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Calculadora de Crédito Auto

Calcule o seu financiamento automóvel, o custo total e veja como a entrada e a retoma afectam o seu crédito.

Fórmulas do Crédito Auto

Prestação Mensal

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Juros Totais

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Capital Financiado

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Prazos Habituais

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Compreender o Crédito Auto em Portugal

Um automóvel é, muitas vezes, a segunda maior compra que fazemos a seguir à habitação, pelo que perceber as opções de financiamento é essencial. Esta calculadora de crédito auto ajuda-o a ver o custo real de ter um carro, incluindo juros, comissões e o impacto da retoma.

Quer compre novo ou usado, num stand, num concessionário ou através do banco, a calculadora ajuda-o a decidir com base em números concretos e a negociar com mais confiança junto da instituição financeira.

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Custo Total à Vista

Veja o custo real incluindo juros, comissões e impostos.

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Retoma Considerada

Inclua o valor de retoma da sua viatura actual.

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Compare Prazos

Veja como o prazo influencia a prestação e o custo total.

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Impacto da Entrada

Perceba como uma entrada maior reduz juros e TAEG.

Crédito Clássico, Leasing, ALD e Renting

Em Portugal coexistem várias modalidades de financiamento automóvel, cada uma com fiscalidade, propriedade e custos distintos.

ModalidadePropriedadeCaracterísticasPara quem
Crédito Clássico Imediata Prestação fixa, sem valor residual Quem quer ser dono desde o início
Leasing Financeiro Após VR VR no final, dedutível em IRC Particulares e empresas
ALD (Aluguer Longa Duração) Após VR opcional Renda + opção de compra Quem quer flexibilidade no final
Renting Nunca Tudo incluído (seguro, IUC, manutenção) Empresas e particulares sem retoma

TAEG vs TAN: Sempre Comparar pela TAEG

A TAN (Taxa Anual Nominal) é apenas a taxa de juro. A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efectiva Global) inclui juros, comissões de abertura, comissões de processamento, impostos (selo) e seguros obrigatórios, sendo a única métrica que permite comparar propostas em pé de igualdade. O Banco de Portugal publica trimestralmente as TAEG máximas por categoria de crédito ao consumo - incluindo crédito automóvel para viaturas novas e usadas, com ou sem reserva de propriedade - e nenhum contrato pode ultrapassar esse limite, sob pena de redução automática à taxa máxima permitida (Aviso n.º 3/2021 do Banco de Portugal). A FINE (Ficha de Informação Normalizada Europeia) deve ser entregue antes da assinatura e detalha TAN, TAEG, MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), prestações e direito de revogação de 14 dias.

Custos Adicionais: ISV, IUC e Registo no IMT

Para além do preço da viatura, há despesas que entram (ou não) no financiamento. O ISV (Imposto Sobre Veículos) aplica-se na primeira matrícula em Portugal - em viaturas importadas de outros países da UE pode atingir vários milhares de euros, calculado pela cilindrada e emissões de CO2 e NOx (Tabela A do Código do ISV). O IUC (Imposto Único de Circulação) é anual e pago no mes da matrícula através do Portal das Finanças. O registo de propriedade é feito junto da Conservatória do Registo Automóvel ou através do IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes), com taxa variável conforme o serviço (presencial ou online). Numa viatura nova adquirida num concessionário português, o ISV já está incluído no preço de venda; em importações ou parallel imports terá de financiá-lo separadamente ou pagar do próprio bolso.

Como Conseguir o Melhor Crédito Auto

Alguma preparação antes de visitar o stand pode poupar-lhe centenas ou milhares de euros ao longo do contrato.

🏦

Peça Propostas ao Seu Banco Primeiro

Solicite uma simulação ao seu banco habitual (CGD, Millennium BCP, Santander, BPI, Novo Banco) ou a uma instituição financeira de crédito (Cofidis, Cetelem, Cofinoga) antes de ir ao stand. Ter uma TAEG de referência dá-lhe poder negocial.

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Negoceie o Preço, Depois o Crédito

Os comerciais gostam de discutir a prestação porque esconde o custo total. Feche primeiro o preço da viatura chave-na-mão (incluindo legalização, transporte e registo), e só depois trate do financiamento. Uma prestação mais baixa com prazo mais longo pode custar milhares de euros a mais em juros.

Escolha o Prazo Mais Curto que Conseguir

Embora prazos de 84 ou 96 meses tenham prestações mais baixas, pagará muito mais juros. Entre 48 e 60 meses é normalmente o equilíbrio óptimo entre prestação confortável e custo total razoável.

