ADVERTISEMENT

Mobile Banner
320×100

Calculadora de Crédito

Calcule a prestação mensal, os juros totais e o plano de amortização para qualquer crédito. Compare diferentes prazos para encontrar a melhor opção.

Fórmulas de Prestação de Crédito

Prestação Mensal

A carregar fórmula...

Juros Totais

A carregar fórmula...

Montante Total

A carregar fórmula...

Prazos Comuns

%

Compreender as Prestações de Crédito

Quer esteja a pedir financiamento para um automóvel, para obras em casa, para consolidação de dívidas ou para outra finalidade, perceber o valor das suas prestações é fundamental para um planeamento financeiro saudável. A nossa calculadora de crédito mostra exatamente o que vai pagar todos os meses e o custo total ao longo da vida do empréstimo. Em Portugal, o crédito aos consumidores está sujeito à supervisão do Banco de Portugal e ao Decreto-Lei n.º 133/2009, que obriga as instituições a comunicarem à Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) todos os créditos a partir de 50€.

Ajustando o montante, a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) e o prazo encontra o equilíbrio certo entre prestações comportáveis e o menor custo total de juros possível. O Banco de Portugal publica trimestralmente as Taxas Máximas (TMA) para cada categoria de crédito ao consumo, calculadas com base na TAEG média do trimestre anterior acrescida de um terço. Compare sempre a TAEG entre propostas e não apenas a TAN, porque é a TAEG que reflete o custo total efetivo do crédito.

💵

Prestação Mensal

Veja exatamente quanto vai pagar todos os meses.

📊

Juros Totais

Perceba o custo real do crédito.

⏱️

Comparar Prazos

Veja como diferentes prazos afetam o custo final.

📅

Calendário de Liquidação

Saiba ao certo quando ficará livre da dívida.

Como Funcionam as Prestações de Crédito

Cada prestação de um crédito pessoal ou de um crédito automóvel é composta por duas partes: capital amortizado e juros. No início do contrato, a maior parte da prestação corresponde a juros, porque estes incidem sobre um capital em dívida ainda elevado. À medida que vai amortizando, o capital em dívida diminui e a parcela de juros também desce, enquanto cresce a parcela de capital amortizado. Este princípio chama-se amortização pelo sistema francês (prestações constantes) e é o regime padrão na maioria dos bancos portugueses (Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Santander Totta, Novobanco, BPI) e das instituições financeiras de crédito (Cetelem, Cofidis, Credibom).

No crédito à habitação podem existir variantes (prestações constantes, capital constante, taxa fixa, mista ou variável indexada à Euribor), mas esta calculadora foca-se na matemática pura de um crédito amortizável a taxa fixa. Para crédito à habitação com seguros, comissões e Imposto do Selo, é mais adequado utilizar uma calculadora dedicada que incorpore esses encargos.

📉

Capital Amortizado

A parte da prestação que reduz o capital em dívida. Começa pequena e cresce ao longo do tempo.

💰

Juros

O custo do crédito, calculado sobre o capital em dívida. Começa elevado e diminui progressivamente.

🔄

Sistema Francês

Distribuição dos pagamentos em prestações constantes de valor igual ao longo do prazo.

Amortizações Antecipadas

Amortizar antecipadamente reduz os juros totais e encurta o prazo do contrato.

Comparação de Prazos

Escolher o prazo certo implica equilibrar a comportabilidade mensal com o custo total dos juros. Um prazo curto traduz-se em prestações mais altas mas em menos juros totais; um prazo longo reduz a pressão mensal mas aumenta significativamente o custo total do crédito. No crédito pessoal em Portugal, os prazos típicos vão de 12 a 84 meses; no crédito automóvel podem chegar aos 120 meses; no crédito à habitação podem ir até aos 40 anos, embora o Banco de Portugal recomende prazos médios mais curtos.

As instituições de crédito sob supervisão do Banco de Portugal são obrigadas a avaliar a sua solvabilidade através do rácio DSTI (debt service-to-income), do rácio LTV no crédito à habitação e da consulta à CRC. O Banco de Portugal alerta repetidamente para o risco de prazos demasiado longos, em que o consumidor 'fica vinculado durante anos a um crédito cujo bem financiado já não tem utilidade'. A DECO PROTeste recomenda escolher o prazo mais curto cuja prestação caiba confortavelmente no orçamento mensal.

