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Calculadora de Poupança

Calcule como as suas poupanças crescem ao longo do tempo com depósitos regulares e juros compostos. Planeie os seus objetivos financeiros.

Fórmulas de Crescimento da Poupança

Valor Futuro

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Total de Contribuições

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Juros Recebidos

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Frequência de Depósito

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Planear a sua Poupança

Quer esteja a construir um fundo de emergência, a poupar para férias ou a trabalhar para uma compra importante, esta calculadora de poupança ajuda-o a ver como o seu dinheiro pode crescer ao longo do tempo. Depósitos regulares combinados com juros compostos podem ajudá-lo a atingir os seus objetivos financeiros mais rapidamente do que imagina.

A chave para poupar com sucesso é a consistência. Mesmo pequenos depósitos regulares somam valores significativos ao longo do tempo graças aos juros compostos. Em Portugal, as suas poupanças em depósitos bancários estão ainda cobertas pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) do Banco de Portugal até 100.000 EUR por depositante e por banco.

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Projeção de Crescimento

Veja como as suas poupanças crescem mês a mês.

💰

Juros Recebidos

Observe os juros compostos a trabalhar a seu favor.

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Planeamento de Objetivos

Calcule quanto precisa de poupar para alcançar as suas metas.

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Opções Flexíveis

Compare diferentes frequências de depósito e taxas.

Taxas de poupança em Portugal: do mínimo histórico à recuperação

As taxas de juro de depósitos em Portugal acompanharam, na última década, o ciclo monetário do Banco Central Europeu. Durante o período de juros muito baixos (cerca de 2014-2022), as taxas em depósitos à ordem e a prazo nos grandes bancos comerciais oscilaram frequentemente entre 0% e 0,2%. Desde as subidas do BCE em 2022-2023, os depósitos a prazo retomaram para níveis na ordem de 1,5-3% TANB (Taxa Anual Nominal Bruta), com bancos digitais e instituições da União Europeia em regime de passporting a oferecer por vezes valores superiores.

As estatísticas do Banco de Portugal mostram que as famílias portuguesas mantêm dezenas de milhares de milhões de euros em depósitos, muitas vezes a taxas inferiores às disponíveis no mercado. Para alternativas com garantia do Estado, o IGCP comercializa os Certificados de Aforro (atualmente Série F) e os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV), que costumam pagar mais do que os depósitos bancários tradicionais. Uma comparação trimestral entre depósitos, Aforro e CTPV permite quase sempre obter rendimento adicional sem assumir risco significativo, desde que o produto esteja coberto pelo FGD ou pela garantia da República.

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Depósitos a prazo

Aplicação de capital com taxa fixa ou indexada, por períodos de 1 mês a 5 anos. Cobertos pelo FGD até 100.000 EUR por depositante e banco. Mobilização antecipada normalmente faz perder parte ou a totalidade dos juros — consulte sempre a Ficha de Informação Normalizada (FIN).

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Certificados de Aforro (Série F)

Produto de dívida pública emitido pelo IGCP, com taxa indexada à Euribor a 3 meses mais um spread, capitalização trimestral e prémios de permanência. Capital garantido pela República Portuguesa. Subscrição em aforronet.pt ou nos CTT, sem comissões.

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Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV)

Subscritos diretamente ao IGCP, com prazo até 7 anos e taxa crescente ano a ano, frequentemente acima do depósito a prazo médio. Garantia da República, sem FGD (não é necessário). Verifique condições de mobilização antecipada na ficha técnica.

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Bancos da UE em passporting

Bancos com sede noutro Estado-Membro (Trade Republic, Openbank, N26, entre outros) podem operar em Portugal ao abrigo do passaporte europeu. A garantia de depósitos passa a ser a do país de origem, também até 100.000 EUR ao abrigo da Diretiva 2014/49/UE. Confirme sempre o registo no Banco de Portugal antes de subscrever.

