ADVERTISEMENT

Mobile Banner
320×100

Calculadora de Juros Compostos

Calcule como os seus investimentos crescem com juros compostos. Veja o poder da capitalização ao longo do tempo com diferentes frequências.

Fórmulas de Juros Compostos

Valor Futuro

A carregar fórmula...

Juros Compostos

A carregar fórmula...

Capitalização Contínua

A carregar fórmula...

Regra dos 72

A carregar fórmula...

Frequência de Capitalização

%

Entender os Juros Compostos

Os juros compostos são frequentemente chamados a 'oitava maravilha do mundo' pela sua capacidade notável de multiplicar património ao longo do tempo. Ao contrário dos juros simples, que incidem apenas sobre o capital original, os juros compostos incidem sobre o capital e também sobre os juros já acumulados.

Esta calculadora ajuda-o a visualizar como os seus investimentos podem crescer através do poder da capitalização. Quer esteja a planear a reforma, a poupar para uma compra importante ou apenas curioso sobre o crescimento de um investimento, perceber os juros compostos é essencial para um planeamento financeiro sólido.

📈

Crescimento Exponencial

Veja o seu dinheiro crescer cada vez mais depressa à medida que os juros geram juros.

O Tempo é Decisivo

Quanto mais tempo o dinheiro permanecer capitalizado, maior será o efeito.

🔄

A Frequência Conta

Capitalização mais frequente conduz a rendimentos superiores.

💰

Reforços Regulares

Acrescentar dinheiro periodicamente potencia muito o crescimento.

Como Funcionam os Juros Compostos

Quando investe dinheiro que rende juros compostos, os ganhos são periodicamente adicionados ao capital. No período seguinte, ganha juros sobre esse valor maior. Cria-se um efeito de bola de neve em que o dinheiro cresce cada vez mais depressa ao longo do tempo.

O Processo de Capitalização

Ano 1

Investe 10.000 EUR a 7% ao ano. No final do ano, tem 10.700 EUR (10.000 EUR + 700 EUR de juros).

Ano 2

Os juros são calculados sobre 10.700 EUR, não sobre 10.000 EUR. Ganha 749 EUR, totalizando 11.449 EUR.

Ano 10

Os seus 10.000 EUR cresceram para 19.672 EUR — quase o dobro — com 9.672 EUR em juros compostos.

Ano 30

Os mesmos 10.000 EUR tornam-se 76.123 EUR — a magia da capitalização de longo prazo em ação.

Comparação de Frequências de Capitalização

A frequência de capitalização afeta o rendimento final. Capitalizar com mais frequência significa que os juros são somados ao capital mais vezes, gerando mais 'juros sobre juros'.

FrequênciaVezes/Ano10.000 EUR Após 10 Anos a 7%Juros Totais
Anual 1 19.671,51 EUR 9.671,51 EUR
Semestral 2 19.897,89 EUR 9.897,89 EUR
Trimestral 4 20.015,97 EUR 10.015,97 EUR
Mensal 12 20.096,61 EUR 10.096,61 EUR
Diária 365 20.137,27 EUR 10.137,27 EUR
Contínua infinito 20.137,53 EUR 10.137,53 EUR

A Regra dos 72

A Regra dos 72 é uma forma simples de estimar quanto tempo demora um investimento a duplicar a uma determinada taxa de juro. Basta dividir 72 pela taxa anual.

🔢

Exemplos Rápidos

A 6% de juro, o dinheiro duplica em cerca de 12 anos (72÷6=12). A 8%, em cerca de 9 anos. A 12%, em apenas 6 anos.

📊

Por Que Importa

Conhecer o tempo de duplicação ajuda a definir expectativas realistas. Se faltam 30 anos para a reforma e ganha 7,2%, o dinheiro pode duplicar cerca de 4 vezes (um crescimento de 16x!).

⚠️

Limitações

A Regra dos 72 é uma aproximação que funciona melhor para taxas entre 6% e 10%. Para taxas muito altas ou muito baixas, perde precisão.

Maximizar os Juros Compostos

Algumas estratégias ajudam-no a aproveitar ao máximo os benefícios dos juros compostos para os seus objetivos financeiros.

🚀

Comece Cedo

O tempo é o fator mais poderoso na capitalização. Quem investe 5.000 EUR/ano dos 25 aos 35 anos (10 anos, 50.000 EUR no total) terá mais aos 65 do que quem investe 5.000 EUR/ano dos 35 aos 65 (30 anos, 150.000 EUR) à mesma taxa.

