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Calendário de Gravidez

Calcule a data provável do parto, a semana gestacional atual e o trimestre com base na data da última menstruação ou na data da concepção.

Cálculo da Data Provável do Parto

Regra de Naegele

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Semana Gestacional

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days
Intervalo típico: 21 a 35 dias

Datação da gravidez em Portugal

Em Portugal, a gravidez é contada a partir do primeiro dia da última menstruação (DUM) e não da concepção. Isto significa que, no momento da ovulação, já se está formalmente com 'duas semanas de gestação'. Uma gravidez de termo dura 40 semanas (280 dias) desde a DUM, ou seja, 38 semanas desde a concepção. Esta calculadora aplica a regra de Naegele (DUM + 280 dias), o método padrão utilizado pela Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Ginecologia (SPOG) e pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A vigilância pré-natal nos Cuidados de Saúde Primários do SNS segue o Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco da DGS: a primeira consulta deve ocorrer até às 12 semanas, com consultas regulares ao longo dos três trimestres (cerca de 6 a 9 consultas numa gravidez sem complicações). São realizadas três ecografias obstétricas: ecografia do 1.º trimestre (11-13 semanas e 6 dias) para datação e rastreio combinado, ecografia morfológica do 2.º trimestre (20-22 semanas) e ecografia do 3.º trimestre (30-32 semanas) para avaliar crescimento e bem-estar fetal.

Os três trimestres

O primeiro trimestre (semanas 1 a 12) é a fase de organogénese. Muitas grávidas têm náuseas, cansaço e mamas sensíveis. A toma diária de 400 microgramas de ácido fólico é recomendada pela DGS desde a fase pré-concepcional até às 12 semanas, e o iodeto de potássio (150-200 µg/dia) é aconselhado durante toda a gravidez e aleitamento.

O segundo trimestre (semanas 13 a 27) é tipicamente o período mais confortável: as náuseas diminuem, sentem-se os primeiros movimentos fetais entre as 18 e as 22 semanas e realiza-se a ecografia morfológica. O terceiro trimestre (semanas 28 a 40) caracteriza-se por ganho rápido de peso fetal, contracções de Braxton-Hicks e preparação para o parto. A partir das 36 semanas as consultas passam normalmente a ser semanais, e a partir das 41 semanas a vigilância intensifica-se com CTG e ecografia.

Rastreios pré-natais e diagnóstico

O rastreio combinado do 1.º trimestre (entre as 11 e 13 semanas e 6 dias) integra ecografia (translucência da nuca) e análises bioquímicas maternas para estimar o risco de trissomias 21, 18 e 13. Em alternativa ou complemento, o teste pré-natal não invasivo (NIPT/cfDNA) analisa ADN fetal no sangue materno e está disponível em consultórios e laboratórios privados em Portugal, com cobertura parcial em situações de risco aumentado.

A ecografia morfológica das 20-22 semanas, realizada por todas as grávidas seguidas no SNS, avalia detalhadamente a anatomia fetal. Em caso de risco aumentado ou de achados ecográficos, são oferecidos exames de diagnóstico (biópsia das vilosidades coriónicas entre as 11-14 semanas ou amniocentese a partir das 16 semanas), efectuados em Centros de Diagnóstico Pré-Natal. Todos os rastreios e exames são voluntários e precedidos de aconselhamento.

Parto, licença parental e cuidados pós-parto

A maioria dos partos em Portugal ocorre em meio hospitalar, públicos (SNS) ou privados. O parto domiciliar planeado é legalmente possível mas pouco frequente. A escolha da maternidade e a inscrição costumam ocorrer entre as 24 e 32 semanas; a partir das 36 semanas a grávida pode dirigir-se directamente ao serviço de urgência obstétrica da sua maternidade de referência em caso de sinais de trabalho de parto.

A licença parental em Portugal é regulada pelo Código do Trabalho e pela Segurança Social: 120 ou 150 dias de licença parental inicial partilhada entre os progenitores, com majoração para 180 dias quando ambos partilham 30 dias consecutivos cada. O pai tem ainda uma licença parental exclusiva obrigatória de 28 dias seguidos ou interpolados nos primeiros 42 dias. A inscrição na Segurança Social e o boletim de saúde da grávida devem ser tratados precocemente.