IRS sobre juros: a tributação a 28% e as alternativas

Em Portugal, os juros de depósitos a prazo, contas poupança e a maioria dos produtos de aforro são considerados rendimentos de capitais (categoria E) e tributados à taxa liberatória de 28% por retenção na fonte. O banco ou o IGCP retém este imposto automaticamente — recebe os juros já líquidos, sem necessidade de declaração adicional, exceto se optar pelo englobamento na declaração de IRS, opção que pode ser vantajosa para contribuintes com escalões muito baixos.

Os juros dos Certificados de Aforro e dos CTPV têm o mesmo tratamento fiscal: 28% na fonte, com possibilidade de englobamento facultativo. Esta calculadora apresenta valores brutos — para estimar o rendimento líquido, multiplique os juros estimados por 0,72 (1 menos 28%). Para residentes não habituais, residentes nos Açores e Madeira ou para contribuintes com situações específicas, consulte um contabilista certificado ou as instruções no Portal das Finanças, pois podem aplicar-se taxas diferentes ou benefícios fiscais.

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Taxa liberatória de 28%

Os juros de depósitos a prazo e produtos de aforro são tributados a 28% retidos na fonte. Não precisa de declarar separadamente — exceto se preferir englobamento. Esta taxa aplica-se quer ao primeiro euro, quer a montantes elevados; não existe mínimo de isenção como acontecia historicamente.

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Englobamento facultativo

Pode optar por englobar os juros na declaração de IRS, somando-os aos restantes rendimentos. Compensa apenas se a sua taxa marginal de IRS for inferior a 28%, o que tipicamente acontece nos primeiros escalões. Faça a simulação no Portal das Finanças antes de decidir.

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Contas conjuntas e tributação

Em contas conjuntas, os juros são imputados na proporção definida na conta (geralmente 50/50). Cada titular declara a sua parte, o que pode ser útil para casais em que um cônjuge esteja num escalão de IRS mais baixo e queira optar pelo englobamento.

Inflação: a diferença entre rendimento nominal e real

Um depósito a prazo a 3% TANB parece atrativo, mas se a inflação anual estiver em 4% perde 1% de poder de compra todos os anos. O rendimento real é o que conta para o seu poder de compra futuro. O INE — Instituto Nacional de Estatística — publica mensalmente o Índice de Preços no Consumidor (IPC) e o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), e o BCE estabelece como meta uma inflação de 2% a médio prazo na zona euro.

Entre 2022 e 2023, a inflação em Portugal ultrapassou temporariamente os 8% devido aos preços da energia e dos bens alimentares, recuperando depois em direção à meta do BCE. Para planeamento de longo prazo, a DECO PROTeste sugere considerar 2-3% de inflação esperada. Uma reserva de 50.000 EUR hoje terá, dentro de 20 anos com inflação anual de 2,5%, um poder de compra equivalente a cerca de 30.500 EUR de hoje — compare por isso sempre projeções nominais com valores corrigidos pela inflação, sobretudo para objetivos a mais de 5 anos.

Automatizar a poupança: o hábito como motor

A DECO PROTeste recomenda automatizar a poupança através de uma transferência permanente para uma conta poupança no dia em que recebe o ordenado. A vantagem comportamental é grande: dinheiro que não vê, não gasta. Comece com um montante seguramente comportável (frequentemente 50-150 EUR por mês) e aumente anualmente em 5-10% ou sempre que receber um aumento salarial.

A maioria dos bancos portugueses oferece transferências permanentes gratuitas entre conta à ordem e conta poupança. Muitas pessoas configuram a transferência para o primeiro dia do mês, logo após receberem o salário. Como regra prática, muitos especialistas sugerem poupar 10% do rendimento líquido para objetivos de longo prazo, mais uma parcela separada para despesas pontuais (férias, eletrodomésticos avariados, manutenção do carro) — assim evita ter de mobilizar o fundo de emergência.

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Valor-alvo do fundo de emergência

Procure ter 3 a 6 meses de despesas essenciais para o fundo de emergência. Trabalhadores independentes ou famílias com um único rendimento devem mirar 6 a 12 meses. Some renda/prestação, contas fixas, alimentação e seguros, e multiplique.

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Comece pequeno

Comece com um mini-fundo de 1.000 EUR como amortecedor para despesas imprevistas. Construa depois progressivamente até ao valor total. Até um pequeno colchão evita ter de recorrer a crédito ao consumo ou ao limite do cartão.