💵

Invista Regularmente

Reforços regulares ampliam muito o crescimento composto. 100 EUR/mês a 7% crescem para cerca de 121.000 EUR em 30 anos.

🔄

Reinvista os Dividendos

Ao investir em ações ou fundos, reinvestir dividendos em vez de os receber em numerário significa mais unidades a render dividendos — capitalização em ação.

🎯

Minimize as Comissões

As comissões reduzem o rendimento efetivo, e esse efeito acumula-se negativamente. 1% de comissão anual sobre 100.000 EUR custa mais de 30.000 EUR em 20 anos face a uma opção de 0,2%.

🛡️

Use Veículos Fiscalmente Vantajosos

PPR (Planos Poupança-Reforma) e Certificados de Aforro/Tesouro permitem capitalizar com benefícios fiscais previstos no Estatuto dos Benefícios Fiscais. O diferimento ou redução fiscal pode acrescentar anos de crescimento adicional.

Juros Compostos em Diferentes Contextos

Os juros compostos aplicam-se a muitas situações financeiras para além das tradicionais contas-poupança.

📈

Mercado de Ações

Historicamente, o S&P 500 rendeu cerca de 10% ao ano. Com capitalização, 10.000 EUR investidos em 1980 valeriam hoje mais de 500.000 EUR.

🏦

Depósitos e Certificados

Embora as taxas sejam mais baixas, depósitos a prazo e Certificados de Aforro/Tesouro continuam a beneficiar da capitalização. São ideais para fundo de emergência, onde a segurança importa mais do que o rendimento máximo.

💳

Dívida de Cartão de Crédito

Os juros compostos trabalham contra si nas dívidas. Um saldo de 5.000 EUR num cartão a TAEG de 18%, pagando apenas o mínimo, demora muitos anos a liquidar e custa milhares de euros em juros.

🏠

Crédito à Habitação

Os juros do crédito habitação também capitalizam, por isso amortizar parcialmente o capital no início do contrato tem um impacto tão grande — reduz a base sobre a qual incidem os juros futuros.

Como utilizar esta calculadora de juros compostos

  1. Introduza o seu Investimento Inicial (EUR) — o montante de partida hoje, antes de quaisquer reforços periódicos.
  2. Escreva a Taxa de Juro Anual (%) que prevê — utilize a TANB do seu depósito a prazo, ou uma média de longo prazo como 6 a 7% para um ETF de ações global.
  3. Defina o Período (anos) — quanto tempo deixará o dinheiro investido. Períodos mais longos tornam a capitalização muito mais poderosa.
  4. Escolha uma Frequência de Capitalização (Anual, Mensal, Diária, Contínua, etc.) — em Portugal, os depósitos a prazo capitalizam habitualmente os juros no vencimento ou anualmente, conforme as condições do banco.
  5. Opcional: acrescente um Reforço Regular (EUR) para montantes que depositará mensalmente. Carregue em Calcular para ver o valor futuro, os juros totais, a taxa anual efetiva e o tempo até duplicar.

Exemplos

Básico: depósito a prazo de 5.000 EUR a 2,50% durante 5 anos

Um aforrador coloca 5.000 EUR num depósito a prazo a 5 anos numa instituição com sede em Portugal e supervisionada pelo Banco de Portugal, com uma TANB de 2,50% (uma taxa realista para 2026). Os juros são capitalizados anualmente, sem reforços adicionais.

ResultadoValor futuro de cerca de 5.657 EUR. Juros brutos totais de cerca de 657 EUR. Taxa Anual Efetiva (TANE) de 2,50% (igual à TANB com capitalização anual). Tempo para duplicar de cerca de 29 anos (Regra dos 72: 72 ÷ 2,5).

A calculadora aplica A = P(1 + r)^t com P = 5.000, r = 0,025 e t = 5, obtendo 5.000 × (1,025)^5 ≈ 5.000 × 1,13141 ≈ 5.657 EUR. Em Portugal, os juros de depósitos são tributados em sede de IRS pela categoria E a uma taxa liberatória de 28% (retida na fonte pelo banco), reduzindo o juro líquido para cerca de 473 EUR (657 × 0,72). Os depósitos estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) até 100.000 EUR por depositante e por instituição de crédito autorizada pelo Banco de Portugal.