💵

Dê 20% de Entrada

Uma entrada de 20% reduz o capital financiado, baixa a TAEG e ajuda a evitar ficar com capital negativo (dever mais do que a viatura vale). É especialmente importante em carros novos, que desvalorizam 15% a 25% no primeiro ano.

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Verifique o Seu Mapa de Responsabilidades

Antes de pedir crédito, consulte o seu Mapa de Responsabilidades de Crédito no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal. Saber o seu nível de endividamento e o seu DSTI (Debt Service-to-Income) ajuda a antecipar a resposta do banco e a melhorar a candidatura.

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Compare Várias Instituições

Não aceite apenas a financeira da marca. Compare propostas de bancos, intermediários de crédito autorizados pelo Banco de Portugal e financeiras especializadas. As taxas variam significativamente, especialmente em viaturas usadas.

Os Custos Ocultos dos Prazos Longos

Prazos longos parecem atractivos pela prestação reduzida, mas trazem desvantagens importantes para o consumidor.

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Mais Juros Pagos

Uma viatura de EUR 30.000 a 8% em 60 meses gera cerca de EUR 6.500 em juros. O mesmo crédito a 84 meses gera cerca de EUR 9.200 - EUR 2.700 a mais, mesmo com prestação menor.

📉

Risco de Capital Negativo

Os carros desvalorizam mais depressa do que os créditos longos se amortizam. Com 72 ou 84 meses pode ficar 3 ou 4 anos com capital negativo, tornando caro vender ou retomar antes do prazo.

🔧

Sobreposição de Manutenção

Em prazos longos é provável que ainda esteja a pagar prestações quando precisar de manutenção pesada. Um crédito a 84 meses num carro novo significa pagar prestações depois de terminada a garantia de fábrica.

Seguro Contra Todos os Riscos

Enquanto durar o crédito, a maioria das instituições exige seguro contra todos os riscos (e não apenas responsabilidade civil obrigatória). Pagar cobertura total numa viatura já muito desvalorizada não compensa.

Como usar esta calculadora de crédito auto

  1. Preencha o Preço da Viatura (EUR) - o preço chave-na-mão acordado com o stand ou vendedor particular, incluindo ISV (em viaturas matriculadas em Portugal), legalização e registo.
  2. Indique a Entrada Inicial (EUR) e, se aplicável, o Valor da Retoma (EUR) e a Dívida sobre a Viatura Retomada (EUR). A calculadora desconta a retoma líquida do capital a financiar.
  3. Introduza a Taxa de Juro (TAEG %) que o banco ou financeira lhe indicou na FINE - lembre-se de comparar sempre pela TAEG e não pela TAN - e escolha um Prazo entre 36, 48, 60, 72 ou 84 meses.
  4. Em ISV/IVA Adicional (%) coloque uma percentagem extra apenas se importar a viatura de outro país da UE e ainda tiver de pagar o ISV ao Estado. Para viaturas compradas num concessionário português, deixe 0%.
  5. Carregue em Calcular para ver a prestação mensal, o capital financiado, o total de juros e a data prevista de liquidação.

Exemplos

Carro novo: EUR 28.000 a 8,5% TAEG em 60 meses

Uma família compra um SUV compacto novo num concessionário em Lisboa, com ISV já incluído no preço chave-na-mão. Dão EUR 4.000 de entrada, sem retoma, e financiam o restante através de crédito clássico do banco a uma TAEG de 8,5%.

ResultadoCapital financiado EUR 24.000 (preço EUR 28.000 menos entrada EUR 4.000). Prestação mensal cerca de EUR 492. Juros totais ao longo de 60 meses: aproximadamente EUR 5.527. MTIC (montante total imputado ao consumidor) na ordem dos EUR 29.527.

Como o ISV já está no preço, não há imposto adicional a financiar. Subtraindo a entrada, o capital fica em EUR 24.000. Aplicando M=Pr(1+r)n/((1+r)n1)M = P \cdot r(1+r)^n / ((1+r)^n - 1) com r=0,085/12r = 0{,}085/12 e n=60n = 60, a prestação ronda os EUR 492. O IUC anual (entre EUR 80 e EUR 250 conforme cilindrada e CO2) e o seguro contra todos os riscos exigido pelo banco são despesas adicionais que devem ser somadas ao orçamento mensal.

