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Calculadora de Investimento

Projete o crescimento do seu investimento com rendimentos compostos e aportes regulares.

Fórmulas de Crescimento do Investimento

Valor Futuro (Aporte Único)
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Valor Futuro (Aportes Regulares)
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Rendimento Total
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Prazo do Investimento

Compreender o Crescimento do Investimento

Investir é uma das formas mais eficazes de construir património ao longo do tempo. A nossa calculadora de investimento ajuda-o a visualizar como o seu dinheiro pode crescer com a força dos rendimentos compostos e dos aportes regulares.

Quer esteja a planear a reforma, a poupar para uma compra importante ou simplesmente a fazer crescer o seu património, compreender os rendimentos projetados permite-lhe tomar decisões informadas sobre a sua estratégia de investimento.

📈

Crescimento Composto

Veja como o reinvestimento dos rendimentos acelera a construção de património.

💰

Aportes Regulares

Calcule o impacto de investir mensalmente de forma consistente.

🎯

Planeamento de Objetivos

Descubra o que é preciso para atingir as suas metas.

📊

Rendimentos Reais

Considere a inflação para ver o verdadeiro poder de compra.

A Força dos Rendimentos Compostos

Quando os seus rendimentos passam a gerar os seus próprios rendimentos, o crescimento acelera de forma notável ao longo do tempo. É o efeito 'juro sobre juro' aplicado a uma carteira de investimentos.

O Tempo é o Seu Maior Aliado

EUR 10.000 investidos a 8% tornam-se EUR 21.589 em 10 anos, EUR 46.610 em 20 anos e EUR 100.627 em 30 anos. A última década acrescenta mais do que as duas primeiras juntas.

🔄

Reinvista Tudo

A capitalização só funciona quando os rendimentos são reinvestidos. Levantar dividendos ou mais-valias quebra o ciclo e reduz fortemente o crescimento de longo prazo.

📅

Comece Cedo

Quem investe EUR 200/mês a partir dos 25 anos terá mais aos 65 do que quem começa a investir EUR 400/mês aos 35. Começar mais cedo bate começar com mais dinheiro.

📉

Consistência Bate Timing

Investir mensalmente de forma regular (custo médio) habitualmente supera a tentativa de acertar o momento do mercado. Mantenha-se consistente nas subidas e nas descidas.

Rendimentos Históricos do Mercado

Conhecer os rendimentos históricos ajuda a definir expectativas realistas. O PSI-20 (índice da Euronext Lisbon) tem mostrado rendimentos médios mais modestos do que índices globais como o MSCI World, sobretudo devido à elevada concentração setorial em Portugal.

Classe de AtivoRendimento HistóricoVolatilidadeIndicado Para
MSCI World (Ações Globais) 7-9% Alta Crescimento de longo prazo, 10+ anos
PSI-20 (Euronext Lisbon) 4-6% Alta Exposição ao mercado português
Obligações da Zona Euro 3-5% Baixa Estabilidade, rendimento
Certificados de Aforro/Tesouro (IGCP) 2-3% Muito Baixa Capital garantido pelo Estado
Imobiliário (REITs/SIIs) 6-8% Média Rendimento + crescimento
Depósitos a Prazo 1-3% Muito Baixa Fundo de emergência, curto prazo

Estratégias de Investimento por Horizonte Temporal

A sua abordagem deve estar alinhada com o prazo em que vai precisar do dinheiro. Veja como pensar a alocação de ativos em função do horizonte.

🎯

0 a 3 Anos (Curto Prazo)

Dinheiro de que vai precisar em breve deve ficar protegido: depósitos a prazo, Certificados de Aforro ou Certificados do Tesouro do IGCP. Não exponha à bolsa o dinheiro destinado a entrada de habitação ou fundo de emergência.

⚖️

3 a 10 Anos (Médio Prazo)

Equilibre crescimento e estabilidade: 60% ações, 40% obrigações é uma combinação clássica. Tem tempo para recuperar de quedas, mas não deve ser 100% agressivo. Bom para poupar para casa própria ou educação.

🚀

10 a 20 Anos (Longo Prazo)

Hora de ser mais agressivo: 80 a 90% em ações maximiza o potencial de crescimento. As correções de mercado são oportunidades de compra neste horizonte. Reforma para quem está nos 40 enquadra-se aqui.