Intermédio: 200 EUR/mês num PPR ou ETF global durante 25 anos

Um aforrador de 35 anos reforça mensalmente 200 EUR num PPR (Plano Poupança-Reforma) com vertente acionista ou num ETF de ações global (por exemplo IWDA ou VWCE) através de um intermediário financeiro registado na CMVM, com um rendimento nominal esperado de 7% ao ano, capitalizado mensalmente, sem capital inicial.

ResultadoValor futuro de cerca de 162.182 EUR. Reforços totais de 60.000 EUR (200 × 12 × 25). A capitalização gera aproximadamente 102.182 EUR — quase 1,7 vezes o montante efetivamente depositado.

A calculadora trata os 200 EUR como uma renda mensal e usa VF = PMT × ((1 + i)^N − 1) / i com i = 0,07/12 ≈ 0,005833 e N = 300 meses. (1,005833)^300 ≈ 5,7308, pelo que VF ≈ 200 × (5,7308 − 1)/0,005833 ≈ 162.182 EUR. Os PPR beneficiam de incentivos fiscais previstos no Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF): dedução à coleta em IRS sobre 20% dos valores entregues (até limites por escalão etário) e tributação reduzida no resgate quando cumpridas as condições legais. Sob a DMIF II (MiFID II), a CMVM exige a divulgação transparente dos custos totais — diferenças anuais de 0,2% versus 1,5% em comissões podem custar dezenas de milhares de euros em 25 anos.

Caso particular: Certificados de Aforro Série F com 20.000 EUR a 2,5% durante 10 anos

Um investidor conservador subscreve 20.000 EUR em Certificados de Aforro da Série F através dos balcões dos CTT ou da AforroNet, emitidos pelo IGCP — Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. A remuneração base é indexada à Euribor a 3 meses, com prémio de permanência, capitalizada trimestralmente. Considera-se uma taxa média efetiva de 2,5% para o horizonte de 10 anos.

ResultadoValor futuro de cerca de 25.659 EUR. Juros brutos totais de cerca de 5.659 EUR. TANE de cerca de 2,52%. Tempo para duplicar de cerca de 29 anos (Regra dos 72: 72 ÷ 2,5).

Com capitalização trimestral, A = 20.000 × (1 + 0,025/4)^(4×10) = 20.000 × (1,00625)^40 ≈ 20.000 × 1,28295 ≈ 25.659 EUR. Os Certificados de Aforro são instrumentos de dívida pública emitidos pelo Estado Português através do IGCP, com capital e juros garantidos pela República. À semelhança dos depósitos bancários, os juros estão sujeitos à taxa liberatória de 28% em sede de IRS (categoria E), descontada automaticamente. Não estão cobertos pelo FGD (que se aplica apenas a depósitos bancários), mas têm garantia soberana — distinta da garantia do FGD. Para alternativas com prazo definido, considere também os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV).

Como funciona

A fórmula central é A = P(1 + r/n)^(nt), em que A é o valor futuro, P o capital, r a taxa de juro nominal anual como decimal, n o número de períodos de capitalização por ano e t o tempo em anos. A calculadora converte a percentagem que introduz em decimal, divide pela frequência escolhida e eleva o resultado à potência n·t. Para a capitalização contínua, passa à forma-limite A = Pe^(rt), em que e ≈ 2,71828.

Quando introduz um Reforço Regular, o módulo trata-o como um depósito mensal e adiciona o valor futuro de uma renda ordinária: VF = PMT × ((1 + i)^N − 1) / i, em que i é a taxa mensal e N o número de meses. Este valor é somado ao valor futuro do capital inicial. O total de reforços é apresentado em separado para que veja quanto é dinheiro seu e quanto é juro gerado.

A Taxa Anual Efetiva (TANE) indica o rendimento anual real depois de aplicada a capitalização: TANE = (1 + r/n)^n − 1. Uma taxa nominal de 3% capitalizada mensalmente tem uma TANE de cerca de 3,04%; capitalizada diariamente, atinge cerca de 3,05%. Em Portugal, os bancos divulgam a TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) e a TANE/TAEG conforme exigido pelo Banco de Portugal nas Fichas de Informação Normalizada (FIN), permitindo comparações entre produtos de poupança em igualdade de circunstâncias.

