ADVERTISEMENT

Mobile Banner
320×100

Calculadora de Dividendos

Calcule o seu rendimento de dividendos e veja como reinvestir dividendos acelera a acumulação de património.

Fórmulas de Dividendos

Rendimento Anual de Dividendos
A carregar fórmula...
Yield de Dividendos
A carregar fórmula...
Crescimento com DRIP
A carregar fórmula...
Yields Comuns

Compreender o Investimento em Dividendos

Investir em dividendos é uma estratégia poderosa para construir rendimento passivo e património de longo prazo. As empresas pagam dividendos como uma parcela dos lucros aos accionistas, oferecendo um fluxo de rendimento estável independentemente da evolução da cotação.

A nossa calculadora de dividendos ajuda-o a projectar o rendimento futuro e a ver o impacto significativo do reinvestimento de dividendos através de DRIP (Plano de Reinvestimento de Dividendos).

💵

Rendimento Passivo

Receba pagamentos regulares apenas por ser accionista.

🔄

Força do DRIP

Os dividendos reinvestidos compõem o seu património de forma exponencial.

📈

Rendimento Crescente

Empresas de qualidade aumentam os dividendos ao longo do tempo.

🛡️

Estabilidade

Acções pagadoras de dividendos tendem a ser investimentos mais estáveis.

O Poder do Reinvestimento de Dividendos

Reinvestir dividendos é uma das estratégias mais eficazes para acumulação de património. Quando reinveste, os dividendos compram mais acções, que geram mais dividendos, criando um ciclo de capitalização composta.

📊

Efeito Composto

10.000€ investidos a 4% de yield com 6% de crescimento de dividendos e DRIP tornam-se mais de 32.000€ ao fim de 20 anos, contra 22.000€ sem reinvestimento.

🎯

Investimento Automático

O DRIP retira emoção do investimento — compra automaticamente mais acções em todos os níveis de preço, fazendo média do custo.

💰

Acumulação Gratuita de Acções

Ao longo do tempo, os dividendos reinvestidos podem acrescentar 50-100% mais acções ao seu investimento inicial.

📈

Yield sobre o Custo

À medida que os dividendos crescem e reinveste, o yield efectivo sobre o investimento inicial aumenta de forma marcante.

Métricas-Chave de Dividendos

Compreender estas métricas ajuda a avaliar investimentos em dividendos e a construir uma carteira de rendimento fiável.

MétricaDefiniçãoIntervalo SaudávelO Que Indica
Yield de Dividendos Div anual / Cotação 2-5% Taxa actual de rendimento
Payout Ratio Div / Lucro 30-60% Sustentabilidade do dividendo
Crescimento do Dividendo Aumento anual % 5-10% Crescimento futuro do rendimento
Anos de Crescimento Aumentos consecutivos 10+ Compromisso com dividendos
Yield sobre o Custo Div / Custo original Variável O seu yield pessoal

Construir uma Carteira de Dividendos

Uma carteira de dividendos bem construída equilibra rendimento corrente com potencial de crescimento e gestão de risco.

⚖️

Equilibre Yield e Crescimento

Yields elevados (6%+) frequentemente sinalizam maior risco ou crescimento limitado. Considere uma combinação de acções de crescimento com yield moderado (2-3%) e acções de rendimento com yield mais alto (4-5%).

🌍

Diversifique por Sector

Não concentre num único sector. Utilities (EDP, REN), retalho (Jerónimo Martins, Sonae), banca (BCP), telecoms (NOS) e energia (Galp) oferecem perfis de dividendo distintos no PSI-20.

👑

Privilegie Pagadores Consistentes

Empresas com histórico longo de dividendos crescentes demonstram compromisso. No mercado nacional, EDP e Jerónimo Martins têm sido referências de regularidade na distribuição.

📊

Verifique os Payout Ratios

Um payout acima de 80% para a generalidade das empresas (60% para REITs) pode indicar um dividendo insustentável. Procure empresas com margem para crescer dividendos.