PrazoPrestação MensalJuros TotaisIndicado Para
12 meses Mais alta Mais baixo Créditos pequenos, liquidação rápida
24 meses Alta Baixo Equilíbrio entre rapidez e custo
36 meses Moderada Moderado Comum em crédito automóvel
60 meses Baixa Elevado Compras de maior valor
84 meses Muito baixa Muito elevado Comportabilidade máxima

Dicas para Conseguir o Melhor Crédito em Portugal

Uma boa preparação pode poupar-lhe milhares de euros ao longo do prazo do crédito. Em Portugal não existe uma 'pontuação de crédito' única como nos EUA, mas as instituições consultam obrigatoriamente a Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal, onde constam todos os créditos ativos, valores em dívida e eventuais incumprimentos. A CRC, em conjunto com a comprovação de rendimentos, encargos fixos e composição do agregado familiar, determina o seu rácio DSTI e a capacidade de endividamento.

Solicite sempre a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) — antes designada por FIN — a pelo menos três instituições. A FINE é obrigatória por lei (Decreto-Lei n.º 133/2009 para crédito ao consumo e Decreto-Lei n.º 74-A/2017 para crédito à habitação) e permite comparar propostas em termos uniformes. Em caso de litígio com a instituição de crédito, pode recorrer ao Livro de Reclamações eletrónico, ao Provedor do Cliente da instituição ou ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo da sua região.

📝

Consulte O Seu Mapa de Responsabilidades

Peça gratuitamente o mapa de responsabilidades de crédito no portal do Banco de Portugal (bportugal.pt). Incumprimentos ou créditos esquecidos podem subir a taxa proposta ou levar à recusa do pedido. Regularize incumprimentos antes de pedir novo crédito.

🔍

Compare Pelo Menos Três Propostas

Diferenças de 1 a 3 pontos percentuais entre bancos, instituições financeiras de crédito e ofertas online são comuns. Num crédito de 25.000€ a 5 anos isso traduz-se facilmente em 2.000€ a 3.000€ de diferença em juros totais.

📊

Compare Pela TAEG, Não Pela TAN

A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) é obrigatória e inclui, além dos juros, todas as comissões, despesas de processamento e o Imposto do Selo (4% sobre os juros, 0,04% sobre a utilização do crédito mensal nos rotativos). Uma TAN baixa com comissões elevadas pode ter uma TAEG superior.

💵

Verifique o MTIC

O Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) — soma do capital, juros, comissões, impostos e seguros — consta obrigatoriamente da FINE e mostra quanto vai pagar no total. Use-o para confirmar o custo absoluto, não apenas a prestação mensal.

⚠️

Atenção à Comissão de Amortização Antecipada

No crédito ao consumo a comissão por amortização antecipada está limitada a 0,5% do capital reembolsado (1% se o prazo restante for superior a um ano). No crédito à habitação a taxa variável a comissão máxima é de 0,5% e em taxa fixa é de 2% — limites fixados pelo Banco de Portugal.

🎯

Peça Apenas o Estritamente Necessário

Cada crédito é comunicado à CRC e influencia o seu rácio DSTI nas próximas avaliações. A DECO PROTeste recomenda avaliar primeiro alternativas (poupança, garantia alargada, soluções mais baratas) antes de contrair um novo crédito.

O Poder das Amortizações Antecipadas

Amortizar antecipadamente o capital em dívida é uma das formas mais eficazes de poupar num crédito pessoal ou automóvel. Como os juros incidem sobre o capital em dívida, cada amortização extra reduz imediatamente a base de cálculo dos juros para todos os meses seguintes. Em Portugal, a amortização antecipada (parcial ou total) é um direito do consumidor garantido pelo Decreto-Lei n.º 133/2009 para crédito ao consumo e pelo Decreto-Lei n.º 74-A/2017 para crédito à habitação.

