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Calculadora de Orçamento

Planeie o seu orçamento mensal comparando rendimentos e despesas. Veja exatamente para onde vai o seu dinheiro e encontre oportunidades para poupar.

Fórmula do Orçamento

Saldo Mensal
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Taxa de Poupança
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💵 Rendimentos Mensais

Total Income: $0

💸 Despesas Mensais

Total Expenses: $0

Porquê fazer um orçamento?

Um orçamento é o seu mapa financeiro — diz ao dinheiro para onde ir, em vez de o deixar a perguntar-se para onde foi. Sem orçamento, mesmo quem ganha bem pode passar por dificuldades, enquanto quem tem disciplina constrói património com rendimentos modestos.

A nossa calculadora de orçamento familiar ajuda-o a ver o quadro completo: quanto entra, para onde vai e quanto consegue poupar. Esta consciência é o primeiro passo para o controlo financeiro.

📊

Veja o Quadro Completo

Visualize rendimentos versus despesas num só olhar.

🎯

Encontre Fugas de Dinheiro

Identifique onde pode reduzir gastos.

💰

Construa Poupanças

Garanta que está a poupar para os seus objetivos.

😌

Reduza o Stress

Saiba que consegue pagar as suas contas.

A Regra 50/30/20

Uma abordagem popular ao orçamento divide o rendimento líquido em três categorias. Não é perfeita para todos, mas é um excelente ponto de partida.

🏠

50% - Necessidades

Despesas essenciais: habitação, serviços, supermercado, transportes, seguros e pagamento mínimo de dívidas. Se as necessidades excederem 50%, procure reduzir custos de habitação ou transportes.

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30% - Desejos

Despesas não essenciais: refeições fora, lazer, hobbies, subscrições e compras. É aqui que se fazem a maior parte dos cortes quando necessário.

💰

20% - Poupança e Dívidas

Objetivos de poupança, investimentos e pagamentos extra de dívidas além do mínimo. Priorize o fundo de emergência, depois dívidas com juros altos e por fim a reforma.

⚙️

Ajuste Conforme Necessário

Zonas com elevado custo de vida, como Lisboa e Porto, podem exigir 60% para necessidades. Recém-licenciados com créditos podem precisar de 25% para dívidas. O que importa é a intencionalidade, não percentagens rígidas.

Percentagens de Orçamento Recomendadas

Estas orientações mostram a despesa típica como percentagem do rendimento. Compare os seus valores para detetar áreas que possam estar desequilibradas.

Categoria% Recomendada% MáximaObservações
Habitação 25-30% 35% Renda/prestação + seguro + IMI
Transportes 10-15% 20% Carro, combustível, seguro, manutenção
Alimentação 10-15% 15% Supermercado + refeições fora
Serviços 5-10% 10% Luz, gás, água, telefone, internet
Saúde 5-10% 10% Seguro + despesas particulares
Poupança 10-20% - Quanto mais, melhor
Pagamento de Dívidas 5-15% 20% Excluindo crédito habitação
Lazer 5-10% 10% Subscrições, hobbies, diversão

Erros Comuns no Orçamento

Evite estas armadilhas que descarrilam até quem tem as melhores intenções.

Esquecer Despesas Irregulares

Seguros anuais, IUC, prendas de Natal, reparações em casa. Divida os custos anuais por 12 e poupe mensalmente. Esquecer estes gastos destrói orçamentos.

Ser Demasiado Restritivo

Orçamentos sem qualquer dinheiro para lazer falham. Acaba por 'fazer batota' e desistir. Inclua despesas razoáveis de lazer para manter a consistência.

Não Acompanhar os Gastos

Um orçamento é inútil se não o comparar com os gastos reais. Reveja semanalmente. Pequenas despesas diárias acumulam-se mais rapidamente do que pensa.

Ignorar a Variabilidade do Rendimento

Se o rendimento varia (freelance, comissões), faça o orçamento com base nos meses mais fracos. Coloque o rendimento extra diretamente em poupança.

Métodos de Orçamento

Diferentes abordagens funcionam para diferentes personalidades. Encontre aquela que se adapta ao seu estilo.

📝

Orçamento Base Zero

Cada euro tem uma função. Rendimento menos despesas igual a zero (incluindo poupança nas despesas). Detalhado e eficaz, mas exige tempo.

