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Calculadora RoPBO restauração

Calcule o Retorno sobre Salários, Benefícios e Ocupação para medir a eficiência do custo com pessoal do seu restaurante.

Fórmulas do RoPBO

RoPBO
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% Custo com Pessoal
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Prime Cost
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Exemplos

Restaurante de bairro em Lisboa — avaliação de novo contrato de arrendamento

O proprietário de um restaurante tradicional na zona de Campo de Ourique avalia a renovação do contrato de arrendamento. A faturação anual líquida de IVA (13% restauração + 23% bebidas) é de 480.000 €. O CMVMC (food cost + bebidas) é de 158.400 € (33%), os custos com pessoal incluindo TSU somam 144.000 € (30%) e os outros gastos operacionais (energia, EGI, software TPA, marketing) são 72.000 € (15%). O senhorio propõe nova renda de 48.000 €/ano (10% da faturação).

ResultadoLucro Bruto = 480.000 € − 158.400 € = 321.600 €. RoPBO = 321.600 € − 144.000 € − 72.000 € = 105.600 €. Margem RoPBO = 105.600 € / 480.000 € = 22,0%.

Com 105.600 € disponíveis antes da ocupação, o restaurante pode suportar uma renda anual até cerca de 38.400 € (8% da faturação) e ainda atingir uma margem líquida de 12-14% — alinhada com a média do setor publicada pelo INE. A proposta de 48.000 € (10%) deixaria apenas 57.600 € para amortizações, IRC e lucro, comprimindo a margem para 8-9% — sustentável mas sem folga para sazonalidade. O prime cost neste caso é de 63% (33% CMVMC + 30% pessoal), dentro do limite superior do benchmark AHRESP.

Perguntas frequentes

O que mede o RoPBO num restaurante em Portugal?

O RoPBO (Return on Payroll, Benefits & Occupancy) representa o lucro operacional do restaurante antes dos custos com salários, encargos sociais (TSU de 23,75% a cargo da entidade empregadora) e ocupação (renda, condomínio, IMI repercutido). É calculado como receita líquida de IVA menos CMVMC menos outros gastos operacionais. Permite avaliar quanto a operação gera antes das três rubricas estruturais que mais variam entre estabelecimentos: pessoal, benefícios e arrendamento.

Qual é o prime cost de referência para restauração em Portugal segundo a AHRESP?

Segundo os benchmarks divulgados pela AHRESP — Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal —, o prime cost (CMVMC + custos totais com pessoal incluindo TSU e subsídios) deve situar-se entre 55% e 65% da receita líquida de IVA. Restaurantes tradicionais costumam apresentar prime cost entre 60% e 65%, enquanto conceitos de fast casual ou tasca conseguem ficar abaixo de 58%. Acima de 68% é sinal de alerta que justifica revisão da carta, escalonamento dos turnos ou renegociação com fornecedores.

Como funciona o IVA na restauração portuguesa e como afeta o cálculo do RoPBO?

A taxa de IVA aplicável à restauração em Portugal Continental é de 13% para refeições servidas no estabelecimento (Verba 3.1 da Lista II do CIVA) e de 23% para bebidas alcoólicas e refrigerantes. Take-away e entregas estão sujeitos a 23% (taxa normal). Para efeitos de cálculo do RoPBO, todas as rubricas devem ser tratadas líquidas de IVA — usar valores brutos distorce a margem em 8-15 pontos percentuais. A informação oficial está disponível no Portal das Finanças da Autoridade Tributária.

Que renda (taxa de ocupação) é sustentável para um restaurante em Portugal?

A maioria dos operadores em Portugal mira uma renda equivalente a 6-10% da faturação líquida de IVA. Em zonas premium de Lisboa (Chiado, Avenida) e Porto (Baixa, Foz) pode chegar a 12-15%, mas exige um RoPBO acima de 25% para ser viável. Acima de 15% raramente é sustentável a longo prazo, exceto em conceitos com elevado ticket médio. Após a reforma do NRAU (Novo Regime do Arrendamento Urbano), recomenda-se negociar atualizações indexadas a um teto (cap) e cláusulas de renda variável vinculadas à faturação.

Qual é a diferença entre RoPBO e EBITDA na restauração?

O EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) já desconta salários e renda, sendo a métrica padrão de avaliação seguida por bancos portugueses e pela Autoridade Tributária para análise de crédito. O RoPBO é anterior na cascata: subtrai apenas o CMVMC e outros gastos operacionais, deixando salários, benefícios e ocupação visíveis como linhas separadas. O RoPBO é mais útil para decisões operacionais (renegociar renda, dimensionar equipa); o EBITDA é mais útil para venda do estabelecimento, financiamento ou comparação com o setor segundo dados do INE.

Com que frequência devo recalcular o RoPBO do meu restaurante?

O acompanhamento recomendado é mensal, comparando com o mesmo mês do ano anterior para neutralizar a sazonalidade típica do setor em Portugal (picos no verão na orla costeira, dezembro nas zonas urbanas). Uma análise apenas anual mascara desvios graduais nos custos com pessoal e flutuações nos preços dos fornecedores. Uma vista em janela móvel de 13 períodos (12 meses + mês corrente) é a melhor prática para detetar tendências antes que cheguem ao resultado líquido.

Que custos com pessoal devo incluir no cálculo do RoPBO?

Devem ser incluídos: salário base bruto, subsídio de férias e de Natal (duodécimos), subsídio de alimentação, TSU a cargo da entidade empregadora (23,75%), seguro de acidentes de trabalho, contribuições para fundos de compensação (FCT/FGCT, 1% obrigatório), formação obrigatória (40h/ano), prémios e horas extra. A retribuição mínima mensal garantida em 2026 e a contratação coletiva do CCT da Restauração devem ser respeitadas — informação atualizada no portal da Direção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT).

Fontes

Dicas Pro

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