A comissão máxima por amortização antecipada está legalmente limitada: no crédito ao consumo, 0,5% do capital amortizado (1% se faltar mais de um ano); no crédito à habitação, 0,5% em contratos a taxa variável e 2% em taxa fixa. Uma amortização de 50€ ou 100€ extra por mês funciona, na prática, como um rendimento garantido isento equivalente à TAN do seu crédito — geralmente mais rentável do que um depósito a prazo. A DECO PROTeste aconselha amortizar primeiro os créditos mais caros (cartões, descobertos, créditos rotativos) antes de aplicar poupanças.

💵

50€ Extra Por Mês

Num crédito de 20.000€ a 7% por 5 anos, acrescentar 50€/mês poupa cerca de 400€ em juros e liquida o crédito aproximadamente 6 meses mais cedo.

💰

100€ Extra Por Mês

O mesmo crédito com 100€ extra por mês poupa cerca de 750€ em juros e termina quase um ano antes.

📅

Uma Prestação Extra Por Ano

Uma prestação extra anual — por exemplo do subsídio de Natal ou de férias — reduz visivelmente o prazo e diminui significativamente os juros totais.

🎯

Amortizações Pontuais

Aplique reembolsos de IRS, prémios ou rendimentos extraordinários diretamente no capital. No início do prazo o impacto é máximo porque a poupança de juros incide sobre o maior número de meses futuros.

Como utilizar esta calculadora de crédito

  1. Introduza o Montante do Crédito (€) — o valor líquido que vai efetivamente receber após dedução de eventuais comissões de processamento que não financie.
  2. Introduza a Taxa de Juro Anual (%) — use de preferência a TAEG da FINE em vez da TAN promocional, porque a TAEG inclui comissões, despesas e Imposto do Selo, conforme exigido pelo Decreto-Lei n.º 133/2009.
  3. Defina o Prazo (anos) introduzindo um valor ou clicando num dos Prazos Comuns (1, 2, 3, 5, 7 ou 10 anos).
  4. Opcional: introduza um Pagamento Extra Mensal (€) para ver como a amortização antecipada reduz os juros totais e antecipa a data de liquidação.
  5. Clique em Calcular para ver a prestação mensal, juros totais, montante total e data prevista de liquidação.

Exemplos

Crédito pessoal: 10.000€ a 8% durante 3 anos

Um consumidor no Porto consolida dois saldos de cartão de crédito e um crédito rotativo num crédito pessoal de 10.000€ a TAEG fixa de 8,0%, com 36 meses de prazo, num banco português. A consulta à CRC mostra histórico sem incidentes e o rácio DSTI cumpre as recomendações macroprudenciais do Banco de Portugal.

ResultadoPrestação mensal cerca de 313€. Total pago aproximadamente 11.281€ ao longo de 36 meses. Juros totais cerca de 1.281€. Data de liquidação 3 anos após a primeira prestação.

A calculadora converte a taxa anual de 8% numa taxa mensal r = 0,08 / 12 ≈ 0,006667, com n = 3 × 12 = 36 prestações. Aplica depois M = 10.000 × 0,006667 × (1,006667)^36 / ((1,006667)^36 − 1) ≈ 313. Os juros totais são M × n − P = 313 × 36 − 10.000 ≈ 1.281. Importante para o consumidor português: o crédito é comunicado à CRC a partir da primeira prestação; um atraso superior a 30 dias gera uma marca de incumprimento que permanece visível por 24 meses após regularização.

Crédito automóvel: 25.000€ a 6% durante 5 anos

Uma família em Lisboa financia um automóvel usado numa instituição financeira de crédito por 25.000€ a TAEG fixa de 6,0% e 60 meses de prazo. A entidade está registada no Banco de Portugal, comunica à CRC e realiza a avaliação obrigatória de solvabilidade prevista nas Orientações n.º 1/2018 do Banco de Portugal.

ResultadoPrestação mensal cerca de 483€. Total pago aproximadamente 28.998€ ao longo de 60 meses. Juros totais cerca de 3.998€. Data de liquidação 5 anos após a primeira prestação.

Com r = 0,06 / 12 = 0,005 e n = 60, a fórmula do sistema francês resulta em M ≈ 483. No primeiro mês a componente de juros é 25.000 × 0,005 = 125€, restando 358€ para amortização de capital. No último mês a componente de juros é apenas cerca de 2,40€ e quase toda a prestação amortiza capital. Compare sempre em base TAEG (não TAN) com outras FINE; em caso de litígio com a instituição pode recorrer ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo.