Usado num stand: EUR 14.500 a 10,9% TAEG em 48 meses

Um jovem profissional compra um Volkswagen Golf com 4 anos num stand BOVAG-equivalente no Porto. Dá EUR 1.500 de entrada e financia o restante por crédito ao consumo - viatura usada via Cofidis a 10,9% TAEG, valor típico em 2026 para usados com financeira de marca branca.

ResultadoCapital financiado EUR 13.000. Prestação mensal cerca de EUR 335. Juros totais em 48 meses: aproximadamente EUR 3.094. Custo total da viatura (preço + juros): cerca de EUR 17.594.

As TAEG para viaturas usadas em Portugal são normalmente 2 a 3 pontos percentuais acima das taxas para novos, porque o valor de revenda é menos previsível. Um prazo curto de 48 meses mantém os juros controlados: mesmo a 10,9% TAEG, este comprador paga cerca de EUR 3.094 em juros - contra mais de EUR 4.700 se optasse pelo mesmo financiamento em 72 meses. Note que o crédito ficará averbado no Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal e contará para o seu DSTI em pedidos futuros de crédito habitação.

Renting vs crédito clássico: viatura eléctrica de EUR 35.000

Um agregado familiar compara uma proposta de renting (EUR 599 por mes, all-in incluindo IUC, seguro contra todos os riscos, manutenção e pneus) com a compra a crédito. Na variante de crédito, o preço chave-na-mão é EUR 35.000, com EUR 5.000 de entrada, TAEG de 7,9% e 60 meses de prazo. IUC, seguro e manutenção ficam por conta do proprietário, estimados em EUR 145/mes.

ResultadoCapital financiado EUR 30.000. Prestação mensal do crédito cerca de EUR 607. Somando EUR 145/mes de IUC, seguro e manutenção = EUR 752/mes de custo total. Juros totais em 60 meses: aproximadamente EUR 6.435. Valor residual estimado após 5 anos: EUR 16.000 a EUR 18.000.

Aparentemente, o renting a EUR 599/mes é mais barato do que os EUR 752/mes da compra. Mas na compra constrói património: ao fim de 60 meses é dono de uma viatura que vale entre EUR 16.000 e EUR 18.000, enquanto no renting devolve o carro à locadora. Para uma comparação justa: EUR 752 x 60 = EUR 45.120 de gasto total menos EUR 17.000 de valor residual = EUR 28.120 de custo líquido, contra EUR 599 x 60 = EUR 35.940 no renting. Comprar é cerca de EUR 7.820 mais barato em 5 anos, desde que mantenha a viatura por mais tempo do que o prazo do crédito.

Como funciona

Os créditos auto são empréstimos a prestações constantes (sistema francês de amortização), pelo que usam a mesma fórmula fechada de uma prestação de crédito à habitação: M=Pr(1+r)n/((1+r)n1)M = P \cdot r(1+r)^n / ((1+r)^n - 1), em que MM é a prestação mensal, PP o capital financiado, rr a taxa de juro mensal (TAEG dividida por 12) e nn o número de prestações. Para um crédito de EUR 24.000 a 8,5% em 60 meses, o resultado ronda os EUR 492 de prestação.

A calculadora constrói PP a partir das entradas como P=Prec¸o+Prec¸o×ImpostoEntrada(RetomaDıˊvida na Retoma)P = \text{Preço} + \text{Preço} \times \text{Imposto} - \text{Entrada} - (\text{Retoma} - \text{Dívida na Retoma}). Em Portugal, o ISV está habitualmente incluído no preço chave-na-mão de um stand registado, pelo que o campo de imposto deve ficar a 0%. Só faz sentido preenchê-lo em casos de importação paralela ou viaturas usadas com regime especial de tributação.

Em cada mes, os juros são calculados sobre o capital em dívida. No início do prazo a maior parte da prestação destina-se a juros porque o capital é elevado; com o tempo, cada prestação amortiza progressivamente mais capital. Por isso, fazer amortizações antecipadas no início do contrato - ou simplesmente escolher um prazo mais curto - poupa tanto em juros ao longo da vida do crédito.

Os juros totais são simplesmente J=(M×n)PJ = (M \times n) - P. O custo total da viatura mostrado no resultado é o preço da viatura mais imposto financiado mais juros totais - aquilo que realmente paga via entrada, prestações mensais e impostos pagos a pronto na escritura. Lembre-se de que o IUC, seguro contra todos os riscos e manutenção (revisões, pneus, ITV) acrescem a este valor e devem ser orçados separadamente.