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Automatize

Configure uma transferência permanente para o dia do salário. Trate a poupança como uma despesa fixa não-negociável, como a renda ou o seguro de saúde. Aumente o valor anualmente ou sempre que receber um aumento.

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Mantenha acessível

Um fundo de emergência pertence a uma conta poupança com mobilização imediata e cobertura do FGD — não a ações, fundos de investimento ou depósitos a prazo longos. Numa crise, precisa do dinheiro disponível em 24-48 horas.

Maximizar o rendimento da sua poupança

Obter o melhor rendimento na sua poupança exige comparar ativamente taxas e custos. Dados do Banco de Portugal mostram que a maioria do dinheiro depositado por famílias portuguesas continua nos grandes bancos, frequentemente em condições muito abaixo do que o mercado oferece. Uma comparação trimestral entre depósitos a prazo, Certificados de Aforro, CTPV e bancos digitais em passporting permite muitas vezes ganhar 1-2% adicionais sem aumentar o risco.

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Compare taxas regularmente

Os simuladores do Banco de Portugal e da DECO PROTeste permitem comparar TANB de depósitos a prazo entre dezenas de bancos. Reveja as suas aplicações de 3 em 3 meses e mude se encontrar uma alternativa com pelo menos 0,5% adicionais sobre o seu saldo total.

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Atenção a comissões e condições

Algumas contas poupança cobram comissões de manutenção ou só pagam a taxa promocional para o primeiro depósito, novo dinheiro ou até um determinado plafond. Leia sempre a Ficha de Informação Normalizada (FIN). Reparta saldos superiores a 100.000 EUR por vários bancos para manter cobertura integral do FGD.

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Frequência de capitalização

A capitalização diária rende ligeiramente mais do que mensal ou trimestral. A diferença é pequena (frequentemente menos de 0,05% por ano), mas acumula-se ao longo de décadas. Nos Certificados de Aforro, a capitalização é trimestral.

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Escada de depósitos a prazo

Em depósitos a prazo, distribua o dinheiro por vários prazos (3, 6, 12, 24 meses). Tem assim acesso periódico ao capital sem ter de mobilizar antecipadamente e perder juros, mantendo simultaneamente uma parte aplicada a prazos mais longos com taxas tipicamente superiores.

Como usar esta calculadora de poupança

  1. Escolha uma Frequência de Depósito nos botões no topo (Mensal, Quinzenal, Semanal, Trimestral ou Anual). Isto define tanto a periodicidade dos depósitos como a frequência de capitalização dos juros no cálculo.
  2. Introduza o seu Depósito Inicial (EUR) — o montante com que começa hoje. Use 0 se estiver a começar do zero.
  3. Introduza o seu Depósito Regular (EUR) — o montante que vai acrescentar em cada período, de acordo com a frequência escolhida. A calculadora trata-o como uma renda postcipada (depósito no fim de cada período).
  4. Indique a Taxa de Juro Anual (%) — utilize a TANB indicada na FIN do produto. Em 2026, depósitos a prazo em bancos portugueses pagam tipicamente 1,5-3%, com Certificados de Aforro e CTPV em níveis comparáveis ou superiores; bancos digitais da UE em passporting podem oferecer mais.
  5. Defina o Período (anos) durante o qual pretende continuar a poupar e clique em Calcular. Verá o Saldo Futuro, o Total de Depósitos, os Juros Recebidos e a Taxa Efetiva (a TAE equivalente para a sua cadência de capitalização).

Exemplos

Iniciante: 1.000 EUR inicial mais 200 EUR/mês a 2,5% durante 10 anos

Um aforrador num banco português abre uma conta poupança com 1.000 EUR e automatiza uma transferência permanente de 200 EUR no primeiro dia de cada mês. A conta oferece 2,5% TANB com capitalização mensal. O saldo permanece muito abaixo do limite do FGD (100.000 EUR por depositante e banco).

ResultadoSaldo Futuro cerca de 28.530 EUR. Total de Depósitos 25.000 EUR. Juros Recebidos cerca de 3.530 EUR. Taxa Efetiva cerca de 2,53%.

