ver o impacto imediato da amortização antecipada.

Erros frequentes

  • ErroIntroduzir a taxa em decimal (0,05) em vez de percentagem (5).
    SoluçãoO campo Taxa de juro anual espera o valor em percentagem. Escreva 5 para 5 %, não 0,05. A calculadora divide internamente por 100.
  • ErroIntroduzir meses no campo Prazo em vez de anos.
    SoluçãoO prazo tem de estar em anos. Converta: 6 meses = 0,5; 18 meses = 1,5; 9 meses = 0,75. Para dias, divida por 365 (ou 360 se o contrato usar a convenção comercial de mercado monetário).
  • ErroUsar juros simples para projeções de poupança ou investimento a longo prazo.
    SoluçãoContas-poupança que capitalizam juros, ETF de acumulação, PPR e a maioria dos investimentos seguem regime composto. Para tudo o que ultrapasse um ano e renda juros sobre juros, utilize a Calculadora de Juros Compostos.
  • ErroConfundir a taxa nominal com a TAEG num crédito ao consumo.
    SoluçãoA TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) inclui, além dos juros, comissões, imposto do selo e outras despesas. O Banco de Portugal obriga as instituições a indicá-la na FIN — compare sempre TAEG com TAEG, não juro nominal com TAEG.
  • ErroAssumir que ACT/360 e ACT/365 dão o mesmo resultado.
    SoluçãoEm montantes elevados a diferença conta. Um empréstimo de 1 000 000 EUR a 6 % durante um ano vence 60 000 EUR em ACT/365, mas 60 833 EUR em ACT/360 — confirme no contrato qual a convenção aplicável antes de calcular.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre juros simples e juros compostos?

Os juros simples são calculados apenas sobre o capital inicial, pelo que o montante de juros por período é constante: I = P × r × t. Os juros compostos são calculados sobre o capital mais todos os juros já vencidos, pelo que o montante cresce em cada período e o total segue A = P(1 + r/n)^(nt). Em prazos curtos os resultados são próximos; em prazos de décadas os compostos ultrapassam largamente os simples. Para o segundo caso utilize a Calculadora de Juros Compostos.

Quais são as taxas de juros legais em Portugal?

Portugal aplica duas taxas de juros moratórios distintas, ambas publicadas em portaria no Diário da República (dre.pt). A taxa de juros civis (art. 559.º do Código Civil), aplicável a particulares e dívidas civis, situa-se nos 4 % desde 2003. Os juros comerciais (Decreto-Lei n.º 62/2013, que transpõe a Diretiva 2011/7/UE), aplicáveis entre empresas, correspondem à taxa de juro de referência do BCE acrescida de 8 pontos percentuais — atualizada semestralmente em janeiro e julho pelo Banco de Portugal e historicamente entre 8 % e 13 %. Ambas se calculam em regime simples, salvo decisão judicial em contrário.

As contas-poupança e os depósitos a prazo em Portugal usam juros simples ou compostos?

Quase sempre depende do produto. As contas-poupança e os depósitos com capitalização creditam os juros no saldo, que passa a render juros sobre juros — regime composto. Depósitos a prazo com pagamento periódico para a conta à ordem (sem capitalização) comportam-se como juros simples em cada período de pagamento. O Banco de Portugal disponibiliza no Portal do Cliente Bancário a TANB e a TANL (taxa anual nominal bruta e líquida) que permitem a comparação. Os rendimentos são tributados em IRS à taxa liberatória de 28 % (15 % na Madeira/Açores em alguns casos), retidos na fonte pelo banco.

Como são tributados os juros em Portugal?

Os juros de depósitos, certificados de aforro, certificados do Tesouro, BT e obrigações são considerados rendimentos de capitais (categoria E do IRS) e tributados à taxa liberatória de 28 % (residentes em Portugal continental), retida na fonte. É possível optar pelo englobamento na declaração anual se for fiscalmente mais vantajoso. Os juros moratórios pagos a particulares podem qualificar-se como categoria E ou indemnização não tributada, consoante a natureza — consulte as instruções de preenchimento do anexo E do IRS no Portal das Finanças (portaldasfinancas.gov.pt) ou um contabilista certificado.