Precisão da data provável do parto

Apenas cerca de 4 a 5% dos recém-nascidos nascem exactamente na data provável calculada. Cerca de 80% nascem dentro de duas semanas (antes ou depois) dessa data. A classificação obstétrica utilizada em Portugal segue a convenção internacional: pré-termo (antes das 37+0 semanas), termo precoce (37+0 a 38+6), termo (39+0 a 40+6), termo tardio (41+0 a 41+6) e pós-termo (42+0 ou mais).

A ecografia do 1.º trimestre, com medição do comprimento crânio-caudal (CCN), é o método mais fiável de datação, com margem de 5 a 7 dias. Quando a diferença entre a datação por DUM e por ecografia é superior a 7 dias no 1.º trimestre, o obstetra ajusta a data provável do parto pela ecografia. Em gestações por procriação medicamente assistida, a data é calculada a partir da data da transferência embrionária.

Alimentação, estilo de vida e quando contactar o médico

A DGS recomenda durante a gravidez: ácido fólico até às 12 semanas, iodeto de potássio durante toda a gravidez e aleitamento, evitar carnes e peixes crus ou mal cozinhados, queijos não pasteurizados, fígado e álcool. A cafeína deve ser limitada a cerca de 200 mg por dia (aproximadamente 2 cafés). A actividade física moderada de 150 minutos por semana é segura e recomendada na ausência de contra-indicações.

Contacte de imediato a sua maternidade de referência ou o SNS 24 (808 24 24 24) em caso de perdas de sangue vaginais, perda de líquido amniótico, dor abdominal intensa e persistente, febre superior a 38,5 °C, cefaleia intensa com alterações visuais ou redução dos movimentos fetais após as 28 semanas. Em situações de risco de vida, ligue 112.

Como utilizar este calendário de gravidez

  1. Escolha o método de cálculo com o selector de três botões: Última Menstruação (DUM), Data da Concepção ou Data Provável Conhecida. A DUM é o método padrão utilizado pelos obstetras quando se conhece o primeiro dia da última menstruação.
  2. Introduza a data no campo correspondente. No modo DUM, recorra à agenda ou a uma aplicação de registo de ciclo para identificar o primeiro dia de perdas hemáticas — não o último. No modo Data da Concepção, utilize a data da ovulação ou de uma concepção confirmada (útil em PMA/FIV ou em situações com data bem documentada).
  3. No modo DUM, defina a Duração Média do Ciclo. O valor por defeito de 28 dias é adequado à maioria das mulheres, mas introduza um valor entre 21 e 45 dias se o seu ciclo for habitualmente mais curto ou mais longo — a calculadora ajusta a ovulação e, consequentemente, a data provável do parto.
  4. Clique em Calcular Data do Parto para obter a data provável estimada, a semana e dia gestacionais actuais, o trimestre, dias de gravidez, dias em falta e as datas de fim do primeiro e segundo trimestres.

Exemplos

Caso base: DUM com ciclo de 28 dias

Uma utilizadora em Lisboa cuja última menstruação começou a 1 de Janeiro de 2026 e que tem um ciclo regular de 28 dias.

ResultadoData provável do parto a 8 de Outubro de 2026 (DUM + 280 dias). Concepção estimada por volta de 15 de Janeiro de 2026. Primeiro trimestre termina por volta de 26 de Março de 2026; segundo trimestre termina por volta de 9 de Julho de 2026.

A regra de Naegele adiciona 280 dias à DUM: 1 de Janeiro + 280 dias = 8 de Outubro. Assume-se ovulação ao 14.º dia, pelo que a concepção ocorre duas semanas após a DUM. As fronteiras dos trimestres derivam da mesma DUM: a semana 13 começa a DUM + 84 dias e a semana 28 a DUM + 189 dias. É por isto que a sua idade gestacional está sempre duas semanas adiantada em relação ao tempo decorrido desde a fecundação — a SPOG e a DGS utilizam consistentemente esta convenção.

Ciclo mais longo de 32 dias

Uma utilizadora com ciclo regular de 32 dias cuja DUM ocorreu a 10 de Março de 2026.

ResultadoData provável do parto por volta de 18 de Dezembro de 2026 — quatro dias mais tarde do que um ciclo padrão de 28 dias previria.

A regra de Naegele padrão assume um ciclo de 28 dias com ovulação ao 14.º dia. Com um ciclo de 32 dias, a ovulação desloca-se cerca de quatro dias (para o 18.º dia) e, consequentemente, a concepção e a data provável do parto deslocam-se na mesma medida. A calculadora aplica automaticamente esta correcção: 280 + (32 − 28) = 284 dias desde a DUM. Em ciclos irregulares, a ecografia do 1.º trimestre é mais fiável do que o cálculo pelos dados do ciclo.