Com frequência mensal, a taxa periódica é r = 0,025 / 12 ≈ 0,002083 e o número de períodos é n = 10 × 12 = 120. Os 1.000 EUR iniciais crescem para 1.000 × (1,002083)^120 ≈ 1.284 EUR. O fluxo de 200 EUR/mês cresce segundo a fórmula da renda: 200 × ((1,002083^120 − 1) / 0,002083) ≈ 27.246 EUR. Total cerca de 28.530 EUR. Em termos fiscais: os 3.530 EUR de juros são tributados a 28% por retenção na fonte (cerca de 988 EUR), pelo que o rendimento líquido será de aproximadamente 2.542 EUR.

Fundo de emergência de 15.000 EUR em 2 anos a partir do zero

Um trabalhador por conta de outrem sem poupanças quer constituir, em 2 anos, um fundo de emergência de 15.000 EUR (cerca de 6 meses de despesas essenciais segundo a DECO PROTeste) numa conta poupança com cobertura do FGD a 2% TANB. Automatiza uma transferência permanente de 625 EUR por mês.

ResultadoSaldo Futuro cerca de 15.293 EUR. Total de Depósitos 15.000 EUR. Juros Recebidos cerca de 293 EUR. Taxa Efetiva cerca de 2,02%.

Com r = 0,001667 e n = 24, o fator de renda é (1,001667^24 − 1) / 0,001667 ≈ 24,469. Multiplicando pelos 625 EUR mensais resulta cerca de 15.293 EUR. Os juros são modestos num horizonte de 2 anos — o crescimento composto precisa de tempo —, mas o capital está integralmente coberto pelo FGD do Banco de Portugal. Numa conta à ordem a 0,05%, o mesmo plano de depósitos daria apenas cerca de 15.008 EUR; aqui ganha 285 EUR adicionais sem risco. Após retenção de 28%, recebe cerca de 211 EUR de juros líquidos.

Horizonte longo: 5.000 EUR inicial mais 400 EUR/mês a 2,5% durante 30 anos

Uma profissional de 35 anos constrói uma reserva de capital líquido em paralelo com o seu PPR de reforma, usando uma combinação de Certificados de Aforro Série F e depósitos a prazo escalonados em vários bancos. Começa com 5.000 EUR de um prémio extraordinário e automatiza 400 EUR por mês. Considera 2,5% TANB médio, porque não corre risco sobre o capital, e mantém saldo por banco inferior a 100.000 EUR para preservar a cobertura do FGD em todas as aplicações.

ResultadoSaldo Futuro cerca de 226.355 EUR. Total de Depósitos 149.000 EUR. Juros Recebidos cerca de 77.355 EUR.

Em 30 anos com r = 0,025/12 ≈ 0,002083 e n = 360, (1,002083)^360 ≈ 2,114. Os 5.000 EUR crescem para cerca de 10.570 EUR; o fluxo de 400 EUR para cerca de 400 × ((2,114 − 1) / 0,002083) ≈ 213.785 EUR. Total na ordem dos 224.000-226.000 EUR. Os juros contribuem agora com cerca de 34% do saldo final — o horizonte longo faz o trabalho pesado. Em IRS, os 77.355 EUR de juros são tributados a 28% (cerca de 21.660 EUR), pelo que o rendimento líquido aproximado é 55.700 EUR. Com 2% de inflação ao ano, 226.000 EUR daqui a 30 anos têm um poder de compra equivalente a cerca de 124.700 EUR de hoje — convém ler sempre o valor nominal e real lado a lado.

Como funciona

A calculadora combina duas fórmulas de valor futuro. O capital inicial (Depósito Inicial) cresce como soma única a juros compostos: FV_inicial = P × (1 + r)^n. Os seus depósitos regulares (Depósito Regular) formam uma renda postcipada e crescem segundo FV_renda = PMT × ((1 + r)^n − 1) / r. A soma de ambos é o Saldo Futuro apresentado no ecrã.