✉️

Sistema dos Envelopes

Dinheiro em envelopes físicos ou digitais para cada categoria. Quando o envelope esvazia, o gasto para. Excelente para quem gasta em excesso.

🎯

Pague-se a Si Próprio Primeiro

Poupe automaticamente uma percentagem fixa ao receber, depois gaste o resto como entender. Simples mas exige disciplina nos gastos.

📊

50/30/20

Categorias amplas (necessidades/desejos/poupança) sem registo detalhado. Bom para quem acha orçamentos detalhados esmagadores.

Como Reduzir Despesas

Quando as despesas excedem os rendimentos, comece por estas áreas de elevado impacto onde os cortes são mais eficazes.

🏠

Habitação

Maior despesa, maior potencial de poupança. Considere partilhar casa, mudar para algo mais pequeno ou para fora dos grandes centros. Renegociar o crédito habitação pode poupar centenas de euros por mês.

🚗

Transportes

Prestação do carro, seguro e combustível acumulam-se rapidamente. Famílias com um único carro poupam mais de 300€/mês. Passe Navegante ou bicicleta poupam ainda mais.

🍔

Alimentação

Comer fora custa 3 a 5 vezes mais do que cozinhar em casa. Planeamento de refeições e listas de compras evitam compras por impulso. Leve marmita para o trabalho.

📱

Subscrições

Reveja todas as subscrições — muitas ficam sem uso. Streaming, ginásios, aplicações, caixas mensais. Cancele o que não usa ativamente.

📞

Negoceie Contas

Telefone anualmente para os seus operadores de seguros, internet e telecomunicações. Ameaçar cancelar costuma desbloquear descontos de retenção.

Serviços

Termostatos inteligentes, lâmpadas LED e eletrodomésticos eficientes reduzem as faturas. Hábitos simples como duches mais curtos também ajudam.

Como usar esta calculadora de orçamento

  1. Em Rendimentos Mensais, preencha Salário/Ordenado com o vencimento líquido que entra na conta (após IRS retido na fonte, Segurança Social a 11% e eventual desconto de ADSE/SAMS), e adicione Rendimentos Extra (freelance, recibos verdes), Rendimentos de Investimentos (juros de depósitos, dividendos, rendas) e Outros Rendimentos (abono de família, prestação social, pensão de alimentos).
  2. Em Despesas Mensais preencha primeiro as despesas fixas: Habitação (renda ou prestação de crédito habitação mais condomínio e seguro multirriscos), Serviços (luz, gás, água, internet/TV/telemóvel), Transportes (prestação do carro, combustível, IUC dividido por 12, passe), Saúde (seguro de saúde, ADSE), Seguros (auto, vida ligado ao crédito, responsabilidade civil) e Pagamento de Dívidas (cartões de crédito, créditos pessoais, créditos automóveis).
  3. Adicione as despesas variáveis: Supermercado, Refeições Fora, Lazer e Cuidados Pessoais. Consulte os últimos 60 a 90 dias de extratos bancários e de MB WAY — segundo a DECO PROTeste, os portugueses subestimam consistentemente as despesas variáveis em mais de 20% quando estimam de cabeça.
  4. Coloque o seu objetivo de poupança na categoria Poupança. Tratar a poupança como despesa fixa (pay-yourself-first) funciona melhor do que esperar pelo que sobra ao fim do mês. Vise pelo menos 10% do rendimento líquido segundo o Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal.
  5. Clique em Calcular Orçamento para ver o seu Excedente ou Défice Mensal, a Taxa de Poupança e um detalhe ordenado das despesas. Cada categoria mostra a quota nas despesas totais e no rendimento total, permitindo comparar a sua distribuição com a regra 50/30/20 e com os benchmarks da DECO PROTeste.

Exemplos

Trabalhador solteiro em Lisboa com salário médio

Um técnico de 29 anos, solteiro e a viver sozinho em Lisboa, ganha 1.500€ brutos mensais (próximo do salário médio nacional INE de 2025) e recebe cerca de 1.180€ líquidos após IRS (escalão de 21%) e contribuição de 11% para a Segurança Social. Quer verificar se o seu orçamento cumpre a regra 50/30/20 apesar das rendas elevadas em Lisboa.

