Empresa industrial portuguesa cotada na zona cinzenta
Uma sociedade anónima portuguesa do setor industrial, cotada na Euronext Lisbon, está a ser avaliada para risco de crédito por um departamento de risco bancário. O analista extrai os cinco rácios do Relatório e Contas mais recente e dos dados de mercado, aplicando o modelo original de Altman de 1968 para industriais cotadas, em linha com as práticas reportadas pelo Banco de Portugal na Central de Balanços.
ResultadoZ = 1,2(0,20) + 1,4(0,30) + 3,3(0,10) + 0,6(0,50) + 1,0(1,20) = 0,24 + 0,42 + 0,33 + 0,30 + 1,20 = 2,49.
Um Z de 2,49 situa-se dentro da zona cinzenta (1,81 a 2,99), pelo que a empresa não está claramente segura nem em dificuldade óbvia. O giro do ativo (E) e a rentabilidade acumulada (B) são os principais contribuintes, enquanto a margem EBIT (C) e a alavancagem de mercado (D) ficam medianas. O analista deve acompanhar o rácio trimestralmente: uma descida abaixo de 1,81 sinalizaria historicamente um risco elevado de insolvência no prazo de dois anos, com possível abertura de Processo Especial de Revitalização (PER) ou processo de insolvência no CITIUS, ao abrigo do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE).