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Calculadora de Objetivo de Poupança

Descubra quanto precisa de poupar por mês, quanto tempo demora ou quanto terá acumulado. Introduza os seus valores e deixe os cálculos fazerem o trabalho.

Fórmulas de Poupança

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Porque é importante definir um objetivo de poupança

Quem define objetivos de poupança específicos consegue poupar significativamente mais do que quem apenas guarda o que sobra ao fim do mês. Um valor concreto em euros dá-lhe uma referência clara para medir o seu esforço e mantém-no motivado quando surgem tentações de consumo. A DECO PROTeste, no seu trabalho de educação financeira, sublinha que registar o objetivo por escrito e automatizar a transferência mensal são as duas medidas com maior impacto no saldo efetivamente alcançado.

Esta calculadora ajuda-o a traduzir esse objetivo numa contribuição mensal concreta. Quer esteja a poupar para um fundo de emergência de 3 a 6 meses de despesas, para a entrada de uma casa, para uma viagem ou para complementar a reforma, introduzir números reais transforma uma intenção vaga num plano de ação. A matemática é idêntica para objetivos de curto prazo e para objetivos de reforma; apenas o prazo, o rendimento esperado e o montante mudam.

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Fundo de Garantia de Depósitos e contas-poupança em Portugal

O Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), gerido pelo Banco de Portugal, garante depósitos bancários até 100 000 euros por depositante e por instituição em caso de insolvência de um banco autorizado em Portugal. Numa conta solidária ou conjunta o limite conta por cada titular, ou seja, até 200 000 euros para um casal. Se o seu objetivo ultrapassa os 100 000 euros, distribua o saldo por várias instituições independentes para se manter dentro da cobertura. Atenção: marcas pertencentes ao mesmo grupo bancário podem partilhar o mesmo limite; confirme a entidade autorizada no portal do Banco de Portugal (bportugal.pt).

Além das contas a prazo dos bancos comerciais (CGD, Millennium BCP, Santander, Novobanco, BPI), a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) emite produtos de aforro do Estado: os Certificados de Aforro (série F) e os Certificados do Tesouro têm geralmente rentabilidade competitiva com as taxas de mercado, com a garantia direta da República Portuguesa, e podem ser subscritos no AforroNet ou nas lojas dos CTT. Compare sempre a taxa anual nominal bruta (TANB) com a taxa após retenção na fonte e tenha em conta promoções iniciais que só duram alguns meses.

IRS sobre juros: a retenção de 28%

Em Portugal, os juros de depósitos bancários, Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro estão sujeitos a uma taxa liberatória de IRS de 28% (categoria E - rendimentos de capitais), retida na fonte pela instituição que paga os juros. Isto significa que uma taxa anual bruta de 3% se transforma em cerca de 2,16% líquidos. Pode optar pelo englobamento na declaração anual de IRS se o seu escalão marginal for inferior a 28%, embora poucos contribuintes beneficiem dessa opção.

Algumas alternativas têm benefícios fiscais: os Planos Poupança-Reforma (PPR) permitem deduzir até 20% das contribuições à coleta de IRS (com limites por idade) e beneficiam de tributação reduzida no resgate desde que cumpra as condições legais. Os primeiros 500 euros de juros de depósitos a prazo poderão estar isentos em certas condições para jovens (verifique a redação atual no Portal das Finanças). Para objetivos de longo prazo, planos de aforro IGCP ou PPR podem ser fiscalmente mais eficientes do que depósitos clássicos.

Marcos de poupança a alcançar

Não sabe por onde começar? A DECO PROTeste e o Banco de Portugal (no portal Todos Contam) recomendam atacar estes marcos por ordem. Cada passo apoia-se no anterior e dá-lhe mais tranquilidade financeira.

MarcoValor-alvoPorque importa
Almofada inicial 1 000 EUR Cobre surpresas pequenas como uma avaria do carro ou uma fatura inesperada sem recorrer a descoberto ou ao cartão de crédito
Buffer básico DECO 3 000 a 6 000 EUR Mínimo recomendado para despesas inesperadas como dentista, reparação de eletrodomésticos ou avaria da caldeira
Fundo de emergência completo 3 a 6 meses de despesas Protege-o de perda de emprego ou doença prolongada sem ter de recorrer a crédito pessoal
Entrada para habitação 10 a 20% do valor + impostos Maior entrada reduz o spread da hipoteca e o LTV; ainda tem de acrescer IMT, IS e escritura
Complemento de reforma (PPR/aforro) 1 a 3x salário anual aos 40 Complemento à reforma da Segurança Social; particularmente importante para trabalhadores independentes e quem não tenha carreira contributiva completa

Automatizar a poupança através do seu banco

A quase totalidade dos bancos portugueses oferece transferências automáticas gratuitas para uma conta-poupança ou conta a prazo. Na CGD, Millennium BCP, Santander, Novobanco e BPI define-se uma transferência periódica via homebanking; em bancos digitais como o ActivoBank ou Openbank pode criar várias contas-objetivo independentes, útil se está a poupar para vários fins em paralelo. Programe a transferência para o dia seguinte ao dia em que recebe o ordenado (normalmente entre o dia 23 e o último dia útil) para que o valor saia da conta à ordem antes de o gastar.

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Automatize no dia do ordenado

Programe uma transferência permanente para o dia a seguir ao recebimento do ordenado. Tratar a poupança como uma fatura a pagar primeiro elimina a decisão de saltar um mês.

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Controle os gastos

Use uma aplicação de orçamento (Sibs MB WAY, app do seu banco, YNAB) ou uma folha de cálculo para ver para onde vai o dinheiro. Muitas famílias encontram 100 a 200 euros por mês em subscrições ou compras por impulso que podem desviar para poupança.

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Corte uma despesa grande

Renegociar o contrato de eletricidade e gás no mercado livre, mudar de seguradora ou trocar a conta à ordem por uma sem comissões pode libertar 50 a 150 euros por mês.

💵

Poupe subsídios e extras

Subsídio de férias, subsídio de Natal, reembolso de IRS e prémios podem antecipar o objetivo em meses. Comprometa-se a poupar pelo menos metade de cada extra antes de o gastar.

Objetivos comuns e referências em euros

Eis prazos realistas para objetivos que muitas famílias portuguesas definem. A tabela assume um rendimento anual líquido de 2% (em linha com depósitos a prazo de 2026 após IRS) e início a partir de zero.

ObjetivoValorPoupança mensalTempo até ao objetivo
Fundo de emergência (3 meses de despesas) 6 000 EUR 165 EUR/mês durante 3 anos
Férias ou viagem 2 500 EUR 205 EUR/mês durante 1 ano
Carro usado 12 000 EUR 320 EUR/mês durante 3 anos
Cozinha ou casa de banho nova 15 000 EUR 240 EUR/mês durante 5 anos
Entrada + impostos para habitação 40 000 EUR 630 EUR/mês durante 5 anos

Como usar esta calculadora de objetivo de poupança

  1. Introduza o seu Objetivo de Poupança (EUR) - o montante que pretende ter disponível na data-limite (fundo de emergência, viagem, entrada de casa, cozinha nova, carro, complemento de reforma).
  2. Introduza a Poupança Atual (EUR) - o saldo que já tem alocado a este objetivo. Deixe 0 se está a começar do zero.
  3. Defina o Rendimento Anual (%) - use a taxa líquida atual (após IRS de 28%) do seu depósito a prazo ou Certificado de Aforro, ou um valor de longo prazo de 5 a 7% para uma carteira diversificada de ações via ETF ou PPR.
  4. Escolha UM de: Contribuição Mensal (EUR) - para ver quanto tempo demora; OU Prazo (meses) - para ver o valor mensal necessário. Preencher ambos mostra o saldo final projetado.
  5. Clique em Calcular Plano de Poupança para ver a contribuição mensal necessária, o total de contribuições, os juros acumulados, os meses até ao objetivo e o saldo final projetado.

Exemplos

Início: criar um fundo de emergência de 6 000 EUR em 18 meses

Um casal de Lisboa quer um fundo de emergência equivalente a três meses de despesas essenciais (cerca de 6 000 EUR) numa conta a prazo do ActivoBank a uma TANL (taxa anual nominal líquida após IRS) de 2,2%. Têm 0 EUR alocados a este objetivo e querem saber o valor da transferência automática mensal.

ResultadoContribuição mensal necessária cerca de 328 EUR. Total de contribuições cerca de 5 905 EUR. Juros acumulados cerca de 95 EUR. Saldo final projetado 6 000 EUR ao 18.º mês.

A calculadora resolve PMT = FV / [((1 + r)^n − 1) / r] com FV = 6 000, taxa mensal r = 0,022/12 ≈ 0,001833 e n = 18. O fator de anuidade é (1,001833^18 − 1) / 0,001833 ≈ 18,28, pelo que PMT ≈ 6 000 / 18,28 ≈ 328 EUR. O saldo está coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) até 100 000 EUR por depositante e por banco, pelo que o capital está garantido em caso de insolvência. Como o valor é abaixo do limite, não há preocupação adicional com o FGD.

Médio prazo: entrada + impostos de 40 000 EUR em 5 anos

Uma jovem que pretende comprar a primeira casa quer poupar 40 000 EUR em 60 meses para a entrada mais impostos (IMT, Imposto de Selo, escritura, registo). Coloca o dinheiro em Certificados de Aforro série F, com uma taxa média líquida estimada de 2,4% (após o IRS de 28%), e começa com 5 000 EUR que já tem alocados.

ResultadoContribuição mensal necessária cerca de 538 EUR. Total de contribuições cerca de 37 280 EUR (5 000 EUR iniciais + 32 280 EUR mensais). Juros acumulados cerca de 2 720 EUR. Saldo final projetado 40 000 EUR ao 60.º mês.

O saldo inicial cresce primeiro: 5 000 × (1 + 0,024/12)^60 ≈ 5 000 × 1,1273 ≈ 5 637 EUR. A diferença de 40 000 − 5 637 = 34 363 EUR é dividida pelo fator de anuidade (1,002^60 − 1) / 0,002 ≈ 63,88, o que dá PMT ≈ 538 EUR. Os Certificados de Aforro são uma dívida direta do Estado português através do IGCP, considerada de baixo risco. Para jovens até 35 anos existem isenções de IMT e Imposto de Selo na primeira habitação até determinados limites de valor - confirme as condições atuais com o seu intermediário de crédito habilitado.

Longo prazo: complemento de reforma de 100 000 EUR em 20 anos

Um trabalhador independente de 45 anos quer poupar 100 000 EUR adicionais para complementar a pensão da Segurança Social, que para carreiras incompletas tende a ser modesta. Investe num ETF global de ações através de um PPR ou conta de investimento, com uma rentabilidade esperada de 6% nominais ao ano (após TER), partindo de 0 EUR.

ResultadoContribuição mensal necessária cerca de 216 EUR. Total de contribuições cerca de 51 840 EUR. Crescimento do investimento cerca de 48 160 EUR. Saldo final projetado 100 000 EUR ao 240.º mês.

Com r = 0,06/12 = 0,005 e n = 240, (1,005)^240 ≈ 3,3102 e o fator de anuidade é (3,3102 − 1) / 0,005 ≈ 462,04. PMT ≈ 100 000 / 462,04 ≈ 216 EUR. Quase metade do valor final (cerca de 48 000 EUR) vem do crescimento composto - ilustra porque começar cedo compensa. Importante: este é um objetivo nominal. A 2% de inflação anual (objetivo do BCE), 100 000 EUR daqui a 20 anos têm o poder de compra de cerca de 67 000 EUR de hoje. Num PPR, o resgate aos 60 anos (ou outras condições legais) tem taxa reduzida de IRS, e as contribuições podem dar direito a dedução à coleta - integre a poupança fiscal no seu cálculo.

Como funciona

A maioria das perguntas sobre objetivos de poupança é uma inversão do cálculo do valor futuro de uma anuidade. Enquanto uma calculadora normal de crescimento composto pergunta 'invisto PMT durante n meses à taxa r, com que saldo fico?', uma calculadora de objetivo pergunta o inverso: 'quero FV no final, que PMT preciso?'. Algebricamente, parte-se de FV = PMT × ((1 + r)^n − 1) / r e resolve-se para PMT.

Quando indica um Prazo em meses e deixa a Contribuição Mensal vazia, a ferramenta calcula primeiro quanto a sua Poupança Atual cresce por si só ao longo de n meses - isto é PV × (1 + r)^n - e subtrai esse valor ao objetivo. O défice restante é dividido pelo fator de anuidade ((1 + r)^n − 1) / r para obter a contribuição mensal exigida. Se a poupança existente já ultrapassar o objetivo por si só, a contribuição necessária desce para 0 EUR.

Quando indica uma Contribuição Mensal e deixa o Prazo vazio, a ferramenta executa uma simulação mês a mês: a cada passo, o saldo cresce com (1 + r) e recebe a sua contribuição, num ciclo que termina quando o saldo atinge o objetivo (com um limite de 100 anos). Isto evita a forma fechada logarítmica, mais complexa, e lida corretamente com casos-limite como uma taxa de 0%. Os meses são arredondados para cima, porque é nesse momento que entra a próxima contribuição.

Todas as taxas são convertidas do rendimento anual que introduz (rendimento anual / 100 / 12) para uma taxa periódica mensal. Esta convenção é a mesma que os bancos portugueses aplicam para a TANB (taxa anual nominal bruta) sob supervisão do Banco de Portugal, e que a CMVM e os DFI (Documento de Informação Fundamental) usam para projeções de rendimento em produtos de investimento. A taxa publicitada num depósito a prazo já inclui o efeito de capitalização, pelo que introduzi-la diretamente dá uma estimativa correta.

Quando usar esta calculadora

  • Dimensionar o fundo de emergência. Multiplique as suas despesas mensais essenciais (renda ou prestação da casa, alimentação, eletricidade e gás, ADSE/seguro de saúde, transportes) por 3 a 6 meses e introduza esse valor como objetivo. A DECO PROTeste sugere 3 meses para agregados com dois rendimentos estáveis e 6 meses para trabalhadores independentes ou famílias com um único rendimento. Combine com a taxa atual de uma conta a prazo coberta pelo FGD.
  • Poupar para a entrada de uma casa. Para jovens compradores no mercado português, a entrada é geralmente de 10 a 20% do valor do imóvel, mais impostos (IMT, Imposto de Selo, escritura, registo) que podem somar 5 a 8% adicionais. Introduza esse total como objetivo. Para horizontes inferiores a 3 anos, prefira depósitos a prazo ou Certificados de Aforro cobertos pelo FGD ou pela garantia do Estado; para horizontes maiores, considere uma carteira conservadora.
  • Planear férias ou compra grande. Para despesas concretas dentro de 1 a 2 anos (férias, casamento, festival, portátil, bicicleta), introduza o valor total com IVA. Um rendimento líquido de 2 a 3% numa conta a prazo é realista. Poupar para objetivos específicos é comprovadamente mais eficaz do que a poupança genérica do que sobra.
  • Complemento de reforma para trabalhadores independentes. Para muitos recibos verdes e trabalhadores independentes, a pensão da Segurança Social tende a ser modesta. Defina um objetivo para um complemento via PPR, Certificados de Aforro ou ETF de longo prazo. Para horizontes de 15 anos ou mais, uma carteira diversificada de ações (5 a 7% nominais esperados) tende a superar uma conta a prazo. Compare a sua estimativa com a pensão prevista no portal da Segurança Social Direta.
  • Verificar um plano de poupança em curso. Introduza a sua Poupança Atual, a Contribuição Mensal atual e o objetivo - deixe o Prazo vazio - para ver quantos meses o seu ritmo atual realmente demora. Útil para revisões trimestrais ou anuais e para decidir se deve aumentar a contribuição após uma subida de salário.

Erros comuns

  • ErroUsar um rendimento bolsista alto (7 a 8%) para um objetivo de curto prazo.
    SoluçãoPara objetivos dentro de 3 a 5 anos, use a taxa de uma conta a prazo ou Certificado de Aforro (em 2026, cerca de 2 a 3% líquidos), não um rendimento bolsista de 7 a 8%. As bolsas podem cair 30 a 50% numa recessão; a CMVM alerta repetidamente para o risco de aplicar dinheiro de curto prazo em ações. A entrada de uma casa que precisa em 2027 não pode depender do nível do PSI 20.
  • ErroIgnorar o limite de 100 000 EUR do Fundo de Garantia de Depósitos.
    SoluçãoSe o seu objetivo é superior a 100 000 EUR, ou se ao somar a outro saldo no mesmo banco ultrapassa este valor, fica acima da cobertura do FGD. Distribua o saldo por instituições independentes (atenção: marcas do mesmo grupo bancário podem partilhar o limite; confirme no portal do Banco de Portugal). Numa conta solidária ou conjunta, o limite conta por cada titular.
  • ErroEsquecer o IRS de 28% sobre os juros.
    SoluçãoOs juros de depósitos a prazo, Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro estão sujeitos a uma taxa liberatória de IRS de 28%, retida na fonte. Uma TANB de 3% equivale a cerca de 2,16% líquidos. Introduza sempre a taxa líquida na calculadora, não a bruta publicitada, para não sobrestimar o resultado. Para horizontes longos, considere alternativas com benefícios fiscais como o PPR.
  • ErroDefinir um objetivo nominal sem ter em conta a inflação.
    SoluçãoUm objetivo de 20 000 EUR hoje, com 2% de inflação anual, equivale a apenas cerca de 18 100 EUR em poder de compra daqui a 5 anos. Atualize o objetivo todos os anos pela inflação esperada (o BCE tem como meta 2%, com leituras divulgadas pelo INE através do IHPC), ou use a taxa real (nominal menos inflação) para que o saldo final esteja em euros de hoje.
  • ErroConfundir a taxa promocional com a taxa estrutural.
    SoluçãoBancos portugueses oferecem por vezes uma taxa de boas-vindas (por exemplo, 3% durante 3 meses) que depois cai para a taxa-base (frequentemente 0,5 a 1,5%). Em objetivos plurianuais, use a taxa estrutural, não a promocional. Consulte as taxas médias publicadas pelo Banco de Portugal no portal Todos Contam para manter expectativas realistas.
  • ErroPoupar agressivamente enquanto mantém crédito ao consumo caro em aberto.
    SoluçãoA DECO PROTeste aconselha primeiro criar uma almofada inicial de 500 a 1 000 EUR, depois liquidar dívidas caras (cartões de crédito revolving, créditos pessoais acima de 8 a 10% TAEG), e só depois poupar estruturalmente. Ganhar 2,5% bruto numa conta a prazo enquanto paga 14% TAEG num cartão é uma perda garantida de mais de 10% ao ano em cada euro envolvido.

Perguntas frequentes

Quanto deve ter o fundo de emergência em Portugal?

A DECO PROTeste sugere para um agregado com um titular pelo menos 3 000 EUR como almofada-base para despesas inesperadas (dentista, eletrodomésticos, caldeira). Para um fundo de emergência completo perante perda de emprego, mantenha 3 meses de despesas (dois rendimentos estáveis) a 6 meses (trabalhador independente, recibos verdes, contrato a termo). Some os seus encargos fixos mensais líquidos e multiplique pelo número de meses pretendido - é esse o seu objetivo. Inclua renda ou prestação da casa, alimentação, energia, telecomunicações, transportes, ADSE ou seguro de saúde e prestações mínimas de créditos.

O que cobre exatamente o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD)?

O FGD, gerido pelo Banco de Portugal, garante depósitos à ordem, depósitos a prazo e contas-poupança até 100 000 EUR por depositante e por instituição em caso de insolvência de um banco autorizado em Portugal. Numa conta conjunta o limite conta por cada titular. NÃO cobre investimentos (ações, ETF, fundos de investimento, obrigações de empresas) - estes estão sujeitos ao Sistema de Indemnização aos Investidores (SII) até 25 000 EUR para risco de contraparte. Os Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro são dívida direta do Estado português via IGCP e não dependem do FGD. As criptomoedas não estão cobertas, mesmo em entidades registadas no Banco de Portugal.

Como funciona o IRS sobre juros de poupança em 2026?

Em Portugal, os juros de depósitos bancários, Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro são tributados em IRS na categoria E (rendimentos de capitais) a uma taxa liberatória de 28%, retida na fonte pela instituição pagadora. Pode optar pelo englobamento na declaração anual se o seu escalão marginal for inferior a 28%, mas raramente compensa. Alguns produtos têm regimes especiais: o PPR permite dedução à coleta de IRS (20% das entregas, com limites por idade) e tributação reduzida no resgate; algumas isenções aplicam-se a jovens em depósitos. Confirme os valores e condições atualizadas no Portal das Finanças.

Que rendimento anual devo introduzir?

Ajuste ao horizonte e ao tipo de produto. Para curto prazo (menos de 3 anos): a taxa líquida atual de um depósito a prazo, Certificado de Aforro série F ou Certificado do Tesouro - em 2026, cerca de 2 a 3% líquidos após IRS. Para 3 a 5 anos: uma mistura de depósitos a prazo e fundos de obrigações de curto prazo pode render 3 a 4%. Para 10 anos ou mais via ETF de ações globais ou PPR: 5 a 7% nominais em euros é uma hipótese razoável com base no histórico do MSCI World. A CMVM lembra que rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras. Desconfie de qualquer promessa acima de 10%.

Como automatizo a poupança através de um banco português?

Em todos os grandes bancos portugueses (CGD, Millennium BCP, Santander, Novobanco, BPI) e nos digitais (ActivoBank, Openbank, N26) pode programar gratuitamente uma transferência permanente via homebanking ou app móvel. Planeie a transferência para o dia seguinte ao recebimento do ordenado (normalmente entre o dia 23 e o último dia útil) para que o valor passe para a conta-poupança antes de ser gasto. O ActivoBank e alguns bancos digitais oferecem contas-objetivo separadas; nos bancos tradicionais pode abrir várias contas-poupança ou contas a prazo. Para trabalhadores independentes com receitas variáveis, definir uma percentagem de cada fatura recebida é mais eficaz do que um valor fixo.

Poupança ou investimento para o meu objetivo?

Para objetivos até 3 anos: depósitos a prazo ou Certificados de Aforro com garantia FGD ou do Estado - sem risco de perda de capital e disponíveis quando precisa. Para objetivos de 3 a 7 anos: uma mistura conservadora (depósitos, fundos de obrigações de curto prazo, parcela limitada de ações). Para objetivos a 7 anos ou mais: um ETF de ações globais oferece historicamente rendimentos reais superiores, mas com volatilidade. A CMVM alerta que dinheiro que precisa nos próximos 3 anos não deve estar em ações - uma correção de 30 a 50% pode atrasar o seu objetivo em anos.

Qual é o efeito da inflação no meu objetivo?

A calculadora devolve euros nominais - o montante que terá literalmente em conta na data-limite. A inflação corrói o poder de compra: 20 000 EUR daqui a 5 anos compram menos do que 20 000 EUR hoje. A meta do BCE é 2% ao ano, com leituras mensais publicadas pelo INE através do IHPC. Aumente o objetivo anualmente pela inflação esperada para manter o poder de compra, ou use a taxa real (nominal menos inflação, por exemplo 3% nominal − 2% inflação = 1% real) para que o saldo final fique em euros de hoje.

Devo poupar ou amortizar antecipadamente o crédito habitação?

Compare a TAN do crédito habitação com a taxa de juro líquida da poupança. Uma TAN de 4% versus uma taxa líquida de 2,2% num depósito a prazo torna a amortização antecipada matematicamente mais atrativa. No entanto, mantenha sempre um fundo de emergência de pelo menos 3 meses de despesas líquido antes de amortizar - dinheiro entregue ao banco não se recupera facilmente sem refinanciamento. Em hipotecas com sistema francês (a esmagadora maioria em Portugal), a amortização antecipada nos primeiros anos é mais eficaz porque corta uma fatia maior de juros. Verifique se existe comissão de amortização antecipada no seu contrato (geralmente 0,5% para taxa fixa e 0,25% para taxa variável).

E se não conseguir poupar agora o valor mensal calculado?

Poupe o que pode agora e vá aumentando. Mesmo 25 a 50 EUR por mês cria o hábito da automatização e ativa o efeito de capitalização. Uma técnica comum: aumentar a percentagem de poupança em 1% do salário líquido por ano, ou destinar automaticamente metade de cada aumento salarial e do subsídio de Natal à conta-poupança. Pode também correr a calculadora com um prazo mais longo - estender um objetivo de 3 anos para 4 anos reduz a contribuição mensal necessária em cerca de 25%.

Como gerir vários objetivos de poupança ao mesmo tempo?

Uma ordem comum: almofada inicial (1 000 EUR) -> liquidar dívidas caras (cartões de crédito, créditos pessoais acima de 10% TAEG) -> fundo de emergência completo (3 a 6 meses de despesas) -> complemento de reforma (PPR, Certificados de Aforro) -> objetivos de médio prazo (entrada de casa, carro, cozinha) -> investimentos regulares em ETF. Execute esta calculadora para cada objetivo separadamente e verifique se a contribuição mensal total cabe no orçamento. Se não couber, estenda primeiro o prazo do objetivo de menor prioridade em vez de o saltar por completo.

Fontes

Metodologia

A calculadora resolve a equação do valor futuro de uma anuidade FV = PMT × ((1 + r)^n − 1) / r para PMT (contribuição mensal) ou para n (meses até ao objetivo), consoante o campo que deixar vazio. A Poupança Atual é projetada para o futuro à taxa mensal r = rendimento_anual/100/12 via PV × (1 + r)^n e subtraída ao objetivo antes de dimensionar a anuidade. Quando contribuição e prazo são ambos fornecidos, a ferramenta devolve o saldo final projetado. Os meses são arredondados para cima. A convenção de converter uma taxa anual numa taxa mensal periódica está alinhada com as normas de divulgação da TANB e TAEG que os bancos portugueses aplicam sob supervisão do Banco de Portugal, e com a apresentação de rendimento que a CMVM exige no DFI dos produtos de investimento de retalho. A saída é pré-IRS; para juros de depósitos, Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro aplique a retenção liberatória de 28% para obter o valor líquido.

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