Quando usar esta calculadora

  • Comparar a proposta da financeira da marca com o seu banco. Coloque a TAEG e o prazo de cada instituição com o mesmo preço de viatura e entrada para perceber qual oferece o menor MTIC e os menores juros totais - não apenas a prestação mais baixa. A FINE entregue por cada credor permite comparar valores normalizados.
  • Decidir entre 60 e 72 meses. Alterne entre os prazos de 60 e 72 meses. O prazo mais longo baixa a prestação em EUR 50 a EUR 100, mas acrescenta normalmente EUR 1.500 a EUR 3.000 em juros ao longo do contrato.
  • Calcular o impacto da entrada. Teste 10%, 15% e 20% de entrada para ver como cada nível reduz o capital financiado e os juros totais. Uma entrada maior também reduz o risco de ficar com capital negativo à medida que a viatura desvaloriza.
  • Avaliar uma proposta de retoma. Introduza o valor de retoma proposto pelo stand e a dívida que ainda tem sobre a sua viatura actual para ver como a retoma líquida altera o capital a financiar. Compare com o que conseguiria vendendo a particular em sites como Standvirtual ou OLX Autos.
  • Comparar renting com compra a crédito. Calcule a prestação do crédito e some o IUC, seguro contra todos os riscos e manutenção estimada. Depois, abata o valor residual previsto da viatura no fim do prazo para comparar de forma justa com uma renda all-in de renting.
  • Definir um orçamento antes de visitar o stand. Trabalhe ao contrário a partir de uma prestação confortável (idealmente até 10% do rendimento líquido familiar) para chegar a um preço-alvo de viatura. Compre dentro dessa faixa em vez de deixar que o vendedor estique o prazo para fazer caber um modelo mais caro.

Erros comuns

  • ErroNegociar pela prestação em vez do preço chave-na-mão.
    SoluçãoFeche sempre primeiro o preço chave-na-mão da viatura (incluindo legalização, transporte e registo). Só depois discuta financiamento. Os vendedores conseguem atingir qualquer prestação aumentando o prazo - e você pagará centenas ou milhares de euros a mais em juros.
  • ErroEsquecer ISV, IUC do primeiro ano, legalização e registo no orçamento.
    SoluçãoNum stand português a ISV já está no preço, mas pode haver despesas extra com legalização, transporte interestadual ou montagem de extras. Peça uma factura proforma detalhada com tudo discriminado. Em importações de outros países da UE, calcule o ISV no simulador da Autoridade Tributária antes de financiar.
  • ErroConfundir a TAEG promocional com a que vai realmente pagar.
    SoluçãoCampanhas de TAEG zero ou TAN baixa exigem normalmente excelente avaliação de risco e podem implicar abdicar de descontos a pronto. Use sempre a TAEG indicada na FINE - documento obrigatório por lei -, que inclui comissões, imposto de selo e seguros associados.
  • ErroAceitar uma retoma alta sem verificar a dívida do crédito anterior.
    SoluçãoSe ainda deve mais do que o stand oferece pela sua viatura, essa diferença (capital negativo) é incorporada no novo crédito. Preencha sempre o Valor da Retoma e a Dívida sobre a Viatura Retomada para a calculadora mostrar o efeito líquido.
  • ErroEstender o prazo para 84 ou 96 meses só para a prestação caber.
    SoluçãoUm crédito a 84 meses pode mantê-lo com capital negativo durante 4 ou mais anos e acrescenta milhares de euros em juros. Se 60 meses não cabe no orçamento, a viatura provavelmente está fora do seu alcance - não é sinal de que precisa de mais prazo.
  • ErroEsquecer o IUC, seguro e manutenção no orçamento total.
    SoluçãoA prestação do crédito não é a totalidade do custo do carro. Some o IUC anual (tabelado pelo Portal das Finanças por cilindrada, CO2 e ano de matrícula), o seguro contra todos os riscos (entre EUR 400 e EUR 1.500/ano conforme idade do condutor e potência), e uma média de EUR 50 a EUR 150/mes em manutenção e combustível ou electricidade.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre leasing, crédito clássico, ALD e renting?