ResultadoRendimento Total 1.180€. Despesas Totais 1.470€. Défice Mensal 290€. Taxa de Poupança −24,6%. O painel de resultados fica vermelho e mostra 'Défice Mensal'. Mesmo contabilizando os 80€ da linha Poupança como objetivo cumprido, sobra um défice de 290€ no restante orçamento.

A Habitação custa 700€ — cerca de 59% do rendimento líquido, muito acima do limite de um terço recomendado pela DECO PROTeste para custos com habitação e da fasquia de 50% da regra 50/30/20. Esta situação é típica de jovens solteiros em Lisboa, onde a renda mediana de um T1 segundo o portal Idealista ronda os 950€/mês em 2025. As necessidades (Habitação + Serviços + Transportes + Supermercado + Saúde + Seguros + dívidas mínimas) totalizam 1.170€, ou 99% do rendimento. Os desejos (Refeições Fora + Subscrições + Lazer + Cuidados Pessoais) ascendem a 220€, ou 19%. As soluções imediatas segundo o Portal do Cliente Bancário: procurar arrendamento partilhado, candidatar-se ao Porta 65 Jovem (apoio até 50% da renda para inquilinos jovens) ou reduzir as Refeições Fora e Subscrições, o que pode reaproximar o orçamento do equilíbrio.

Família com dois filhos e crédito habitação (referência DECO)

Uma família em Braga com dois pais a trabalhar (38 e 36 anos) e dois filhos (5 e 8 anos) tem em conjunto 2.850€ líquidos mensais e vive em casa própria com crédito habitação contratado em 2019 com taxa fixa de 1,9%. Querem confrontar o orçamento com os benchmarks DECO PROTeste para casal com filhos em idade escolar.

ResultadoRendimento Total 2.850€. Despesas Totais 2.820€. Excedente Mensal 30€. Taxa de Poupança 1,1%. Contando a linha Poupança de 350€, são postos de parte 380€ por mês — cerca de 13% do rendimento líquido, abaixo dos 20% recomendados pela regra 50/30/20 mas acima do mínimo de 10% sugerido pelo Banco de Portugal.

Os 150€ de Outros Rendimentos representam o abono de família (cerca de 60€ por filho até aos 17 anos para o 1.º escalão em 2026) mais reembolso de despesas escolares pelo empregador. As despesas com habitação representam 25% do rendimento líquido, confortavelmente dentro do limite de um terço recomendado pela DECO. As Outras Despesas de 180€ captam custos típicos de família que não cabem em categorias padrão: atividades extracurriculares (música, futebol), material escolar, prendas de aniversário, cabeleireiro. O detalhe ordenado coloca Habitação, Supermercado e Transportes como maiores rubricas — exatamente os três principais pontos de atuação identificados pela DECO PROTeste para orçamentos familiares portugueses.

Reformado com pensão mínima e complemento

Uma reformada de 72 anos, viúva, recebe 545€ de pensão mínima da Segurança Social (valor de referência 2026 para reforma por velhice com carreira completa) acrescidos de 280€ de complemento solidário para idosos (CSI). Vive numa casa própria já paga em Coimbra e não tem dívidas. Quer perceber se o orçamento permite enfrentar despesas extraordinárias.

ResultadoRendimento Total 825€. Despesas Totais 705€. Excedente Mensal 120€. Taxa de Poupança 14,5%. Incluindo a linha Poupança de 30€, são reservados no total 150€ por mês — cerca de 18% do rendimento, margem razoável para custos médicos imprevistos e manutenção da habitação.

Os 280€ de Outros Rendimentos correspondem ao Complemento Solidário para Idosos (CSI), prestação atribuída pela Segurança Social a pensionistas com mais de 66 anos e rendimentos abaixo do limiar (10.640€ anuais para isolados em 2026). A Habitação custa apenas 95€ porque representa IMI dividido por 12, condomínio e seguro multirriscos. Os Transportes baixos refletem o uso do passe sénior subsidiado pela Câmara de Coimbra. As Outras Despesas de 60€ cobrem reservas para óculos, fisioterapia além das comparticipações do SNS e pequenas reparações. Segundo dados do INE Inquérito às Despesas das Famílias, agregados de reformados isolados gastam em média cerca de 950€/mês, ligeiramente acima deste orçamento — o que sugere uma vida muito modesta mas com margem para situações pontuais. Dica do Portal do Cliente Bancário: colocar o excedente de 120€ num depósito a prazo ou Certificados de Aforro Série E (com taxa-base indexada à Euribor) para constituir um fundo de emergência de pelo menos 4.200€ (seis meses de despesas fixas).