🌟

Mais de 20 Anos (Muito Longo Prazo)

Vá tudo em crescimento: 90 a 100% em ações maximiza os rendimentos de longo prazo. Todas as grandes quedas históricas recuperaram e atingiram novos máximos dado tempo suficiente. Investidores jovens devem abraçar este horizonte.

Construir a Sua Carteira de Investimento

Uma carteira bem construída equilibra risco e rendimento mantendo custos baixos. Estes são os princípios fundamentais para investidores em Portugal.

🌍

Diversifique Amplamente

Não coloque todos os ovos no mesmo cesto. Um ETF mundial de ações (como IWDA ou VWCE) dá exposição a milhares de empresas. Acrescente obrigações da zona euro para diversificação adicional.

💵

Minimize os Custos

As comissões compõem-se tal como os rendimentos, mas contra si. Um TER de 1% versus 0,1% custa dezenas de milhares ao longo de uma carreira. Compare custos via DFI/KID (obrigatório sob MiFID II e supervisionado pela CMVM).

🔄

Reequilibre Periodicamente

Como ativos diferentes crescem a ritmos diferentes, a sua alocação desvia-se. Reequilibre anualmente para manter a alocação-alvo. Isto naturalmente 'vende caro e compra barato'.

🧘

Mantenha o Rumo

O maior inimigo dos rendimentos é o comportamento do investidor. Vender em pânico nas quedas cristaliza perdas. Quem se manteve investido em 2008-2009 e 2020 recuperou e prosperou.

📊

Use Veículos com Benefícios Fiscais

Os PPR (Planos Poupança-Reforma) oferecem dedução à coleta de IRS (até EUR 400/ano abaixo dos 35, EUR 350 entre 35-50, EUR 300 acima dos 50) e tributação reduzida no resgate se mantidos pelos prazos legais. Maximize antes de contas tributáveis comuns.

🎯

Ajuste o Risco aos Objetivos

Objetivos diferentes precisam de investimentos diferentes. Reforma daqui a 30 anos aguenta volatilidade; entrada de casa daqui a 2 anos não. Separe contas para objetivos separados.

Erros Comuns de Investimento

Evitar estes erros importa muitas vezes mais do que escolher os 'melhores' investimentos.

Adiar o Início

Tempo no mercado bate timing do mercado. Esperar pelo 'momento certo' custa-lhe crescimento composto. Comece agora com o que tem.

😰

Decisões Emocionais

Comprar em alta (eufórico) e vender em baixa (com medo) é o erro mais comum e dispendioso. Siga o seu plano independentemente do ruído do mercado.

🔍

Perseguir Performance

O melhor fundo do ano passado raramente se repete. Correr atrás de investimentos da moda significa habitualmente comprar caro depois de as subidas já terem acontecido.

💸

Pagar Comissões Elevadas

Fundos ativos a cobrar 1%+ raramente batem ETFs indexados no longo prazo. Uma comissão anual de 1% sobre EUR 500.000 são EUR 5.000/ano que deveriam estar a compor a seu favor.

🎲

Concentração Excessiva

Concentrar demasiado numa única ação, setor ou classe de ativo aumenta o risco sem aumentar o rendimento esperado. Mesmo grandes empresas podem falir.

📱

Verificar com Frequência Demais

Consultar a carteira diariamente leva a decisões emocionais e stress. Investidores de longo prazo devem verificar trimestralmente, no máximo. O ruído diário não é informação.

Como usar esta calculadora de investimento

  1. Introduza o seu Investimento Inicial (EUR) -- o montante já investido hoje. Use 0 se está a começar do zero e pretende construir o saldo apenas com aportes mensais.
  2. Introduza um Aporte Mensal (EUR) -- o valor que vai adicionar todos os meses a partir do ordenado, transferência automática ou ordem permanente. A calculadora trata-o como depósito no final do mês.
  3. Defina um Rendimento Anual Esperado (%) -- ajuste-o à sua carteira. Aproximadamente 7-8% nominal para um ETF mundial de ações (pré-imposto), 5-6% para uma carteira equilibrada 60/40, 3-4% para uma mix com mais obrigações, ou 1-3% para depósitos a prazo. A CMVM relembra que nenhum rendimento é garantido.
  4. Introduza o Prazo do Investimento (anos) através dos botões 5/10/20/30/40 anos ou um valor personalizado -- é o tempo durante o qual deixa o dinheiro intocado.
  5. Escolha uma Frequência de Capitalização (Diária, Mensal, Trimestral, Anual) -- Mensal é o predefinido e alinha-se com a maioria dos ETFs e produtos de reforma. Acrescente uma Inflação Esperada (%) (o predefinido é 3%, próximo da média de longo prazo do HICP do INE/Eurostat). Clique em Calcular para ver valor futuro, total de aportes, crescimento, rendimento total, tempo para duplicar e o gráfico de crescimento ao longo do tempo.