Comparação 36 vs 60 meses: crédito de 15.000€ a 7%

Um consumidor hesita entre duas propostas para o mesmo crédito de 15.000€ a 7,0% TAEG: uma versão a 36 meses com prestação mais alta e uma versão a 60 meses com prestação mais baixa. Tem mapa de responsabilidades sem incumprimentos e quer perceber quanto custa em juros o prazo mais longo.

ResultadoPlano a 60 meses: cerca de 297€/mês com juros totais de 2.820€. Plano a 36 meses: cerca de 463€/mês com juros totais de 1.674€. O prazo mais longo reduz a prestação em cerca de 166€ mas acrescenta 1.146€ de juros adicionais.

Em ambos os planos o capital e a taxa são iguais; só n muda. Com n = 36 paga-se juros durante menos tempo sobre o capital em dívida, pelo que os juros totais descem fortemente. A DECO PROTeste recomenda escolher o prazo mais curto cuja prestação caiba confortavelmente no orçamento, para não comprometer o rácio DSTI em futuras avaliações (por exemplo num pedido posterior de crédito à habitação).

Como funciona

Esta é uma calculadora geral para créditos amortizáveis pelo sistema francês (prestações constantes). Aplica a fórmula padrão M = P × r(1+r)^n / ((1+r)^n − 1), onde M é a prestação mensal fixa, P é o montante do crédito, r é a taxa de juro mensal (taxa anual a dividir por 12) e n é o número total de prestações mensais (anos × 12). A mesma fórmula é usada por praticamente todas as instituições portuguesas para crédito pessoal, crédito automóvel, crédito consolidado e crédito à habitação a taxa fixa.

Em cada prestação calculam-se primeiro os juros sobre o capital em dívida desse mês; o restante amortiza o capital. Como o capital em dívida diminui ligeiramente todos os meses, a componente de juros da prestação seguinte também desce e a componente de capital sobe. Por isso o plano de amortização tem uma curva suave e não uma reta. Solicite sempre o plano financeiro completo à instituição — a FINE é obrigatória por lei (Decreto-Lei n.º 133/2009 para crédito ao consumo, Decreto-Lei n.º 74-A/2017 para crédito à habitação).

Os juros totais são simplesmente I = (M × n) − P: cada euro pago acima do capital inicial corresponde a juros. Reduzir qualquer um dos três inputs — capital, taxa ou prazo — reduz os juros totais. As amortizações antecipadas aplicadas diretamente ao capital encurtam a base de cálculo dos juros nos meses seguintes. As comissões máximas por amortização antecipada estão fixadas por lei: 0,5% no crédito ao consumo (1% se faltar mais de um ano), 0,5% no crédito à habitação a taxa variável e 2% em taxa fixa.

Para crédito à habitação com seguros (vida e multirriscos), comissões de processamento, Imposto do Selo (0,6% sobre o capital inicial em habitação) ou financiamento misto, esta calculadora dá apenas uma aproximação — use uma calculadora dedicada de crédito à habitação. Para créditos rotativos ou cartões de crédito a calculadora também não se aplica, porque a taxa pode variar e o capital em dívida flutua com novas utilizações. Esta ferramenta foca-se na matemática pura do sistema francês a taxa fixa, que é a base da maioria dos créditos ao consumo em Portugal.