Como funciona o cálculo

A calculadora faz duas coisas. Primeiro, soma todos os valores introduzidos no bloco Rendimentos Mensais (Salário/Ordenado, Rendimentos Extra, Rendimentos de Investimentos, Outros Rendimentos) para obter o Rendimento Total, e soma todos os valores no bloco Despesas Mensais (de Habitação a Outras Despesas) para obter as Despesas Totais. Campos vazios contam como zero, pelo que só preenche o que se aplica a si.

Em seguida, aplica duas fórmulas simples. Saldo Mensal = Rendimento Total − Despesas Totais; um valor positivo é um excedente, um valor negativo é um défice. Taxa de Poupança = Saldo ÷ Rendimento × 100%. Uma taxa positiva significa que está a colocar dinheiro de parte para além do que já introduziu na categoria Poupança; uma taxa negativa indica que está a recorrer a poupanças ou crédito todos os meses.

Após o cálculo, a página ordena as categorias de despesas da maior para a menor e mostra duas percentagens por categoria: quota nas despesas totais e quota no rendimento total. Isto permite comparar as suas despesas reais com benchmarks como a regra 50/30/20, os referenciais da DECO PROTeste e a tabela de Percentagens de Orçamento Recomendadas nesta página.

Os valores são apresentados em euros para a versão portuguesa. O método de cálculo subjacente é independente da moeda — apenas a apresentação varia conforme a língua e a região. A calculadora não aplica impostos, inflação ou projeções de valor futuro; é um retrato instantâneo da tesouraria do mês corrente.

Quando usar esta calculadora

  • Construir o primeiro orçamento doméstico. Use a calculadora como uma folha de trabalho guiada. As etiquetas das categorias funcionam como prompts para pensar em cada despesa recorrente — muito mais difícil esquecer-se de algo do que começar com uma folha de Excel em branco. Combine com a ferramenta Orçamento Familiar da DECO PROTeste para comparar com orçamentos de referência.
  • Diagnosticar um défice. Se o saldo bancário fica mais pequeno todos os meses, introduza as despesas reais dos últimos 30 dias. O detalhe ordenado expõe imediatamente para onde vai o dinheiro — geralmente Habitação, Supermercado ou uma rubrica inesperadamente alta de Refeições Fora ou Subscrições.
  • Testar a regra 50/30/20. Some necessidades (Habitação, Serviços, Transportes, Supermercado, Saúde, Seguros, mínimos de dívidas), desejos (Refeições Fora, Lazer, Subscrições, Cuidados Pessoais) e poupança. Em Lisboa e no Porto, os 50% de necessidades dificilmente são atingíveis devido às rendas; verifique então se a fórmula 60/20/20 é viável.
  • Em mudanças de fase de vida. Mudança de casa, viver em conjunto, primeiro filho, divórcio, abertura de atividade como trabalhador independente ou reforma alteram o orçamento de forma fundamental. Preencha antecipadamente os novos rendimentos e despesas esperados para ver o impacto antes que se materialize na conta bancária — sobretudo quando passa a lidar com IRS, recibos verdes ou retenções da Segurança Social diferentes.
  • Tornar realista um objetivo de poupança. Trate a Poupança como rubrica fixa (pay-yourself-first), aumente o valor até atingir os 10% mínimos recomendados pelo Banco de Portugal ou os 20% da regra 50/30/20, e depois ajuste as restantes categorias até o total fechar. Combine com a Calculadora de Poupança para projetar quanto tempo demora a atingir objetivos como entrada de casa ou reforço da reforma.
  • Para apoio em sobre-endividamento. O Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI) e a DECO PROTeste Apoio ao Sobre-endividado utilizam quadros semelhantes como ponto de partida. Um orçamento já preenchido acelera a primeira reunião porque já tem visibilidade sobre despesas fixas e variáveis.