Exemplos

Certificados de Aforro: EUR 20.000 aporte único, 10 anos a 3%

Um investidor em Lisboa subscreve EUR 20.000 em Certificados de Aforro do IGCP, com uma taxa indexada à Euribor a 3 meses acrescida de um prémio de permanência. A taxa média efetiva ao longo do período ronda os 3% nominais e não há novos aportes. A inflação esperada está alinhada com o objetivo do BCE de 2%.

ResultadoValor futuro cerca de EUR 26.985. Total de aportes EUR 20.000 (apenas a subscrição inicial). Crescimento do investimento cerca de EUR 6.985. Rendimento total cerca de 34,9%. Tempo para duplicar cerca de 24 anos (Regra dos 72). Valor ajustado à inflação cerca de EUR 22.130 em poder de compra de hoje.

Sem aporte mensal, vale A = P(1 + r/n)^(nt) com P = 20.000, r = 0,03, n = 12 e t = 10. (1 + 0,03/12)^120 ≈ 1,3494, logo o valor futuro é 20.000 × 1,3494 ≈ EUR 26.985. Como o rendimento nominal está apenas ligeiramente acima da inflação, o crescimento real é modesto. Atenção: os juros de Certificados de Aforro são tributados em IRS à taxa liberatória de 28% no momento do crédito (ou opção de englobamento em categoria E), o que reduz ainda mais o rendimento líquido real. Consulte sempre as condições em vigor em igcp.pt.

PPR mensal: EUR 100/mês durante 25 anos a 4%

Um trabalhador com 40 anos subscreve um PPR (Plano Poupança-Reforma) de risco moderado, com aportes mensais automáticos de EUR 100. Beneficia de dedução à coleta de IRS de 20% do valor aplicado, até EUR 300/ano (entre 35-50 anos). O rendimento líquido projetado da carteira do PPR ronda os 4% nominais, com inflação esperada de 2%.

ResultadoValor futuro cerca de EUR 51.500. Total de aportes EUR 30.000 (EUR 100 × 12 × 25). Crescimento do investimento cerca de EUR 21.500. Rendimento total cerca de 71,7%. Tempo para duplicar cerca de 18 anos. Valor ajustado à inflação cerca de EUR 31.380 em poder de compra de hoje.

Com apenas aporte mensal, vale FV = PMT × ((1 + i)^N − 1) / i com i = 0,04/12 ≈ 0,003333 e N = 300 meses. (1,003333)^300 ≈ 2,7115, logo FV = 100 × (2,7115 − 1) / 0,003333 ≈ EUR 51.350 (a calculadora pode mostrar pequenas diferenças por arredondamento). Acrescente a poupança fiscal anual: 20% × EUR 1.200 = EUR 240/ano em redução de IRS, que pode reinvestir. No resgate, se respeitar as condições legais (reforma, idade legal, 60 anos com 5 de PPR, etc.), a tributação sobre rendimentos é reduzida a 8% (vs. 28% regime regular).

DCA em ETF mundial: EUR 5.000 início + EUR 300/mês durante 20 anos a 7%

Uma investidora com 35 anos no Porto começa com EUR 5.000 num ETF mundial de ações (ex.: IWDA ou VWCE) através de um broker autorizado pela CMVM (XTB, Trading 212, DEGIRO) e compra EUR 300 todos os meses segundo um plano fixo (dollar-cost averaging). O ETF tem um TER de cerca de 0,20% -- já contabilizado num rendimento líquido esperado de 7%. Inflação 2%.