O Tempo para Duplicar é estimado pela Regra dos 72: anos ≈ 72 ÷ taxa%. É uma aproximação derivada do logaritmo natural, mais exata entre 6% e 10%. Para um rendimento de 7%, a fórmula prevê cerca de 10,3 anos, próximo do valor exato de 10,24 anos dado por ln(2)/ln(1+r). Para as taxas mais baixas dos depósitos a prazo portugueses (1–3%), a regra subestima ligeiramente o tempo real, mas continua útil como indicação rápida.

Quando utilizar esta calculadora

  • Planear a reforma para além da Segurança Social. Projete o crescimento de um PPR, fundo de pensões ou conta de investimento ao longo de 20–40 anos com pressupostos realistas (5–7% para ETF de ações global) e o seu reforço mensal, complementando a pensão da Segurança Social e eventuais regimes complementares.
  • Comparar depósitos a prazo e Certificados de Aforro. Introduza a TANB de cada banco e a frequência de capitalização para ver diferenças reais em euros ao longo do prazo pretendido. Uma diferença de 0,5% sobre 50.000 EUR em 5 anos rende cerca de 1.265 EUR adicionais, antes de IRS.
  • Verificar rapidamente a Regra dos 72. Introduza apenas capital, taxa e tempo para ver em quantos anos um investimento duplica a determinada taxa — útil para decisões rápidas.
  • Avaliar o custo da dívida. Aplique a fórmula no sentido inverso: um cartão de crédito com TAEG de 18% trabalha contra si. Introduzir 5.000 EUR a 18% durante 10 anos mostra como um saldo por pagar pode disparar, em linha com os relatórios do Banco de Portugal sobre crédito ao consumo.
  • Testar o investimento periódico (DCA). Use o campo Reforço Regular para modelar 100 a 500 EUR mensais. Compare cenários com e sem reforços para perceber como os depósitos periódicos ultrapassam um montante único ao longo do tempo.

Erros comuns

  • ErroEsquecer o IRS sobre juros e mais-valias.
    SoluçãoEm Portugal, os juros de depósitos e Certificados de Aforro/Tesouro são tributados em sede de IRS pela categoria E à taxa liberatória de 28% (retida na fonte). As mais-valias de ações, ETF e obrigações são tributadas pela categoria G, também a 28% (com opção de englobamento). Subtraia esta carga do rendimento bruto da calculadora para obter o rendimento líquido real.
  • ErroConfundir TANB com TANE/TAEG ao comparar produtos.
    SoluçãoA TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) é a taxa nominal antes da capitalização; a TANE (Taxa Anual Nominal Equivalente) e a TAEG incluem o efeito da capitalização e custos. O Banco de Portugal exige que estas taxas constem das Fichas de Informação Normalizada (FIN). Compare sempre TANE com TANE ao escolher depósitos.
  • ErroIgnorar a inflação e tomar valores nominais como poder de compra real.
    SoluçãoUm capital de 160.000 EUR daqui a 25 anos não vale 160.000 EUR de hoje. O objetivo de inflação do BCE é 2% na zona euro; historicamente, a inflação portuguesa oscila entre 2 e 3%. Subtraia a inflação esperada da taxa nominal para obter o rendimento real.
  • ErroAssumir picos históricos de bolsa como rendimento garantido.
    SoluçãoO rendimento nominal de longo prazo do MSCI World, de cerca de 7–8%, é uma média ao longo de décadas que inclui quedas profundas (2008, 2020, 2022). Para planeamento, use uma estimativa conservadora de 5–7% nominais ou 3–5% reais para não sobrestimar a riqueza futura.
  • ErroNão respeitar o limite do FGD com grandes saldos em depósitos.
    SoluçãoO Fundo de Garantia de Depósitos cobre até 100.000 EUR por depositante e por instituição de crédito autorizada pelo Banco de Portugal. Acima desse limite, é prudente diversificar por várias instituições para manter cobertura total. Os Certificados de Aforro e do Tesouro têm garantia soberana do Estado, distinta do FGD.
  • ErroComparar rendimentos brutos de fundos sem incluir os custos.
    SoluçãoSob a DMIF II, a CMVM exige que as entidades comercializadoras divulguem todos os custos — comissões de gestão, depósito e custódia, e o TER. Um diferencial de 1 ponto percentual de custos anuais pode custar dezenas de milhares de euros em 20–30 anos. Compare sempre o rendimento líquido após custos.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre juros compostos e juros simples?