Erros comuns

  • ErroPreencher rendimento bruto em vez de líquido.
    SoluçãoEm Salário/Ordenado introduza o valor que efetivamente entra na conta bancária — após retenção de IRS, contribuição de 11% para a Segurança Social, ADSE/SAMS se aplicável e penhora ou pensão de alimentos se for o caso. O bruto sobrestima o seu dinheiro disponível em 25% a 40% e faz falhar o orçamento.
  • ErroEsquecer despesas anuais e irregulares.
    SoluçãoConverta despesas anuais como IUC, seguro auto (geralmente pago de uma vez por ano), IMI (em uma a três prestações), prendas de Natal, férias e grandes reparações em casa para valores mensais, dividindo por 12 e somando à categoria adequada. Segundo a DECO PROTeste, este é o maior causador de desequilíbrios em orçamentos portugueses.
  • ErroEstimar em vez de consultar extratos.
    SoluçãoAbra a aplicação do banco e analise pelo menos os últimos 60 a 90 dias antes de preencher Supermercado, Refeições Fora, Lazer e Subscrições. Em bancos portugueses, com os movimentos MB WAY e cartão de débito/crédito consegue ver exatamente para onde vão as despesas variáveis.
  • ErroDeixar a Poupança em branco porque 'o excedente já é poupança'.
    SoluçãoColoque o valor desejado de poupança na linha Poupança para que conte como despesa planeada. Um excedente que fica na conta à ordem desaparece quase sempre em pequenos extras (lifestyle creep). Configure uma transferência automática para uma conta-poupança no primeiro dia de cada mês.
  • ErroContar mal abono de família e prestações sociais.
    SoluçãoAbono de família, prestação social de inclusão, complemento solidário para idosos e bonificação por deficiência devem constar em Outros Rendimentos quando entram na conta. Se acumular rendimentos do trabalho com prestações sujeitas a teto, reserve mensalmente 5% a 10% como buffer em Outras Despesas para evitar surpresas em reavaliações.
  • ErroIgnorar deduções e despesas de saúde particulares.
    SoluçãoMesmo com SNS, a maioria dos agregados gasta 30€ a 80€/mês em medicamentos, consultas particulares, óculos e dentista. Reserve este valor em Saúde, ou crie uma conta-poupança específica. Lembre-se que o IRS permite deduzir 15% das despesas de saúde até 1.000€ por agregado — guarde sempre faturas com NIF no e-fatura.
  • ErroDuplicar a contagem do crédito habitação ou pessoal.
    SoluçãoColoque cada prestação uma única vez. Para crédito habitação, registe a prestação completa (capital + juros + seguros associados como o multirriscos e vida) na Habitação. Para créditos pessoais ou cartões de crédito, registe a prestação em Pagamento de Dívidas. Não some juros e capital separadamente, nem misture as duas linhas.

Perguntas frequentes

O que é um orçamento familiar e porque é importante?

Um orçamento familiar é o registo mensal do que entra (salário, prestações sociais, abono de família, pensão ou reforma) e do que sai em despesas fixas, alimentação e reservas. Segundo o Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal e a DECO PROTeste, ter um orçamento é o fundamento da literacia financeira. Quem não controla o orçamento corre três riscos: gastar estruturalmente mais do que ganha, não construir uma almofada para imprevistos (avaria do carro, eletrodoméstico) e não conseguir libertar dinheiro para objetivos de médio prazo como entrada de casa ou complementar a reforma.

O que é a regra 50/30/20 e funciona em Portugal?

A regra 50/30/20 divide o rendimento líquido em 50% para necessidades (habitação, serviços, supermercado, transportes, seguros, mínimos de dívidas), 30% para desejos (refeições fora, subscrições, lazer, hobbies) e 20% para poupança e amortização extra de dívidas. A regra foi popularizada nos EUA pela senadora Elizabeth Warren em 2005 e funciona em Portugal como ponto de partida, embora em Lisboa, Porto e no Algarve as despesas com habitação dificilmente caibam em 50% para quem ganha o salário médio — nestes casos uma distribuição mais realista é 60/20/20. A DECO PROTeste não recomenda percentagens rígidas mas sim orçamentos de referência ajustados ao agregado familiar; combinar ambas as abordagens dá uma visão mais realista.

Quais são os valores de referência do salário mínimo e médio em 2026?