ResultadoValor futuro cerca de EUR 176.460. Total de aportes EUR 77.000 (EUR 5.000 inicial + EUR 72.000 mensais). Crescimento do investimento cerca de EUR 99.460. Rendimento total cerca de 129%. Tempo para duplicar cerca de 10,3 anos. Valor ajustado à inflação cerca de EUR 118.770 em poder de compra de hoje.

O componente do aporte único cresce até 5.000 × (1 + 0,07/12)^240 ≈ 5.000 × 4,038 = EUR 20.190. O componente dos aportes usa a fórmula da anuidade 300 × ((1,005833)^240 − 1) / 0,005833 ≈ 300 × 520,93 = EUR 156.280. Total cerca de EUR 176.470 -- em linha com a calculadora. Importante para residentes em Portugal: as mais-valias na alienação destes ETFs são tributadas em IRS na categoria G à taxa especial de 28% (ou englobamento opcional). Considere também as comissões de transação e custódia do broker, e verifique sempre o DFI/KID do produto.

Como funciona

A calculadora combina duas fórmulas de valor futuro. O Investimento Inicial cresce com capitalização composta periódica segundo A = P(1 + r/n)^(nt), em que P é o aporte único, r o rendimento anual nominal como decimal, n a frequência de capitalização escolhida (Diária, Mensal, Trimestral ou Anual) e t o número de anos. O Aporte Mensal é tratado como anuidade no final do mês e cresce separadamente segundo FV = PMT × ((1 + i)^N − 1) / i com i = r/12 e N = 12 × t. Os dois valores futuros são somados para o valor final.

Total de Aportes soma tudo o que saiu do seu bolso: investimento inicial + (aporte mensal × 12 × anos). Crescimento do Investimento é o Valor Futuro menos o Total de Aportes e isola o efeito puro da capitalização. Rendimento Total é a percentagem cumulativa Crescimento ÷ Aportes × 100. Nenhuma destas grandezas é anualizada -- são totais vitalícios. Por isso, uma projeção a 30 anos com 8% pode mostrar um rendimento total de 300%+ enquanto a taxa anual subjacente continua a ser 8%.

O Valor Ajustado à Inflação converte o valor futuro nominal em poder de compra de hoje, dividindo por (1 + inflação)^t, usando a Inflação Esperada (predefinido 3%, próximo da média de longo prazo do HICP publicado pelo INE e pelo Eurostat). Sem esta correção, projeções em euros nominais sobrestimam o que o dinheiro vai realmente comprar daqui a décadas. O Tempo para Duplicar é estimado com a Regra dos 72 (72 ÷ rendimento%) -- uma aproximação derivada do logaritmo natural, mais precisa entre 6% e 10%.

Os rendimentos de investimentos diferem dos juros de depósitos em dois pontos importantes. Primeiro, a taxa que introduz é uma média de longo prazo, não um contrato -- a CMVM e o Banco de Portugal lembram que nenhuma projeção é garantia. Segundo, na prática os aportes mensais são distribuídos por mercados em alta e em baixa via custo médio, o que suaviza o risco de timing. Para uma taxa contratual fixa (depósito a prazo, Certificados do Tesouro mantidos até ao vencimento), use a Calculadora de Juro Composto. Para residentes fiscais em Portugal, lembre-se de que mais-valias em ações e ETFs são tributadas em IRS categoria G à taxa especial de 28% (salvo opção de englobamento), e que produtos PPR têm regime fiscal próprio mais favorável.

Quando usar esta calculadora

  • Planear a reforma (3.º pilar). Use a calculadora com o aporte real para um PPR, certificados de reforma ou conta de investimento dedicada para ver se a sua trajetória atinge a renda de reforma desejada. Use 5-7% nominal para uma carteira diversificada de ETFs e compare o valor final nominal com o Valor Ajustado à Inflação. Confirme a sua pensão expectável do regime contributivo da Segurança Social no portal segurancasocial.pt.
  • Poupar para a entrada de uma casa. Se está a 5-10 anos de uma entrada, modele uma carteira moderada (3-5% nominal, sobretudo obrigações com alguma exposição a ações). A calculadora mostra quanto se tornam transferências mensais de EUR 200, EUR 500 ou EUR 1.000 e como um saldo inicial acelera o calendário. Para objetivos dentro de 3 anos, escolha sobretudo depósitos a prazo ou Certificados do Tesouro do IGCP.
  • Construir património para os filhos. Para um filho que nasce hoje, a maioridade está a 18 anos. Introduza um aporte mensal numa conta dedicada em nome do menor a 6% de rendimento esperado -- típico de um ETF mundial com redução gradual de risco à medida que se aproxima da maioridade. Verifique as regras de Imposto do Selo sobre doações ascendentes/descendentes (geralmente isentas entre pais e filhos).
  • Dimensionar um fundo de emergência. Para horizontes de 1-3 anos, use a calculadora com um rendimento conservador de 2-3% para modelar depósitos a prazo ou Certificados de Aforro do IGCP. Dinheiro de que vai precisar em breve não deve estar exposto à volatilidade da bolsa. O Banco de Portugal e o Portal do Consumidor recomendam 3-6 meses de despesas fixas como reserva de segurança.
  • Comparar alocações lado a lado. Insira o mesmo Investimento Inicial, Aporte Mensal e Anos três vezes a 2%, 5% e 8%. A diferença mostra os custos de longo prazo de ser demasiado conservador ou demasiado agressivo. Em 30 anos, a diferença entre um depósito a prazo e um ETF de ações é frequentemente 3-4× o valor final, mesmo após dedução da tributação de 28% sobre mais-valias.

Erros comuns

  • ErroVer a projeção como uma garantia em vez de uma média de longo prazo.
    SoluçãoOs mercados reais entregam rendimentos voláteis e não-constantes. Os 7% ou 8% que introduz são uma média multidecenal que inclui quedas profundas. A CMVM e o Banco de Portugal avisam que nenhuma rentabilidade publicada é uma promessa; modele um cenário conservador (3-4%) e um otimista (8-10%) antes de basear um objetivo num único número.
  • ErroConfundir o valor futuro nominal com o património de hoje.
    SoluçãoUma projeção de EUR 176.000 em 20 anos tem, a 2% de inflação, o poder de compra de cerca de EUR 119.000 hoje. Leia sempre o Valor Ajustado à Inflação ao lado do Valor Futuro nominal, ou introduza um rendimento real (nominal menos inflação esperada) se quiser a saída diretamente em poder de compra atual.
  • ErroIgnorar TER, comissões e tributação em IRS categoria G.
    SoluçãoUm TER de 1% reduz o seu rendimento efetivo num ponto percentual inteiro -- em 30+ anos, isso encolhe a projeção em 20-25%. Verifique o TER e as comissões no DFI/KID do produto (obrigatório sob MiFID II, supervisionado pela CMVM). Acrescente, para residentes em Portugal, a taxa especial de IRS de 28% sobre mais-valias em ações e ETFs (categoria G), salvo opção de englobamento. PPR e produtos do IGCP têm regimes mais favoráveis.
  • ErroParar de aportar durante uma correção.
    SoluçãoSuspender o Aporte Mensal em março de 2020 ou em 2008-2009 teria diminuído o saldo final de forma permanente. Os mercados em baixa são precisamente quando o seu aporte compra mais unidades. Automatize a ordem por débito direto para que a decisão não seja discricionária quando as manchetes assustarem.
  • ErroUsar um único rendimento elevado para todas as classes de ativos.
    SoluçãoAções globais entregam historicamente 7-9% nominal em euros (MSCI World/Damodaran 1928-2024), obrigações da zona euro cerca de 3-5%, e depósitos a prazo 1-3%. Introduzir 10% numa carteira 60/40 sobrestima o rendimento esperado -- use uma média ponderada (ex.: 60% × 8% + 40% × 4% = 6,4%) para carteiras mistas.

Perguntas frequentes

Como escolho um rendimento anual esperado?

Ajuste-o à sua distribuição de ativos. Os dados históricos (MSCI World e Damodaran NYU, 1928-2024) sugerem cerca de 7-9% nominal em euros para ações globais, 3-5% para obrigações da zona euro e 1-3% para depósitos. Para misturas comuns, 5-6% é razoável para uma carteira 60/40 e 3-4% para uma mix com mais obrigações. As expectativas prospetivas dos próximos 10 anos da Vanguard e BlackRock estão habitualmente 1-2 pontos abaixo da média histórica devido às avaliações atuais -- usar uns conservadores 4-6% dá margem de segurança.

Como funciona o IRS sobre as mais-valias dos meus investimentos?