Quando utilizar esta calculadora

  • Dimensionar um crédito pessoal antes de pedir proposta. Trabalhe a partir de uma prestação confortável face ao seu rendimento líquido e rácio DSTI até chegar ao montante máximo a pedir, ou teste o impacto de uma variação de 1 a 2 pontos percentuais na TAEG antes de submeter formalmente o pedido. Muitos pedidos seguidos podem ser registados na CRC e afetar a sua avaliação.
  • Comparar propostas de instituições diferentes. Introduza a TAEG e o prazo de cada FINE para ver o custo total ao longo da vida do crédito. A DECO PROTeste publica comparativos periódicos, mas o cálculo individual por proposta continua a ser a forma mais fiável de comparar duas instituições com comissões diferentes.
  • Escolher entre dois prazos para o mesmo crédito. Calcule o mesmo capital e taxa a 36, 48 e 60 meses para ver quanto custa em juros adicionais o prazo mais longo. O Banco de Portugal e a DECO PROTeste recomendam o prazo mais curto cuja prestação caiba confortavelmente no orçamento.
  • Modelar uma consolidação de créditos. Estime a prestação e os juros totais de um crédito consolidado e compare com a soma das prestações mínimas atuais dos cartões, créditos rotativos e demais empréstimos. Uma consolidação só compensa se a TAEG for significativamente inferior à média ponderada dos créditos atuais; caso contrário, apenas estende a dívida.
  • Testar o efeito de amortizações antecipadas. Introduza um Pagamento Extra Mensal para ver como 25€ ou 50€ por mês encurtam o prazo e reduzem os juros totais. Em Portugal a comissão máxima por amortização antecipada é de 0,5% (crédito ao consumo) ou 2% (crédito à habitação a taxa fixa), pelo que normalmente vale a pena.
  • Validar uma proposta de crédito. Se a prestação indicada pela instituição for materialmente superior à desta calculadora para o mesmo capital, taxa e prazo, pergunte que comissões estão incluídas na prestação ou se a TAEG declarada diverge da TAN. Em caso de dúvida, apresente reclamação no Livro de Reclamações eletrónico ou no Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo.

Erros frequentes

  • ErroUsar a TAN em vez da TAEG para comparar propostas.
    SoluçãoA TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) é obrigatória por lei e inclui juros, comissões, despesas de processamento e Imposto do Selo. Compare sempre em base TAEG entre instituições portuguesas: duas propostas com a mesma TAN podem ter TAEG muito diferentes se as comissões forem distintas.
  • ErroEsquecer que uma prestação menor significa geralmente mais juros totais.
    SoluçãoO mesmo crédito a 60 meses em vez de 36 reduz a prestação em cerca de 30%, mas aumenta os juros totais numa percentagem semelhante. Leia sempre os Juros Totais ao lado da Prestação Mensal antes de assinar o contrato. Este alerta consta também das recomendações de informação ao consumidor do Banco de Portugal.
  • ErroTomar como certa a taxa promocional 'a partir de'.
    SoluçãoEm Portugal o crédito é pessoalizado em função do rendimento, encargos fixos, histórico CRC e eventual garantia. Faça as contas com uma taxa conservadora próxima do limite superior do intervalo anunciado; só após a FINE definitiva e a consulta à CRC saberá a sua taxa real.
  • ErroIgnorar a Taxa Máxima (TMA) do Banco de Portugal.
    SoluçãoTrimestralmente o Banco de Portugal publica as Taxas Máximas para cada tipo de crédito ao consumo (pessoal, automóvel, cartões, descobertos, rotativos). Nenhuma instituição pode aplicar uma TAEG superior a esses limites; se uma proposta exceder a TMA, é nula e pode ser denunciada ao Banco de Portugal.
  • ErroEsquecer a comissão por amortização antecipada e o Imposto do Selo.
    SoluçãoA comissão por amortização antecipada está limitada por lei: 0,5% no crédito ao consumo (1% se faltar mais de um ano), 0,5% no crédito à habitação a taxa variável, 2% em taxa fixa. O Imposto do Selo é de 4% sobre os juros liquidados em cada prestação. Confira sempre a cláusula específica do seu contrato.
  • ErroAssumir que esta calculadora cobre crédito rotativo ou taxa variável.
    SoluçãoA calculadora modela um crédito totalmente amortizável a taxa fixa pelo sistema francês. No crédito rotativo (revolving) a taxa pode mudar mensalmente e o capital em dívida flutua com novas utilizações. No crédito à habitação a taxa variável indexada à Euribor a prestação muda a cada revisão. Para esses produtos, peça à instituição um plano financeiro à taxa atual.
  • ErroIntroduzir a taxa mensal em vez da taxa anual.
    SoluçãoO campo Taxa de Juro Anual espera o valor anual (por exemplo 7,5 — e não 0,625). A calculadora divide automaticamente por 12 para obter a taxa mensal.

Perguntas frequentes

Que tipos de crédito posso calcular com esta ferramenta?