Os juros simples incidem apenas sobre o capital original: 10.000 EUR a 4% por 10 anos geram 4.000 EUR de juros, com valor final de 14.000 EUR. Os juros compostos incidem sobre o capital mais os juros acumulados: o mesmo investimento com capitalização anual atinge 14.802 EUR. Em prazos mais longos e a taxas mais altas, a diferença aumenta rapidamente — daí a importância dos juros compostos para a poupança-reforma via PPR, depósitos a prazo escalonados ou ETF globais.

Como funciona a Regra dos 72 no contexto português?

A Regra dos 72 estima o tempo de duplicação: anos ≈ 72 ÷ taxa%. A 2,5% (típico de um depósito a prazo em 2026), o dinheiro duplica em cerca de 29 anos; a 7% (rendimento médio histórico de um ETF de ações global), em cerca de 10,3 anos. Trata-se de uma aproximação do logaritmo natural, mais exata entre 6% e 10%. Para as taxas mais baixas dos depósitos portugueses (1–3%), subestima ligeiramente o tempo real — use a fórmula exata ln(2)/ln(1+r). Lembre-se de que se trata do rendimento bruto, antes da retenção de IRS de 28%.

Como funcionam os Certificados de Aforro Série F e os Certificados do Tesouro Poupança Valor?

Os Certificados de Aforro Série F, emitidos pelo IGCP — Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, têm prazo máximo de 10 anos e taxa indexada à Euribor a 3 meses, acrescida de um prémio fixo e de um prémio de permanência crescente. Os juros são capitalizados trimestralmente. Os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV), também do IGCP, têm prazo de 7 anos, taxas crescentes definidas à subscrição e prémio adicional indexado ao crescimento médio do PIB. Ambos têm capital e juros garantidos pelo Estado Português e podem ser subscritos via AforroNet ou nos balcões dos CTT. Estão sujeitos à retenção liberatória de 28% sobre os juros.

Como funciona a tributação dos juros em sede de IRS?

Em Portugal, os juros de depósitos a prazo, Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro são considerados rendimentos da categoria E (rendimentos de capitais) e estão sujeitos a uma taxa liberatória de 28% — retida automaticamente na fonte pelo banco ou pelo IGCP. As mais-valias de ações, ETF, obrigações e participações em fundos são tributadas pela categoria G, também a 28% (com a opção de englobamento se for mais favorável, declarando-as na declaração anual de IRS via Modelo 3, Anexo G). Para residentes em Portugal, estas regras constam do Código do IRS. Os juros gerados dentro de um PPR estão isentos de IRS até ao resgate, com tributação reduzida no resgate quando cumpridas as condições legais.

O Fundo de Garantia de Depósitos cobre Certificados de Aforro e do Tesouro?

Não. O Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), gerido sob a supervisão do Banco de Portugal, cobre depósitos bancários até 100.000 EUR por depositante e por instituição de crédito autorizada em Portugal. Os Certificados de Aforro e os Certificados do Tesouro Poupança Valor são instrumentos de dívida pública, com capital e juros garantidos diretamente pelo Estado Português através do IGCP — uma garantia soberana distinta do FGD. Tanto o FGD como a garantia soberana são mecanismos sólidos de proteção, mas operam em planos diferentes.

Que diferença há entre TANB, TANE e TAEG?

A TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) é a taxa nominal anunciada antes de considerar a capitalização — comum em depósitos a prazo. A TANE (Taxa Anual Nominal Equivalente) inclui o efeito da capitalização intra-anual e permite comparar produtos com periodicidades diferentes em base anual. A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) aplica-se a contratos de crédito e inclui juros e todos os encargos. O Banco de Portugal exige que estas taxas constem das Fichas de Informação Normalizada (FIN) para garantir transparência e comparabilidade.

Como supervisiona a CMVM os fundos e ETF disponibilizados em Portugal?

A CMVM — Comissão do Mercado de Valores Mobiliários supervisiona, ao abrigo da DMIF II (Diretiva dos Mercados de Instrumentos Financeiros), os intermediários financeiros e as ofertas de organismos de investimento coletivo (OIC) em Portugal. As regras incluem transparência total de custos (TER, comissões de subscrição, gestão e resgate), adequação do produto ao perfil do investidor, melhor execução das ordens e divulgação do Documento de Informação Fundamental (KID/DIF). Os fundos UCITS estão harmonizados a nível europeu e oferecem proteções adicionais aos investidores particulares. Verifique sempre se o intermediário está registado no Sistema de Difusão de Informação da CMVM antes de subscrever.

Devo considerar a inflação na zona euro?