Em Portugal, as mais-valias na alienação de ações, ETFs e obrigações são tributadas em IRS na categoria G à taxa especial de 28% sobre o saldo positivo anual (artigo 72.º do CIRS). O contribuinte pode optar pelo englobamento, somando a mais-valia aos restantes rendimentos e tributando-a às taxas gerais progressivas (até 48% mais sobretaxa) -- geralmente desvantajoso para rendimentos elevados, mas pode beneficiar quem está em escalões mais baixos. Mais-valias em ativos detidos por mais de 365 dias por sujeitos passivos do último ou penúltimo escalão são consideradas em 50% no englobamento (regra desde 2023). A calculadora produz números pré-impostos. Consulte sempre o Portal das Finanças (portaldasfinancas.gov.pt) para as regras atuais.

Que vantagem fiscal têm os PPR em Portugal?

Os Planos Poupança-Reforma (PPR) oferecem dois benefícios fiscais. Na fase de aportes: dedução à coleta de IRS de 20% do valor aplicado, com limites máximos anuais de EUR 400 (até 35 anos), EUR 350 (entre 35-50 anos) e EUR 300 (acima dos 50 anos). Na fase de resgate: se respeitar as condições legais (reforma por velhice, idade legal de reforma, 60 anos com 5 de PPR, desemprego de longa duração, incapacidade ou doença grave), a tributação sobre rendimentos cai para 8% (vs. 28% regime geral). Resgate fora destas condições penaliza a vantagem inicial. Verifique sempre as condições em vigor com o seu intermediário financeiro e na Autoridade Tributária.

Que ETFs/brokers estão acessíveis a investidores em Portugal?

Investidores residentes em Portugal podem usar brokers autorizados pela CMVM e/ou registados em jurisdições da UE com passaporte europeu: XTB, Trading 212, DEGIRO, Interactive Brokers, eToro, entre outros bancos portugueses. Para ETFs, devido às regras MiFID II/PRIIPs, residentes na UE só podem comprar ETFs UCITS (com DFI/KID em português ou inglês). Os mais populares incluem IWDA (iShares MSCI World), VWCE (Vanguard FTSE All-World), EUNL (iShares MSCI World) e VEUR (Vanguard FTSE Europe). Verifique sempre que o broker está autorizado a operar em Portugal consultando os registos da CMVM em cmvm.pt.

O que é o TER e por que é tão importante?

TER (Total Expense Ratio) é a percentagem anual que um fundo ou ETF cobra em despesas correntes, e é obrigatório constar do DFI/KID (Documento de Informações Fundamentais) sob MiFID II e supervisão da CMVM. Um ETF mundial indexado (IWDA, VWCE) tem tipicamente um TER de 0,12-0,25%; fundos ativos pedem frequentemente 1-1,5%. Em 30 anos, um capital final de EUR 100.000 encolhe cerca de EUR 25.000 por causa de um TER de 1% face a 0,2%. Compare sempre custos via DFI/KID antes de subscrever.

Esta projeção é garantida?

Não. A CMVM e o Banco de Portugal exigem que prestadores de serviços de investimento comuniquem claramente que rendimentos passados não são garantia de rendimentos futuros, e que os reportes MiFID II mostram a volatilidade real. A calculadora assume um rendimento constante por ano, mas os mercados reais são voláteis -- os piores períodos rolling de 10 anos para ações globais (1929, 1972, 2000, 2008) foram reais negativos. Trate a saída como estimativa de planeamento, não promessa, e leia sempre o Valor Futuro juntamente com o Valor Ajustado à Inflação para uma base realista.

Os Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro do IGCP são uma boa alternativa?

São produtos de dívida pública emitidos pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) com capital garantido pelo Estado português. Os Certificados de Aforro Série F têm taxa indexada à Euribor a 3 meses com prémio de permanência crescente até ao 10.º ano; os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV) têm cupão crescente fixo. Subscrição mínima reduzida (EUR 100 para Aforro, EUR 1.000 para CTPV) e liquidez razoável. Os juros são tributados em IRS à taxa liberatória de 28% no momento do crédito. São indicados para investidores conservadores e para a parte de baixo risco da carteira; não esperarão bater inflação + ações em prazos longos. Consulte sempre as condições atualizadas em igcp.pt.

O que é dollar-cost averaging (DCA)?