Qualquer crédito totalmente amortizável a taxa fixa pelo sistema francês: crédito pessoal, crédito automóvel, crédito consolidado, crédito à habitação a taxa fixa e crédito a pequenas empresas. A matemática não depende do nome comercial do produto. Para crédito à habitação a taxa variável (indexado à Euribor), com seguros de vida e multirriscos, comissões e Imposto do Selo (0,6% sobre o capital em habitação), ou para crédito rotativo e cartões de crédito, use uma calculadora dedicada. Esta ferramenta foca-se no cálculo puro de capital e juros que está na base da generalidade dos créditos ao consumo sob supervisão do Banco de Portugal.

Qual a diferença entre TAN e TAEG?

A TAN (Taxa Anual Nominal) é o preço puro do empréstimo, expresso em percentagem anual aplicada ao capital. A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) inclui a TAN mais todos os encargos obrigatórios — comissões de abertura e processamento, despesas de avaliação, Imposto do Selo, eventual seguro associado — também em base anual. O Decreto-Lei n.º 133/2009 e a supervisão do Banco de Portugal obrigam as instituições a apresentar a TAEG na FINE para que o consumidor possa comparar propostas de forma uniforme. Dois créditos com a mesma TAN podem ter TAEG muito diferentes se um deles tiver comissões mais elevadas.

Quanto posso pedir emprestado segundo as regras portuguesas?

As instituições sob supervisão do Banco de Portugal são obrigadas a avaliar a solvabilidade segundo o Aviso n.º 4/2017 e o Decreto-Lei n.º 133/2009 (consumo) ou n.º 74-A/2017 (habitação), consultando a CRC e calculando o rácio DSTI (debt service-to-income). As recomendações macroprudenciais limitam o DSTI a 50% (com exceções até 60%), o LTV no crédito à habitação a 90% para habitação própria permanente e o prazo máximo a 40 anos no crédito à habitação. Use esta calculadora para trabalhar de trás para a frente: introduza uma prestação comportável e ajuste o capital ou o prazo até obter um valor adequado.

O que é a Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) e como me afeta?

A CRC é a base de dados do Banco de Portugal onde constam todos os créditos ativos de cada cidadão (a partir de 50€), o capital em dívida e eventuais incumprimentos. Qualquer instituição financeira consulta a CRC antes de conceder crédito. Em caso de incumprimento por mais de 30 dias, é registada uma marca que permanece visível por 24 meses após regularização e pode levar à recusa de novos pedidos ou a taxas mais elevadas. Pode pedir gratuitamente o seu mapa de responsabilidades de crédito no portal do Banco de Portugal (bportugal.pt).

O que é exatamente a amortização pelo sistema francês?

O sistema francês significa pagar todos os meses a mesma prestação total, em que a divisão entre juros e capital amortizado vai mudando ao longo do prazo. No início, a componente de juros é elevada porque é calculada sobre o capital total em dívida; à medida que o capital é amortizado, os juros descem e o capital amortizado em cada prestação aumenta. O plano financeiro entregue na FINE mostra mês a mês essa divisão. É o regime padrão em Portugal para crédito pessoal, automóvel e na maioria do crédito à habitação.

Devo amortizar antecipadamente o crédito ou investir o dinheiro?

Depende da TAEG do crédito e dos seus restantes objetivos financeiros. Amortizar antecipadamente um crédito pessoal a 8% gera uma poupança líquida de juros equivalente a essa taxa — geralmente mais favorável do que um depósito a prazo após retenção na fonte, e competitivo com a maioria dos fundos ou ETF após impostos. A DECO PROTeste recomenda amortizar primeiro os créditos mais caros (cartões, descobertos, rotativos) antes de aplicar poupanças, desde que mantenha um fundo de emergência (3 a 6 meses de despesas fixas).

Qual é a Taxa Máxima (TMA) para crédito ao consumo em Portugal?

O Banco de Portugal publica trimestralmente as Taxas Máximas para cada categoria de crédito ao consumo (pessoal, automóvel, cartões e descobertos, rotativos). A TMA é calculada como a TAEG média do trimestre anterior acrescida de um terço. Nenhuma instituição pode aplicar uma TAEG superior a esses limites — se o fizer, o contrato é considerado nulo nessa parte e pode apresentar reclamação. Consulte sempre a TMA em vigor no portal do Banco de Portugal (bportugal.pt) antes de assinar.