Em 2026, o salário mínimo nacional em Portugal continental é estimado em 870€ brutos mensais (14 meses), refletindo a trajetória de aumentos definida pelo Governo (820€ em 2024 e 870€ em 2025 segundo dados do Ministério do Trabalho). O salário médio bruto, segundo os Quadros de Pessoal do INE, ronda os 1.500€/mês para trabalhadores por conta de outrem (excluindo subsídios), com mediana ligeiramente inferior. Em termos líquidos, isto corresponde a aproximadamente 740€ no salário mínimo (após 11% de SS, isento de IRS) e cerca de 1.180€ no salário médio (escalão de 21% de IRS). Use sempre valores líquidos para orçamentar — é o que entra efetivamente na conta.

Que percentagem do rendimento líquido pode custar a habitação?

A DECO PROTeste e o Banco de Portugal recomendam que os custos com habitação (renda ou prestação do crédito habitação, condomínio, seguro multirriscos e, no caso de proprietários, reserva para manutenção e IMI) não ultrapassem um terço do rendimento líquido. Os bancos, ao avaliar pedidos de crédito habitação, aplicam um critério diferente — o rácio DSTI (debt service to income) máximo de 50% definido pelas regras macroprudenciais do Banco de Portugal, considerando todas as dívidas. Na prática, muitos jovens solteiros em Lisboa, Porto e Cascais acabam com 40% a 50% do rendimento em habitação. Acima desse limite, o resto do orçamento fica estruturalmente apertado e o Porta 65 Jovem, partilha de casa ou mudança de zona tornam-se quase as únicas alternativas.

Quanto gastam os portugueses em média por mês?

Segundo o Inquérito às Despesas das Famílias do INE (última edição alargada de 2022-2023), um agregado familiar português gastou em média cerca de 2.130€ por mês em 2023. A habitação (renda, prestação, manutenção, energia) era a maior rubrica com cerca de 32%, seguida da alimentação (15-17%), transportes (10-12%) e lazer/cultura (5-7%). Para pessoas a viver sozinhas a média rondava 1.350€/mês e para famílias com filhos entre 2.500€ e 3.100€/mês, com variação importante entre Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Algarve. Tenha presente que os valores do INE são médias — o seu orçamento pode divergir significativamente em função da região, fase de vida e situação habitacional.

Quanto deve gastar em supermercado?

A DECO PROTeste estima em 2026 cerca de 195€/mês para uma pessoa sozinha, 350€ para um casal e 550€ a 720€ para uma família com dois filhos, consoante as idades. Estes valores referem-se apenas a alimentação — sem produtos de higiene e limpeza. Acrescente 25€ a 50€ para parafarmácia e produtos do lar. Quem está mais de 20% acima destes valores pode poupar facilmente através de planeamento de refeições, marcas brancas (Continente, Pingo Doce Sabores da Vida, Lidl, Auchan) e redução do desperdício alimentar — segundo dados do Ministério da Agricultura, cada português desperdiça em média 130€/ano em comida. Folhetos digitais e aplicações como KuantoKusta ajudam a comparar preços antes de comprar.

Devo poupar ou amortizar dívidas primeiro?

A DECO PROTeste e o Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal recomendam uma abordagem combinada: constitua primeiro uma pequena reserva de pelo menos 1.000€ ou um mês de despesas fixas numa conta-poupança ou Certificados de Aforro Série E, depois ataque as dívidas com juros altos (cartão de crédito e crédito pessoal, que em Portugal frequentemente ultrapassam 10% TAEG). Depois disso pode continuar a poupar e a amortizar em paralelo as dívidas com juros baixos como o crédito habitação (cuja taxa-base segue a Euribor, geralmente abaixo de 4,5% em 2026). Para taxas abaixo de 4% é racional poupar e amortizar em paralelo; para taxas acima de 7%, amortizar tem sempre prioridade depois da reserva mínima.

Quanto deve ter no fundo de emergência?

A DECO PROTeste e o Portal do Cliente Bancário recomendam um fundo de emergência de pelo menos três a seis meses de despesas fixas. Para uma pessoa sozinha com 1.000€ de despesas fixas, isto corresponde a 3.000€ a 6.000€; para uma família com 2.500€ de despesas fixas, 7.500€ a 15.000€. No caso de rendimentos instáveis (trabalhadores independentes, contratos a prazo) ou de proprietários (risco de obras), seis meses é o mais realista. Mantenha o fundo em produtos de liquidez imediata — depósitos à ordem, contas-poupança ou Certificados de Aforro Série E (resgatáveis em 24 horas) — e nunca em ações ou fundos, porque pode precisar do dinheiro com pouca antecedência.