No crédito clássico, a viatura é sua desde o primeiro dia e o banco apenas tem reserva de propriedade até à liquidação. No leasing financeiro existe um Valor Residual (VR) no final que pode ou não exercer para ficar proprietário - é fiscalmente atractivo para empresas. No ALD (Aluguer Longa Duração) paga rendas e tem opção de compra no final por um valor pré-definido. No renting, a viatura nunca é sua: paga uma renda all-in que inclui IUC, seguro, manutenção e pneus, e devolve o carro no final do contrato. Para particulares que querem ser donos, o crédito clássico é normalmente o mais económico; o renting compensa quem prefere troca regular sem se preocupar com revenda.

O que é a TAEG e porque não devo comparar apenas pela TAN?

A TAN (Taxa Anual Nominal) é só a taxa de juro nominal. A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efectiva Global) inclui juros, comissões de abertura, comissões de processamento mensal, imposto do selo sobre os juros e comissões, e seguros obrigatórios associados ao crédito. Duas propostas com a mesma TAN podem ter TAEGs muito diferentes consoante as comissões. O Banco de Portugal obriga a indicação clara da TAEG na FINE (Ficha de Informação Normalizada Europeia) e publica trimestralmente os limites máximos por categoria de crédito - nenhuma proposta pode exceder esses limites.

Como é definida a TAEG máxima do Banco de Portugal para crédito auto?

O Banco de Portugal publica trimestralmente, através do Aviso n.º 3/2021, as TAEG máximas para cada categoria de crédito ao consumo. O crédito automóvel tem várias subcategorias: viatura nova com reserva de propriedade, viatura nova sem reserva, viatura usada com reserva, viatura usada sem reserva, e leasing/ALD. A TAEG máxima é calculada como a TAEG média do trimestre anterior majorada de 1/3, com um limite absoluto de 50%. Se uma instituição cobrar acima do limite, o contrato é automaticamente corrigido para o máximo legal. Consulte as taxas em vigor no Portal do Cliente Bancário.

Tenho de pagar ISV se compro a viatura em Portugal?

Numa viatura nova ou usada matriculada em Portugal e adquirida num stand ou concessionário português, o ISV já está incluído no preço de venda - o stand pagou-o à Autoridade Tributária aquando da primeira matrícula. Se importar uma viatura de outro país da UE para matricular cá pela primeira vez, terá de pagar o ISV à AT antes de pedir a matrícula portuguesa ao IMT. O cálculo é feito com base na cilindrada e nas emissões de CO2/NOx, conforme a Tabela A do Código do ISV, e pode atingir milhares de euros em viaturas de média/alta cilindrada. Use o simulador do Portal das Finanças para uma estimativa antes da compra.

Como funciona o IUC e quando o pago?

O IUC (Imposto Único de Circulação) é um imposto anual, pago no mes da matrícula da viatura através do Portal das Finanças. O valor depende da categoria (A, B, C, etc.), cilindrada, combustível, ano de matrícula e emissões de CO2. Para um ligeiro de passageiros recente com 1.5L pode rondar EUR 100 a EUR 200/ano; para viaturas mais potentes ou mais poluentes pode ultrapassar EUR 400. O pagamento pode ser feito por multibanco, MB Way, débito directo ou no balcão das Finanças. Não está incluído nas prestações do crédito auto - é uma despesa adicional anual a orçar.

O que é o registo automóvel no IMT e quanto custa?

O registo de propriedade automóvel é feito junto da Conservatória do Registo Automóvel ou via portal Automóvel Online do IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes). Em compras a crédito, a instituição financeira inscreve uma reserva de propriedade no registo, que apenas é cancelada após a liquidação total do empréstimo. As taxas variam: registo de propriedade típico ronda os EUR 65 (online) a EUR 95 (presencial); o cancelamento da reserva no final do crédito custa cerca de EUR 35. Verifique sempre antes de comprar - especialmente num usado - se a viatura está livre de penhoras ou reservas através do Pedido de Informação Automóvel.

O que é a FINE e porque é importante?

A FINE (Ficha de Informação Normalizada Europeia) é um documento obrigatório entregue pelo credor antes da assinatura do contrato de crédito ao consumo, conforme exigência do Decreto-Lei n.º 133/2009 e directiva europeia. Inclui montante total do crédito, TAN, TAEG, MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), número e valor das prestações, comissões e impostos, direito de revogação de 14 dias, e identificação clara do credor e intermediário. Sempre que peça uma simulação a um banco ou financeira, exija a FINE - é a forma normalizada de comparar propostas em pé de igualdade entre diferentes instituições.

Posso amortizar antecipadamente um crédito auto sem penalização?