Como é que o prazo afeta os juros totais?

Um prazo mais longo reduz a prestação mas aumenta os juros totais, muitas vezes de forma significativa. Para um crédito de 15.000€ a 7%, 36 meses custam cerca de 1.674€ em juros, 60 meses cerca de 2.820€ e 84 meses cerca de 3.993€. Está a pagar juros durante mais tempo sobre um saldo médio mais elevado. O Banco de Portugal e a DECO PROTeste recomendam o prazo mais curto cuja prestação caiba confortavelmente no orçamento.

Posso amortizar antecipadamente um crédito ao consumo?

Sim, a amortização antecipada (parcial ou total) é um direito do consumidor garantido pelo Decreto-Lei n.º 133/2009. A instituição pode cobrar uma comissão máxima de 0,5% do capital reembolsado (ou 1% se o prazo restante for superior a um ano). No crédito à habitação a comissão máxima é de 0,5% em taxa variável e 2% em taxa fixa. Em caso de litígio, pode recorrer ao Livro de Reclamações eletrónico, ao Provedor do Cliente da instituição ou ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo.

Qual é a função do Banco de Portugal na supervisão do crédito?

O Banco de Portugal é o supervisor das instituições de crédito e financeiras autorizadas a operar em Portugal. Define regras prudenciais (rácios DSTI, LTV, prazos máximos), publica trimestralmente a TMA, gere a CRC, fiscaliza o cumprimento das obrigações de informação (FINE) e atua sobre reclamações de consumidores. Antes de contratar crédito, confirme no portal bportugal.pt que a instituição está autorizada — instituições não autorizadas estão a operar em violação da lei e o contrato pode ser nulo.

Vale a pena contratar um crédito rotativo?

A DECO PROTeste e o Banco de Portugal alertam para o risco do crédito rotativo (cartões revolving, descobertos autorizados) como solução de financiamento de longo prazo. As taxas são variáveis, geralmente superiores às do crédito pessoal, e como o saldo pode ser novamente utilizado, a dívida tende a perpetuar-se. Para uma compra específica com prazo definido, um crédito pessoal a taxa fixa é quase sempre mais barato. Para imprevistos, a DECO PROTeste recomenda um fundo de poupança em vez do recurso ao rotativo.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora aplica a fórmula padrão de amortização pelo sistema francês (prestações constantes) a taxa fixa: M = P × r(1+r)^n / ((1+r)^n − 1), onde M é a prestação mensal, P é o montante do crédito, r é a taxa de juro mensal (taxa anual ÷ 12) e n é o número total de prestações mensais (anos × 12). Os Juros Totais são (M × n) − P e o Montante Total é M × n. A fórmula funciona para qualquer crédito totalmente amortizável a taxa fixa; não modela balões, períodos de carência de capital, taxa variável (indexada à Euribor) nem encargos como Imposto do Selo (4% sobre juros nas prestações, 0,6% sobre capital em crédito à habitação), seguros de vida e multirriscos ou comissões de processamento. O Pagamento Extra Mensal é aplicado diretamente ao capital, reduzindo a base de cálculo dos juros nos meses seguintes e encurtando o prazo. Para o consumidor português: o resultado é pré-imposto e exclui comissões — use a TAEG e o MTIC da FINE para uma imagem realista do custo total, conforme exigido pelo Decreto-Lei n.º 133/2009 (crédito ao consumo) e pelo Decreto-Lei n.º 74-A/2017 (crédito à habitação). As Taxas Máximas (TMA) publicadas trimestralmente pelo Banco de Portugal e as comissões máximas por amortização antecipada (0,5% no consumo, 0,5% em habitação a taxa variável, 2% em taxa fixa) estão fixadas por lei e não fazem parte deste cálculo.

Dicas Pro

  • Salve esta calculadora nos favoritos
  • Use o botão de compartilhar
  • Experimente cenários diferentes
  • Confira nossas calculadoras relacionadas

Achou esta calculadora útil? Compartilhe:

Incorporar esta calculadora