Como posso acompanhar o orçamento na prática?

Três métodos populares em Portugal: (1) aplicação da DECO PROTeste 'Económico' ou o orçamento familiar disponível no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal, (2) aplicações dos bancos como o Millennium BCP App, Caixadirecta, App ActivoBank ou Santander NetBanco, que categorizam automaticamente os movimentos, e (3) aplicações genéricas como Buddy, YNAB, Wallet ou uma folha de Excel/Google Sheets pessoal. Reserve 15 minutos por semana para verificar transações e, ao fim do mês, compare o gasto real com o orçamento. Desvios superiores a 10% por categoria indicam orçamento demasiado apertado ou hábitos que precisam de ajuste.

O que fazer com rendimentos variáveis (recibos verdes)?

Orçamente com base no mês de menor rendimento previsto, nunca pela média ou pelo melhor mês. Abordagem comum para recibos verdes: receba todas as faturas numa conta separada de atividade, transfira mensalmente para a conta pessoal um 'salário' fixo (suficiente para despesas fixas e variáveis razoáveis) e deixe o restante na conta de atividade para IVA (entregas trimestrais), retenções e acerto de IRS (mínimo 25% a 30% do rendimento bruto) e meses de menor atividade ou férias. A Autoridade Tributária e a Segurança Social recomendam reservar pelo menos 30% do rendimento bruto para impostos e contribuições no regime simplificado, e 11% específicos para a Segurança Social (taxa contributiva dos trabalhadores independentes, considerando 70% do rendimento relevante).

A Taxa de Poupança da calculadora inclui o valor da minha categoria Poupança?

Não — a Taxa de Poupança é calculada a partir do Saldo Mensal (Rendimento Total menos todas as despesas, incluindo a linha Poupança). Se introduziu 200€ na linha Poupança, esse valor é tratado como 'gasto' no objetivo de poupança e a taxa reflete apenas o excedente adicional. Para o total efetivamente posto de parte, some a linha Poupança ao excedente e divida pelo rendimento.

Onde devo colocar contribuições para PPR ou plano de poupança-reforma?

As contribuições para fundos de pensões da empresa (planos de pensões patronais) já são descontadas antes do líquido — se usar o vencimento líquido como rendimento, o desconto já está refletido e nada mais é necessário. Se contribui voluntariamente para um PPR (banco, seguradora ou fundo), faz transferências mensais para Certificados de Reforma ou aplica em planos de poupança individuais, coloque a entrega mensal em Poupança — é capital com destino futuro. O benefício fiscal (dedução à coleta de 20% das entregas até limites variáveis com a idade) é apurado na declaração anual de IRS; não o considere aqui.

Fontes

Metodologia

A calculadora soma cada campo preenchido de rendimentos para obter o Rendimento Total e cada campo preenchido de despesas para obter as Despesas Totais, e calcula em seguida o Saldo Mensal = Rendimento Total − Despesas Totais e a Taxa de Poupança = Saldo ÷ Rendimento × 100%. Campos vazios contam como zero. As categorias de despesas são ordenadas por dimensão e apresentadas como percentagem das despesas totais e do rendimento total, permitindo comparar a distribuição com a regra 50/30/20 e com os orçamentos de referência da DECO PROTeste para diferentes tipos de agregados portugueses (pessoa só, casal com filhos, reformado). Os referenciais utilizados para custo da habitação (máximo de um terço do rendimento líquido), reserva de emergência (mínimo de três a seis meses de despesas fixas) e taxa de poupança (mínimo de 10% recomendado pelo Banco de Portugal, 20% segundo a regra 50/30/20) provêm de publicações da DECO PROTeste, do Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal, do INE Inquérito às Despesas das Famílias e das tabelas de retenção de IRS da Autoridade Tributária. A calculadora não aplica inflação, impostos ou projeções de valor futuro — é um retrato instantâneo da tesouraria do mês corrente com base em valores líquidos em euros segundo o quadro fiscal e social português.

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