PMA/FIV: datação a partir da concepção conhecida

Uma utilizadora que engravidou por FIV e conhece a data exacta da transferência embrionária: 5 de Agosto de 2026 (transferência de blastocisto de dia 5).

ResultadoData provável do parto por volta de 28 de Abril de 2027 (concepção + 266 dias). A DUM é retro-calculada para cerca de 22 de Julho de 2026.

Quando se conhece a data da concepção, a calculadora aplica a contagem de idade fetal de 266 dias em vez dos 280 dias desde a DUM. A DUM implícita é situada 14 dias antes, para que o restante cronograma — fronteiras dos trimestres, semana actual, dias em falta — continue a apresentar a idade gestacional tal como é utilizada na vigilância obstétrica. Os centros de PMA em Portugal aplicam fórmulas específicas em função do estádio embrionário (dia 3 ou dia 5); esta calculadora aproxima-se bem, mas a data oficial é fornecida pelo médico de medicina da reprodução.

Como funciona

A calculadora aplica a regra de Naegele, introduzida pelo obstetra alemão do século XIX Franz Karl Naegele e ainda recomendada pela SPOG, pela DGS e pela Organização Mundial de Saúde: data provável do parto (DPP) = primeiro dia da DUM + 280 dias, equivalentes a 40 semanas. Como o dia 1 da gravidez se conta desde a DUM e não desde a concepção, no momento da ovulação já se está formalmente com 'duas semanas de gestação'.

Se introduzir a DUM, a ferramenta soma 280 dias para um ciclo padrão de 28 dias. Se o seu ciclo for mais longo ou mais curto, a data provável é ajustada em (duração do ciclo − 28) dias, porque a ovulação — e por consequência a concepção — desloca-se com a duração do ciclo. Se introduzir a data da concepção, soma 266 dias (40 semanas − 2 semanas). Se introduzir uma data provável conhecida, calcula em sentido inverso a DUM e a data de concepção implícitas.

A partir da DUM, a calculadora calcula a idade gestacional em semanas e dias completos. As fronteiras dos trimestres seguem a divisão clínica habitual: primeiro trimestre até à semana 13, segundo trimestre nas semanas 14 a 27, terceiro trimestre da semana 28 em diante. Indica também as datas de fim do primeiro e segundo trimestres e o início do termo (39+0 semanas), úteis para planear as consultas e ecografias programadas no Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco.

A precisão da datação é uma estimativa, não uma garantia. A ecografia do 1.º trimestre, com medição do comprimento crânio-caudal, tem uma margem de 5 a 7 dias e prevalece sobre a datação pela DUM quando a diferença é superior. O obstetra ou médico de família que faz a vigilância confirma ou ajusta a DPP; esta ferramenta serve apenas para orientação entre consultas.

Quando utilizar esta calculadora

  • Após um teste de gravidez positivo. Depois de um teste de gravidez positivo, introduza a DUM para saber em que semana se encontra e quando deve marcar a primeira consulta de vigilância da gravidez no centro de saúde (a primeira consulta deve ocorrer até às 12 semanas, idealmente entre as 6 e as 10 semanas).
  • Planear consultas e ecografias. Utilize a semana actual e as fronteiras dos trimestres para identificar as janelas das ecografias programadas — 1.º trimestre (11-13s+6d), morfológica (20-22 semanas) e 3.º trimestre (30-32 semanas) — bem como do rastreio combinado, da prova de tolerância à glicose (24-28 semanas) e da pesquisa de Streptococcus do grupo B (35-37 semanas).
  • Acompanhar o desenvolvimento semana a semana. Recalcule semanalmente para acompanhar a evolução da sua idade gestacional, identificar os marcos de desenvolvimento fetal e antecipar o que será avaliado na próxima consulta de vigilância pré-natal.
  • Ajustar a um ciclo irregular. Se o seu ciclo for habitualmente mais curto ou mais longo do que 28 dias, introduza a duração real do ciclo para que a data provável reflicta a data efectiva de ovulação e não o valor médio do manual.
  • Trabalhar a partir de uma data de concepção conhecida. Utilize o modo Data da Concepção em gestações por PMA/FIV ou em casos com data de ovulação ou de relação bem documentada — assim evita-se o desfasamento de duas semanas inerente à datação pela DUM.
  • Conferir a data provável dada pelo médico. Introduza no modo Data Provável Conhecida a DPP que lhe foi indicada pelo obstetra para deduzir a DUM implícita e a semana actual — útil quando os dados da DUM eram imprecisos e a ecografia ajustou a data.