O botão Frequência de Depósito controla duas coisas em simultâneo: a periodicidade dos depósitos E a frequência de capitalização dos juros no cálculo. Com Mensal, a taxa anual é dividida por 12 e o prazo em anos é multiplicado por 12. Com Semanal, ambos são escalados por 52. Trata-se de uma simplificação — na prática, um banco pode capitalizar diariamente enquanto o cliente deposita mensalmente —, mas a diferença num horizonte de 10 anos é tipicamente inferior a 0,05%, pelo que o modelo permanece fiável sem sobrecarregar a interface.

A Taxa Efetiva é a forma de a calculadora mostrar o equivalente anual (TAE) para a cadência de capitalização escolhida. Aplica (1 + r/n)^n − 1 à taxa introduzida, pelo que ao indicar 2,5% e selecionar Mensal verá cerca de 2,53% — o mesmo valor que um banco publica na FIN e que o Banco de Portugal exige no âmbito do Aviso n.º 4/2009 sobre informação a prestar nos depósitos.

Se introduzir uma taxa de 0% ou negativa, o cálculo cai para FV = P + (PMT × n), permitindo modelar uma conta sem rendimento. A calculadora exige ainda pelo menos um Depósito Inicial ou Depósito Regular (não podem ser ambos zero) e um Período positivo — estas validações evitam respostas sem sentido como 'quanto cresce 0 EUR?'.

Quando usar esta calculadora

  • Dimensionar um fundo de emergência segundo a DECO PROTeste. A DECO PROTeste recomenda 3-6 meses de despesas essenciais como fundo de emergência (6-12 meses para trabalhadores independentes). Use o seu valor-alvo como referência, mantenha o Depósito Inicial no saldo atual e ajuste o Depósito Regular até o Saldo Futuro atingir o objetivo no número de anos que considera comportável. Mantenha o dinheiro numa conta poupança ou Certificados de Aforro, com cobertura do FGD ou garantia da República.
  • Comparar duas contas poupança antes de mudar. Introduza o seu saldo atual e a transferência mensal duas vezes — primeiro com a taxa do seu banco tradicional (frequentemente 0,5-1,5%) e depois com uma alternativa de banco digital em passporting ou Certificados de Aforro (frequentemente 2-3% ou mais). A diferença em Juros Recebidos ao longo de 5-10 anos justifica largamente os 30 minutos necessários para abrir nova conta, desde que o produto esteja coberto pelo FGD ou pelo Estado Português.
  • Calibrar depósitos automatizados para um objetivo de curto prazo. Para casamentos, férias, presentes de Natal ou um carro usado a menos de 5 anos, defina o Período no prazo até à data e ajuste o Depósito Regular até o Saldo Futuro atingir o seu objetivo. Use uma taxa conservadora de 1,5-2,5% (depósito a prazo, não ações) — dinheiro de curto prazo não deve estar exposto à volatilidade dos mercados. A CMVM e a ASF reforçam este princípio em educação financeira para o consumidor.
  • Validar uma carteira de Certificados de Aforro ou CTPV. Para Certificados de Aforro Série F ou CTPV a 2,5-3,5%, introduza essa taxa, defina o Depósito Inicial no capital aplicado, deixe o Depósito Regular em 0 se não reforçar e selecione Trimestral (Aforro) ou Anual (CTPV) como frequência. A Taxa Efetiva confirma se a TAE indicada na ficha técnica do IGCP corresponde à sua estimativa. Não há limite do FGD nestes produtos — a garantia é direta da República Portuguesa.
  • Mostrar a uma criança ou aforrador iniciante o efeito da capitalização. Corra a calculadora com 25 EUR por semana durante 40 anos a 3% para mostrar que pequenos depósitos disciplinados se transformam em montantes de cinco ou seis dígitos. Para menores, verifique as regras de imposto do selo sobre doações no Portal das Finanças, dado que transferências para conta titulada pelo menor podem ter implicações fiscais acima de certos limites.
  • Modelar a retenção fiscal de 28% antes da declaração de IRS. Os juros de depósitos e produtos de aforro são tributados a 28% por retenção na fonte (categoria E do IRS). Para estimar o rendimento líquido, introduza uma taxa efetiva mais baixa (por exemplo, 2,5% × 0,72 ≈ 1,8%) ou mantenha o valor bruto e aplique posteriormente a redução de 28%. Para englobamento facultativo, simule no Portal das Finanças antes de optar.