Qual é o equivalente em juros simples da Regra dos 72?

A Regra dos 72 (anos para duplicar ≈ 72 ÷ taxa) aplica-se a juros compostos. Para juros simples existe uma relação exata: o capital duplica quando o total de juros iguala o capital, ou seja, rt = 1, o que dá anos para duplicar = 100 / taxa (em percentagem). A 5 % simples, duplicar leva 20 anos; a 8 %, leva 12,5 anos. Em regime composto, 8 % duplica em cerca de 9 anos — a diferença é o custo de aplicar juros simples no longo prazo.

Como converto meses ou dias em anos para o campo Prazo?

Meses: divida por 12, pelo que 6 meses = 0,5; 9 meses = 0,75; 18 meses = 1,5. Dias: divida por 365 para juros exatos (padrão para consumidores e juros legais em Portugal) ou por 360 para convenções de mercado monetário e alguns créditos comerciais. Exemplo: 73 dias exatos = 73/365 = 0,2 anos. Confirme sempre a convenção de contagem de dias no seu contrato antes de calcular sobre montantes elevados.

Qual é a diferença entre juros simples e juros add-on?

Os juros simples verdadeiros são calculados diariamente sobre o capital em dívida, pelo que cada amortização reduz a base sobre a qual incidem juros. Os juros add-on calculam todos os juros antecipadamente sobre o capital inicial (P × r × t), somam-nos ao capital e dividem o total em prestações iguais. A taxa anunciada é a mesma, mas a TAEG efetiva de um crédito add-on é quase o dobro da taxa simples, porque continua a pagar juros sobre capital já amortizado. O Banco de Portugal e a Lei do Crédito ao Consumo (DL n.º 133/2009) exigem a apresentação da TAEG — compare sempre TAEG com TAEG.

A taxa de juro ou os juros podem ser negativos?

A calculadora exige uma taxa não negativa e capital e prazo positivos. Na realidade, obrigações com rendimento negativo (e taxas oficiais do BCE entre 2014 e 2022) chegaram a existir, mas estão geralmente estruturadas como preço de aquisição com prémio em vez de uma taxa literalmente negativa numa fórmula de juros simples. O rendimento real (após inflação) pode ser negativo se a taxa nominal for inferior à inflação — num depósito a 2 % com inflação de 3 %, perde cerca de 1 % de poder de compra por ano, mesmo com juros nominais positivos.

Por que motivo o valor dos juros calculado pelo meu banco difere ligeiramente desta calculadora?

As causas mais frequentes são: convenção de contagem de dias (365 vs 360), arredondamentos internos do sistema bancário, tratamento de anos bissextos, comissões incluídas no saldo e timing dos pagamentos a meio do período. Num contrato transparente de juros simples a diferença é normalmente inferior a 1 %; se for superior, peça um mapa de amortização ou de acumulação e verifique se o valor apresentado são apenas juros ou a TAEG completa (que inclui comissões, imposto do selo e seguros, conforme exigido pelo Banco de Portugal).

Fontes

Metodologia

Esta calculadora aplica a fórmula dos juros simples I = P × r × t, em que P é o capital, r a taxa de juro anual (introduzida em percentagem e convertida internamente para decimal) e t o prazo em anos. O montante total é A = P + I = P(1 + rt). Como os juros incidem unicamente sobre o capital inicial, a acumulação é estritamente linear — não há capitalização. Os modos Capital, Taxa e Prazo recorrem às reorganizações algébricas P = I/(rt), r = I/(Pt) e t = I/(Pr). O valor de Juros mensais é o total de juros dividido pelo número de meses do prazo, destinado a orçamentação de encargo periódico e não a uma taxa mensal composta. Para o contexto português: a calculadora produz valores ilíquidos; ajuste manualmente para a tributação em IRS (taxa liberatória de 28 % sobre rendimentos de capitais) e para comissões, imposto do selo e demais encargos divulgados na TAEG conforme regulamentação do Banco de Portugal. Nos juros moratórios civis (art. 559.º CC) e comerciais (DL n.º 62/2013), a calculadora utiliza as taxas publicadas em Diário da República e a convenção padrão de 365 dias, salvo disposição contratual ou judicial em contrário.

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