Erros frequentes

  • ErroIntroduzir o último dia da menstruação em vez do primeiro.
    SoluçãoA DUM refere-se ao primeiro dia de perdas hemáticas da última menstruação — não ao último dia nem ao dia em que o fluxo se tornou mais abundante. Utilizar o dia errado pode deslocar a data provável do parto em vários dias.
  • ErroTratar a data provável do parto como o dia exacto em que o trabalho de parto começará.
    SoluçãoApenas cerca de 4 a 5% dos bebés nascem na DPP. A maioria dos partos espontâneos ocorre entre as 37 e as 42 semanas. Planeie com um intervalo, não com uma única data, e saiba que a indução só costuma ser discutida a partir das 41 semanas.
  • ErroIgnorar a duração do ciclo em ciclos habitualmente de 32 ou 35 dias.
    SoluçãoA regra de Naegele padrão assume um ciclo de 28 dias. Introduza a sua duração média real para que a calculadora ajuste a ovulação e a DPP em conformidade — uma diferença de quatro dias na duração do ciclo desloca a data em quatro dias.
  • ErroConfundir idade gestacional e idade fetal.
    SoluçãoA idade gestacional (contada desde a DUM) é a que os obstetras utilizam e a que esta calculadora apresenta como 'semana actual'. A idade fetal (contada desde a concepção) é cerca de duas semanas inferior. Quando alguém pergunta 'com quantas semanas está?', refere-se quase sempre à idade gestacional.
  • ErroSobrepor o cálculo pela DUM a uma ecografia precoce.
    SoluçãoA ecografia do 1.º trimestre com medição do comprimento crânio-caudal é mais precisa do que a DUM para datação. Se a ecografia diferir em mais de cerca de 7 dias desta calculadora, é a DPP da ecografia que o obstetra utilizará — e que fica registada no boletim de saúde da grávida.
  • ErroUtilizar esta calculadora em vez de iniciar a vigilância pré-natal.
    SoluçãoEsta ferramenta apresenta apenas uma estimativa. Marque a primeira consulta de vigilância da gravidez no centro de saúde ou no obstetra logo após o teste positivo. A confirmação clínica, a ecografia de datação e o seguimento pelo SNS — e não uma calculadora online — devem orientar qualquer decisão relacionada com a gravidez.

Perguntas frequentes

Qual é a minha data provável do parto?

A data provável do parto (DPP) corresponde a 40 semanas (280 dias) após o primeiro dia da última menstruação, num ciclo de cerca de 28 dias. Exemplo: uma DUM a 1 de Janeiro dá uma DPP por volta de 8 de Outubro. A calculadora acima faz este cálculo automaticamente e ajusta-o para ciclos diferentes ou para a data da concepção.

Porque é que a gravidez é contada a partir da DUM e não da concepção?

O primeiro dia da menstruação é um momento facilmente identificável para a maioria das mulheres, enquanto a data exacta da concepção é normalmente desconhecida. A SPOG, a DGS e a OMS uniformizaram a datação pela DUM para que a idade gestacional seja comparável de forma consistente entre utentes, consultas e estudos. O sistema 'desperdiça' deliberadamente as primeiras duas semanas em troca de uma data que se pode efectivamente apontar.

Como se calcula a data prevista do parto numa gravidez por PMA/FIV?

Em PMA/FIV a datação não parte da DUM mas da data da transferência embrionária. A fórmula habitual é: data da transferência + 261 dias para um embrião de dia 5 (blastocisto) ou + 263 dias para um embrião de dia 3. Utilize o modo Data da Concepção desta calculadora e introduza a data de transferência para uma boa aproximação — a data oficial é fornecida pelo centro de PMA.

Como funciona a vigilância da gravidez no SNS?

Uma gravidez de baixo risco é seguida nos Cuidados de Saúde Primários (médico de família e enfermeiro de família) com base no Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco da DGS: aproximadamente 6 a 9 consultas, três ecografias programadas (1.º, 2.º e 3.º trimestres), análises e rastreios. Em caso de risco aumentado ou patologia, a grávida é referenciada para a consulta hospitalar de obstetrícia. A vigilância pré-natal no SNS é isenta de taxas moderadoras.