Erros comuns

  • ErroIntroduzir uma taxa promocional em vez da taxa estrutural do produto.
    SoluçãoMuitos bancos anunciam taxas promocionais aplicáveis apenas a 'novo dinheiro', a contas abertas há menos de 3 meses ou só até determinado plafond. Leia sempre a Ficha de Informação Normalizada (FIN) para identificar a TANB de base e use essa para projeções de longo prazo. O Banco de Portugal disponibiliza um simulador de depósitos a prazo para comparações realistas.
  • ErroUsar uma calculadora de poupança com rendimento de 7-10% típico de ações.
    SoluçãoDepósitos a prazo, Certificados de Aforro e CTPV em Portugal pagam, em 2026, cerca de 1,5-3,5%. A rentabilidade histórica de 7-9% de carteiras globais de ações pertence a uma calculadora de investimento, dado que o capital pode descer 30-50% numa recessão. O FGD cobre depósitos, não cobre ações ou fundos — a CMVM e o Banco de Portugal reforçam esta distinção na educação financeira.
  • ErroEsquecer a retenção na fonte de 28% sobre juros.
    SoluçãoEm Portugal, os juros de depósitos a prazo, Certificados de Aforro e CTPV são tributados a 28% por retenção na fonte (categoria E). O valor que recebe é já líquido. Para projeções líquidas, multiplique os juros estimados por 0,72. Em alternativa, considere englobar na declaração de IRS se a sua taxa marginal for inferior a 28% — algo possível nos primeiros escalões.
  • ErroManter mais de 100.000 EUR num único banco sem saber do limite do FGD.
    SoluçãoO Fundo de Garantia de Depósitos cobre até 100.000 EUR por depositante e por banco, ao abrigo da Diretiva 2014/49/UE. Acima desse valor, não há garantia em caso de resolução. Reparta saldos elevados por vários bancos independentes ou utilize titularidade conjunta (o limite aplica-se a cada titular). Verifique sempre no portal do Banco de Portugal se o banco é aderente ao FGD ou ao sistema equivalente do país de origem.
  • ErroIgnorar a inflação em projeções de 10 ou mais anos.
    SoluçãoUm saldo de 50.000 EUR daqui a 20 anos com inflação de 2,5% terá um poder de compra equivalente a cerca de 30.500 EUR de hoje. O INE publica mensalmente o IPC e o IHPC, e o BCE estabelece como meta 2% de inflação a médio prazo na zona euro. Divida a projeção por (1 + 0,025)^anos para converter em euros de hoje, ou introduza uma taxa real (nominal menos inflação esperada).
  • ErroApresentar o resultado ao cêntimo como se fosse uma garantia.
    SoluçãoAs taxas de depósito à ordem e de muitas contas poupança são variáveis e podem ser revistas pelos bancos a qualquer momento. As taxas dos Certificados de Aforro Série F estão indexadas à Euribor a 3 meses e ajustam-se mensalmente. Apenas os depósitos a prazo de taxa fixa garantem a remuneração durante todo o prazo. O Saldo Futuro é uma projeção que assume taxa constante — recalcule sempre que a sua TANB mudar mais de 0,5 pontos percentuais.

Perguntas frequentes

O que cobre o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) e o que não cobre?

O FGD, gerido pelo Banco de Portugal, garante depósitos em bancos aderentes até 100.000 EUR por depositante e por instituição, em caso de indisponibilidade dos depósitos (resolução ou liquidação). Aplica-se a contas à ordem, depósitos a prazo, contas poupança e depósitos estruturados de capital garantido. Bancos da UE em passporting (Trade Republic, Openbank, N26, entre outros) estão cobertos pelo sistema de garantia do país de origem, igualmente até 100.000 EUR ao abrigo da Diretiva 2014/49/UE. Não estão cobertos: ações, obrigações corporativas, unidades de participação em fundos de investimento, criptoativos ou produtos seguradores — para investimentos existe o Sistema de Indemnização aos Investidores (SII) gerido pela CMVM, com limite muito inferior.