Dollar-cost averaging (em português, 'investimento periódico' ou 'custo médio') é a prática de investir um valor fixo num calendário regular, independentemente das condições de mercado -- o campo Aporte Mensal modela DCA implicitamente. O benefício comportamental é remover decisões de timing; o benefício estrutural é que euros fixos compram mais unidades quando os preços caem. Estatisticamente, fazer DCA de uma soma única tende a ter desempenho inferior a investir tudo de uma vez (os mercados sobem mais vezes do que descem), mas o DCA é a moldura certa para aportes contínuos a partir do salário.

Como é que a calculadora trata o timing do meu aporte mensal?

O aporte mensal é tratado como depósito no final do mês (anuidade ordinária), a convenção padrão na maioria dos modelos de reforma e ETFs. Se o seu aporte real entrar no início do mês (anuidade antecipada), o valor futuro é ligeiramente superior -- multiplique a parte do aporte por (1 + i), em que i = r/12. A diferença é habitualmente inferior a 1% do saldo final, pelo que a hipótese de fim de mês é adequada para planeamento.

Porque é que o Rendimento Total parece tão elevado?

O Rendimento Total é apresentado como a percentagem cumulativa sobre euros aplicados -- (Valor Futuro − Total de Aportes) ÷ Total de Aportes × 100 -- e não como taxa anual. Em 30+ anos, um rendimento anualizado de 7-8% produz naturalmente um cumulativo de 200-400%, porque a mesma taxa de input compõe-se repetidamente. O equivalente anualizado continua a ser a taxa que introduziu; a percentagem só torna a magnitude da capitalização mais visível ao olhar.

Vale a pena usar a Regra dos 72 para o tempo de duplicação?

É uma boa estimativa rápida. A Regra dos 72 diz que anos para duplicar ≈ 72 ÷ taxa%, derivada do logaritmo natural. É mais precisa entre 6% e 10%: a 8%, a regra dá 9 anos e a fórmula exata ln(2)/ln(1,08) dá 9,01 anos. Abaixo de 4% ou acima de 15% desvia-se -- use ln(2)/ln(1 + r) nesses casos. O campo Tempo para Duplicar da calculadora usa a Regra dos 72 para alinhar com a estimativa convencional.

Qual a diferença entre esta calculadora e a Calculadora de Juro Composto?

A Calculadora de Juro Composto pressupõe uma taxa contratual fixa -- a taxa de um depósito a prazo, de Certificados de Aforro ou de uma obrigação mantida até ao vencimento -- e dá um valor exato em euros. Esta Calculadora de Investimento modela uma carteira de investimento com rendimento variável (ações, ETFs, fundos) em que a taxa introduzida é uma média de longo prazo, não garantia. A matemática é a mesma fórmula de valor futuro; a interpretação difere. Use esta calculadora para projeções de reforma e corretagem e a Calculadora de Juro Composto para depósitos a prazo, Certificados de Aforro e obrigações.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora projeta o crescimento do investimento combinando o valor futuro de um aporte inicial com o valor futuro de uma anuidade de aportes mensais. O componente do aporte único usa A = P(1 + r/n)^(nt) com a frequência de capitalização escolhida pelo utilizador n (Diária=365, Mensal=12, Trimestral=4, Anual=1). O componente dos aportes usa FV = PMT × ((1 + i)^N − 1) / i com i = r/12 e N = 12t (os aportes mensais são sempre capitalizados mensalmente, independentemente da frequência do aporte único). Total de Aportes = aporte inicial + (aporte mensal × 12 × anos); Crescimento do Investimento = Valor Futuro menos Total de Aportes; Rendimento Total é o multiplicador cumulativo (Crescimento ÷ Aportes × 100). O Valor Ajustado à Inflação divide o valor futuro nominal por (1 + inflação)^t com a Inflação Esperada introduzida (predefinido 3%). O Tempo para Duplicar usa a Regra dos 72 (72 ÷ rendimento%). Os rendimentos são médias nominais de longo prazo em euros, não garantias. Para residentes fiscais em Portugal: a saída é pré-imposto e pré-comissões -- ajuste para IRS categoria G (28% sobre mais-valias, salvo englobamento), TER e comissões do broker, conforme reportes MiFID II e supervisão da CMVM.

Dicas Pro

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