Quais são as ecografias programadas e o que avaliam?

Em Portugal são realizadas três ecografias obstétricas de rotina: a ecografia do 1.º trimestre (11-13 semanas e 6 dias) para datação, viabilidade e rastreio combinado (translucência da nuca); a ecografia morfológica do 2.º trimestre (20-22 semanas) que avalia detalhadamente a anatomia fetal; e a ecografia do 3.º trimestre (30-32 semanas) que avalia o crescimento fetal, a localização da placenta e o líquido amniótico. Todas são oferecidas pelo SNS.

A que tenho direito em termos de licença parental?

A licença parental inicial é de 120 ou 150 dias, partilhada entre os progenitores; se cada progenitor partilhar 30 dias consecutivos, a licença é majorada para 180 dias. O pai tem ainda 28 dias de licença parental exclusiva obrigatória, gozados nos primeiros 42 dias após o parto, sendo 7 desses dias imediatamente após o nascimento. A licença é paga pela Segurança Social e o requerimento deve ser efectuado online no portal Segurança Social Directa.

Qual é a precisão da data provável do parto?

Apenas cerca de 4 a 5% dos bebés nascem exactamente na DPP. A maioria das gravidezes saudáveis termina entre as 37 e as 42 semanas. A datação pela DUM tem uma margem de 1 a 2 semanas em ciclos regulares; a ecografia do 1.º trimestre (antes das 14 semanas) reduz essa margem para 5 a 7 dias e prevalece quando ambos diferem em mais de uma semana.

E se passar da data prevista do parto?

A partir das 41+0 semanas inicia-se vigilância adicional com cardiotocografia (CTG) e ecografia para avaliar o bem-estar fetal. As recomendações nacionais e internacionais aconselham a indução do trabalho de parto entre as 41+0 e 42+0 semanas; a partir das 42+0 semanas (pós-termo) o risco de complicações aumenta e a indução é fortemente recomendada. O obstetra discute as opções com a grávida.

A data provável do parto pode mudar após a primeira ecografia?

Sim, e é normal. Se o comprimento crânio-caudal medido na ecografia do 1.º trimestre diferir em mais de 5 a 7 dias da datação pela DUM, o obstetra redata a gravidez com base na ecografia, que é mais precisa nesta fase. Após cerca das 14 semanas, a datação ecográfica perde precisão, pelo que a DPP estabelecida no 1.º trimestre é mantida para o resto da gravidez e fica registada no boletim de saúde da grávida.

Quando devo contactar imediatamente o médico ou ir à urgência?

Contacte de imediato a sua maternidade de referência ou o SNS 24 (808 24 24 24) em caso de: perdas de sangue vaginais (sobretudo de cor vermelho-vivo ou com dor), perda de líquido amniótico (rotura de bolsa), dor abdominal intensa e persistente, febre superior a 38,5 °C, cefaleia intensa com alterações visuais ou redução dos movimentos fetais após as 28 semanas. Em situações de risco de vida, ligue 112. Esta calculadora não substitui a vigilância pré-natal.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora implementa a regra de Naegele (DPP = DUM + 280 dias) com três modos de entrada. No modo DUM, soma 280 dias acrescidos de uma correcção pela duração do ciclo de (ciclo − 28) dias, para que a ovulação acompanhe o ciclo real. No modo Data da Concepção, soma 266 dias (40 semanas menos as duas semanas de desfasamento entre DUM e ovulação). No modo Data Provável Conhecida, deduz a DUM implícita subtraindo 280 dias. A partir da DUM, calcula a idade gestacional em semanas e dias completos, classifica o trimestre (semanas 1-13 primeiro, 14-27 segundo, 28+ terceiro) e indica dias de gravidez, dias em falta, concepção estimada e datas de fim do primeiro e segundo trimestres (DUM + 84 dias e DUM + 189 dias). Toda a informação apresentada é uma estimativa de orientação; a datação definitiva é estabelecida pela ecografia do 1.º trimestre e pela vigilância clínica. Para utentes em Portugal, a ferramenta enquadra-se no Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco da DGS e na actividade do SNS (consultas e ecografias do 1.º, 2.º e 3.º trimestres). Em caso de dúvida ou intercorrência, contacte sempre o seu médico de família, obstetra ou o SNS 24 — esta calculadora não substitui os cuidados pré-natais.

Dicas Pro

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