Como é tributado o rendimento da minha poupança em Portugal?

Os juros de depósitos a prazo, Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro Poupança Valor e contas poupança em Portugal são considerados rendimentos de capitais (categoria E do IRS) e tributados à taxa liberatória de 28% por retenção na fonte. O banco ou o IGCP entrega o imposto diretamente à Autoridade Tributária, e o cliente recebe os juros já líquidos. Pode optar pelo englobamento na declaração anual de IRS se for vantajoso (tipicamente para contribuintes nos primeiros escalões). Consulte sempre o Portal das Finanças (portaldasfinancas.gov.pt) para regras específicas, residentes não habituais ou situações de não residente.

Qual é a diferença entre rendimento nominal e real?

O rendimento nominal é a taxa que o banco paga; o rendimento real é o que sobra depois de descontar a inflação. Uma taxa de 2,5% TANB com inflação a 2% dá cerca de 0,5% de rendimento real. O INE publica mensalmente o Índice de Preços no Consumidor (IPC) e o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC); o BCE estabelece como meta 2% de inflação a médio prazo na zona euro. Para objetivos a mais de 5 anos, o rendimento real é a métrica relevante — ajuste a sua projeção para inflação dividindo o saldo final por (1 + inflação)^anos ou introduzindo uma taxa real.

Os Certificados de Aforro ou CTPV são melhores do que os depósitos a prazo?

Depende do contexto. Os Certificados de Aforro Série F têm taxa indexada à Euribor a 3 meses mais spread, com capitalização trimestral e prémios de permanência aos 2 e 5 anos. Os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV) têm taxa crescente até 7 anos e são frequentemente competitivos face a depósitos. Ambos têm garantia da República Portuguesa, sem limite do FGD (não é necessário, pois é dívida soberana). Os depósitos a prazo bancários permitem fixar uma taxa garantida durante todo o prazo, o que pode ser vantajoso em ciclos de descida de taxas. Compare TANB líquida (depois dos 28%) e condições de mobilização antecipada entre as alternativas, no simulador do Banco de Portugal e no aforronet.pt do IGCP.

Posso aforrar em bancos da UE em regime de passporting com cobertura FGD?

Sim. Ao abrigo da Diretiva 2014/49/UE sobre Sistemas de Garantia de Depósitos, todos os bancos da União Europeia estão obrigatoriamente integrados num sistema de garantia que cobre pelo menos 100.000 EUR por depositante e por banco. Operadores como Trade Republic (Alemanha), Openbank (Espanha) ou N26 (Alemanha) estão cobertos pelo sistema do país de origem, equivalente ao FGD português. Confirme sempre, antes de subscrever, que o banco está registado no Banco de Portugal (registo público em bportugal.pt) ou autorizado a operar em Portugal em regime de livre prestação de serviços. Em caso de acionamento da garantia, o processo é gerido pelo sistema do país de origem — para a maioria dos consumidores, esta diferença é negligenciável.

Qual é uma boa taxa de juros para depósitos em Portugal em 2026?

Em 2026, os depósitos à ordem em grandes bancos portugueses (Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Santander, Novo Banco, BPI) pagam frequentemente 0% a 0,5% TANB. Depósitos a prazo a 6-12 meses oscilam entre 1,5% e 3% TANB, e bancos digitais em passporting podem oferecer taxas mais elevadas em ofertas promocionais. Os Certificados de Aforro Série F e os Certificados do Tesouro Poupança Valor têm habitualmente taxas competitivas, com a vantagem da garantia direta da República. Consulte as taxas de juro publicadas mensalmente pelo Banco de Portugal e o comparador da DECO PROTeste antes de subscrever qualquer produto.

Devo amortizar dívidas ou poupar?

Uma sequência comum: comece por constituir um pequeno fundo de 1.000 EUR para que uma despesa imprevista não vá parar imediatamente ao cartão de crédito. Em seguida, amortize dívidas com TAEG acima de 7-8% (cartões de crédito, créditos pessoais) — equivalem a um 'rendimento' garantido de 7-8% que nenhuma poupança paga. Depois constitua o fundo de emergência completo (3-6 meses de despesas essenciais, segundo a DECO PROTeste). Só depois avance para poupança de longo prazo, PPR ou investimento em ações/ETFs. O Banco de Portugal e a DECO PROTeste defendem uma ordem semelhante na sua educação financeira ao consumidor.