Sim, mas com comissão limitada por lei. O Decreto-Lei n.º 133/2009 (regime do crédito ao consumo) permite o reembolso antecipado total ou parcial a qualquer momento. A comissão máxima é 0,5% do capital reembolsado se faltar mais de um ano para o fim do contrato, e 0,25% se faltar menos de um ano. Algumas instituições não cobram nada, especialmente em campanhas comerciais. Antes de assinar, verifique na FINE qual a comissão aplicável - amortizar antecipadamente nos primeiros 2 a 3 anos é onde se poupa mais em juros, porque é nessa fase que a maior parte da prestação ainda é juro.

Como o crédito auto afecta o meu Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal?

Todos os créditos contratados em Portugal são reportados mensalmente pelas instituições à Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal. O seu Mapa de Responsabilidades mostra os créditos activos, montantes em dívida, prestações mensais e eventuais incumprimentos. Quando pedir crédito - especialmente um crédito habitação - o banco consulta este mapa e calcula o seu DSTI (Debt Service-to-Income, taxa de esforço). Desde a Recomendação Macroprudencial de 2018, novos contratos devem manter o DSTI abaixo de 50% para a maioria dos mutuários. Um crédito auto a EUR 400/mes reduz a sua capacidade futura de endividamento para outras finalidades.

É melhor pedir crédito ao meu banco habitual ou à financeira da marca?

Depende. As financeiras de marca (Volkswagen Financial Services, BMW Bank, Stellantis Financial, RCI Bank, etc.) oferecem por vezes TAEGs promocionais muito atractivas em modelos específicos ou em fim de gama, especialmente em campanhas conjuntas com descontos de marca. Por outro lado, os bancos universais portugueses (CGD, Millennium BCP, Santander, BPI, Novo Banco) e as financeiras especializadas (Cofidis, Cetelem, Cofinoga) costumam ter mais flexibilidade no prazo e nas comissões. A regra de ouro: peça pelo menos três propostas diferentes, compare sempre pela TAEG na FINE, e use a melhor como alavanca de negociação junto das restantes.

Tenho direito de revogação após assinar o contrato?

Sim. Em contratos de crédito ao consumo, incluindo crédito auto clássico, a lei (Decreto-Lei n.º 133/2009) concede um direito de revogação de 14 dias após a assinatura, sem necessidade de justificação. Se exercer este direito, deve devolver o capital recebido acrescido dos juros vencidos até à data da devolução, calculados com base na TAN acordada. Atenção: o leasing e o ALD têm regimes diferentes (não estão sujeitos à mesma protecção de revogação), pelo que se optar por uma dessas modalidades não terá os 14 dias para mudar de ideias. Confirme sempre a modalidade do contrato antes de assinar.

Porque é que a data de liquidação é cerca de N meses a partir de hoje?

A calculadora assume que o crédito começa hoje e que paga a prestação acordada todos os meses sem atrasos, refinanciamentos ou alterações de taxa. A data de liquidação é simplesmente a data de hoje somada ao prazo em meses. Use como estimativa de planeamento; para a data exacta, o plano de amortização entregue pelo banco no momento da escritura ou contrato é a fonte oficial. Lembre-se de que, mesmo após a última prestação, ainda terá de tratar do cancelamento da reserva de propriedade junto da Conservatória do Registo Automóvel ou via Automóvel Online do IMT.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora aplica a fórmula padrão do sistema francês de amortização para empréstimos a prestações constantes: M = P*r(1+r)^n / ((1+r)^n - 1), em que M é a prestação mensal, P o capital financiado, r a taxa de juro mensal (TAEG / 12) e n o prazo em meses. O capital P é construído como Preço + (Preço x Imposto) - Entrada - (Valor da Retoma - Dívida sobre a Retoma). No contexto português, o ISV está habitualmente incluído no preço chave-na-mão de um stand registado, pelo que o campo de imposto pode ficar a 0%; só faz sentido preenchê-lo em casos de importação paralela ou regimes especiais. Os juros totais são calculados como (M x n) - P. A calculadora não modela taxas variáveis, valor residual em leasing/ALD, rendas all-in de renting, comissões de processamento individualizadas ou imposto do selo - estes valores devem ser confirmados na FINE entregue pelo credor antes da assinatura do contrato. As convenções de TAEG seguem o Aviso n.º 3/2021 do Banco de Portugal; ISV, IUC e registo no IMT devem ser tratados separadamente junto da Autoridade Tributária e do IMT. Valores apresentados em euros (EUR) com convenção decimal portuguesa (vírgula) no texto corrido.

Dicas Pro

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