Sim, para preservar o poder de compra real é essencial. O Banco Central Europeu (BCE) tem como objetivo uma inflação de 2% a médio prazo na zona euro. Historicamente, a inflação portuguesa situa-se entre 2 e 3% ao ano. Um rendimento nominal de 5% torna-se cerca de 2,4% real a uma inflação de 2,5% (fórmula de Fisher). Subtraia a inflação esperada à taxa nominal antes de usar esta calculadora para estimar o valor futuro real das suas poupanças ou investimentos.

A capitalização contínua é diferente da diária em depósitos portugueses?

Na prática, quase nada. A maior parte dos depósitos a prazo em Portugal capitaliza os juros no vencimento ou anualmente; alguns produtos calculam juros diários. Em 10.000 EUR a 3% durante 10 anos, a capitalização diária dá cerca de 13.499 EUR e a contínua cerca de 13.499 EUR — diferença de cêntimos. A TANE capta esta nuance (3,045% vs 3,046%). Compare a taxa efetivamente oferecida pelos bancos e não se prenda à frequência de capitalização.

Vou pagar IRS sobre os juros capitalizados de um PPR?

Não enquanto o capital permanecer no PPR. Os rendimentos gerados dentro de um Plano Poupança-Reforma estão isentos de IRS durante a fase de acumulação. Sobre as entregas pode ainda beneficiar de dedução à coleta em IRS (20% das entregas, com limites máximos por escalão etário: 400, 350 ou 300 EUR conforme a idade, conforme o EBF — Estatuto dos Benefícios Fiscais). No resgate cumprindo as condições legais (reforma, desemprego de longa duração, doença grave, prazo de 5 anos para uma parte), a tributação é reduzida — tipicamente 8% sobre os rendimentos. Fora das condições legais, aplica-se a taxa liberatória normal e a perda das deduções obtidas.

O que acontece se a taxa de juro mudar durante o período?

Esta calculadora assume uma taxa constante. As contas-poupança e os Certificados de Aforro (indexados à Euribor) têm taxas variáveis que se ajustam regularmente, e as yields das obrigações flutuam com o mercado. Para cenários de taxa variável, segmente o horizonte temporal e corra a calculadora por cada período: use o valor futuro no fim do período 1 como capital inicial do período 2, e assim sucessivamente. Para ações ou ETF, use uma média de longo prazo em vez de tentar modelar a volatilidade anual.

Como o Banco de Portugal protege os depositantes?

O Banco de Portugal supervisiona todas as instituições de crédito com sede em Portugal, controlando solvência (rácios de capital sob Basileia III/IV), liquidez e gestão de risco. Gere também o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), que cobre depósitos até 100.000 EUR por depositante e por instituição. Os bancos da União Europeia com sucursais em Portugal estão sob supervisão do país de origem (passaporte europeu) e a sua cobertura de depósitos provém do FGD do país de origem, também até 100.000 EUR. Antes de aplicar grandes quantias, confirme no portal do Banco de Portugal (bportugal.pt) se a instituição tem autorização válida e qual o sistema de garantia aplicável.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora aplica A = P(1 + r/n)^(nt) para capitalização periódica e A = Pe^(rt) para capitalização contínua, em que P é o investimento inicial, r a taxa nominal anual em decimal, n o número de períodos de capitalização por ano e t o tempo em anos. Os reforços regulares são somados pela fórmula do valor futuro de uma renda VF = PMT × ((1 + i)^N − 1) / i com i = r/12 e N = 12t. A Taxa Anual Efetiva é reportada como (1 + r/n)^n − 1, e o Tempo para Duplicar é estimado pela Regra dos 72. Os valores estão em euros (EUR), na notação portuguesa (ponto como separador de milhares e vírgula como separador decimal). A retenção de IRS (taxa liberatória de 28% sobre juros e mais-valias na categoria E/G) não é aplicada automaticamente — subtraia-a manualmente para obter o rendimento líquido. Os depósitos a prazo estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000 EUR por depositante e por instituição sob supervisão do Banco de Portugal; os Certificados de Aforro e do Tesouro têm garantia soberana do Estado Português via IGCP; fundos e ETF são supervisionados pela CMVM ao abrigo da DMIF II.

Dicas Pro

  • Salve esta calculadora nos favoritos
  • Use o botão de compartilhar
  • Experimente cenários diferentes
  • Confira nossas calculadoras relacionadas

Achou esta calculadora útil? Compartilhe:

Incorporar esta calculadora