Como funcionam os juros compostos numa conta poupança?

Juros compostos significam que ganha juros sobre os juros já recebidos, e não apenas sobre os depósitos originais. A maioria das contas poupança em Portugal capitaliza mensal ou trimestralmente. Com 10.000 EUR a 2,5% TANB e capitalização mensal, recebe cerca de 252 EUR no primeiro ano (em vez de 250 EUR a juros simples), 259 EUR no segundo, e por aí adiante. Em 20 anos, 10.000 EUR transformam-se em cerca de 16.470 EUR brutos — uma TAE de 2,53% incluindo a capitalização. O Banco de Portugal exige que os bancos divulguem a TAE na FIN, para que possa comparar produtos com cadências diferentes.

Devo optar por conta poupança ou depósito a prazo?

Escolha uma conta poupança para dinheiro que possa precisar inesperadamente (fundo de emergência, objetivos de curto prazo) — totalmente mobilizável, com cobertura do FGD e taxa habitualmente variável. Escolha um depósito a prazo quando puder dispensar o capital com segurança durante 1-5 anos e quiser fixar a taxa atual contra possíveis descidas. Os depósitos a prazo costumam pagar 0,5-1% acima das contas poupança, mas a mobilização antecipada faz perder parte ou a totalidade dos juros. Não use depósito a prazo para fundo de emergência — pode precisar do dinheiro em 24 horas.

Esta calculadora consegue lidar com a inflação?

Não diretamente — apresenta valores nominais em euros. Para obter poder de compra de hoje, introduza uma taxa real (taxa anual menos inflação esperada). Por exemplo, 2,5% TANB menos a meta de 2% do BCE dá uma taxa real de 0,5%. O Saldo Futuro fica então expresso em poder de compra de hoje. Em alternativa, use a taxa nominal e divida o resultado por (1 + 0,025)^anos para deflacionar. O INE publica mensalmente o IHPC, que pode usar como referência atualizada para a inflação portuguesa.

O que é a Taxa Efetiva que a calculadora mostra?

É o equivalente anual da taxa nominal que introduziu, considerando a Frequência de Depósito escolhida. A fórmula é (1 + r/n)^n − 1, em que r é a taxa indicada e n é o número de períodos por ano. Se introduzir 2,5% e selecionar Mensal, verá cerca de 2,53% — o mesmo valor que um banco português indica na Ficha de Informação Normalizada (FIN) como TAE depois de aplicar a capitalização intra-anual. É uma forma rápida de verificar se a taxa que introduziu corresponde ao que o seu banco efetivamente anuncia, conforme exigido pelo Aviso n.º 4/2009 do Banco de Portugal.

Fontes

Metodologia

A calculadora combina o valor futuro de uma soma única (FV_inicial = P × (1 + r)^n) com o valor futuro de uma renda postcipada (FV_renda = PMT × ((1 + r)^n − 1) / r), em que r é a taxa anual dividida pela Frequência de Depósito escolhida (1, 4, 12, 26 ou 52 períodos por ano) e n é igual a anos × frequência. O Total de Depósitos soma Depósito Inicial + (Depósito Regular × n); os Juros Recebidos são o resíduo. A Taxa Efetiva apresenta o equivalente anual ((1 + r)^frequência − 1) em linha com os requisitos de transparência exigidos pelo Aviso n.º 4/2009 do Banco de Portugal e pela Ficha de Informação Normalizada (FIN). Para taxa zero ou negativa, o cálculo cai para FV = P + (PMT × n). Os inputs exigem pelo menos um depósito positivo (Depósito Inicial ou Depósito Regular) e um período positivo para evitar resultados triviais. A saída é bruta — para obter o valor líquido, aplique a retenção na fonte de 28% sobre os juros (categoria E do IRS) e ajuste para inflação segundo IPC/IHPC do INE quando pretender converter em poder de compra de hoje.

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