💵

Considere a Eficiência Fiscal

Em Portugal, os dividendos de fonte nacional sofrem retenção na fonte de 28% (categoria E do IRS). Pode optar pelo englobamento na declaração anual se a sua taxa marginal for inferior.

🔄

Reinvista Até Precisar

Reinvista dividendos enquanto acumula património. Mude para recebimento em numerário quando realmente precisar do rendimento, tipicamente na reforma.

Investimento em Crescimento de Dividendos

O investimento em crescimento de dividendos centra-se em empresas que aumentam consistentemente os dividendos e tende a superar estratégias de yield elevado no longo prazo.

📈

Fluxo de Rendimento Crescente

Uma acção com yield de 2% e crescimento anual de dividendos de 10% atinge 5,2% de yield sobre o investimento original ao fim de 10 anos — sem tocar no capital.

🛡️

Protecção contra a Inflação

Dividendos crescentes ajudam a manter o poder de compra. Uma taxa de crescimento de 5% supera a inflação histórica, preservando o rendimento real.

💪

Empresas de Qualidade

Empresas que crescem dividendos de forma consistente costumam ter modelos de negócio sólidos, vantagens competitivas e gestão disciplinada.

Paciência É Necessária

Investir em crescimento de dividendos é uma estratégia de longo prazo. Os benefícios reais compõem-se ao longo de 10-20+ anos, à medida que o yield sobre o custo dispara.

Tributação dos Dividendos em Portugal

Compreender a tributação dos dividendos ajuda a maximizar a rendibilidade líquida e a escolher os veículos adequados de investimento.

Retenção na Fonte (28%)

Em Portugal, os dividendos de fonte nacional pagos a residentes são sujeitos a retenção na fonte liberatória de 28%, ao abrigo da categoria E do IRS (Código do IRS, art. 71.º).

📋

Opção pelo Englobamento

O contribuinte pode optar pelo englobamento na declaração anual. Se a taxa marginal for inferior a 28%, pode resultar reembolso; obriga, contudo, a englobar todos os rendimentos da categoria.

🌍

Dividendos Estrangeiros

Dividendos pagos por sociedades não residentes podem sofrer retenção no país de origem. As Convenções para Evitar Dupla Tributação (CDT) permitem o crédito de imposto na declaração IRS.

🏦

PPR e Seguros Unit-Linked

Em PPR ou seguros unit-linked, os dividendos acumulam-se sem retenção imediata. O imposto incide apenas no resgate, com possíveis reduções de taxa conforme o prazo de detenção.

Como usar esta calculadora de dividendos

  1. Introduza o Montante de Investimento (€) — o valor total que pretende afectar a esta posição à cotação actual.
  2. Insira a Cotação da Acção (€) e o Dividendo Anual por Acção (€) — a calculadora divide estes valores para derivar o yield inicial e o número de acções que irá deter.
  3. Indique o Crescimento Esperado do Dividendo (%) — pagadores históricos do PSI-20 como EDP, Jerónimo Martins e Galp têm crescido em média 3-6% ao ano; nomes mais defensivos podem atingir 7-10%.
  4. Introduza o Crescimento Esperado da Cotação (%) e o Período de Investimento (anos) — o crescimento da cotação determina o preço a que reinveste sob DRIP e o valor final da carteira.
  5. Opcional: insira a Retenção sobre Dividendos (%) — use 28% para a retenção liberatória prevista no art. 71.º do CIRS, ou 15% se considerar a opção pelo englobamento com taxa marginal mais baixa.
  6. Escolha Sim ou Não em Reinvestir Dividendos (DRIP) e clique em Calcular para ver o rendimento do ano 1, rendimento do último ano, total de dividendos, yield sobre o custo e o gráfico DRIP versus numerário.

Exemplos

EDP: 50.000€ na maior eléctrica do PSI-20 sem DRIP

Um investidor de Lisboa compra 50.000€ em acções EDP na Euronext Lisbon a 4€ por acção, com dividendo anual histórico de 0,19€ (pagamento único anual aprovado em assembleia geral). Espera 4% de crescimento de dividendos e 5% de crescimento da cotação e recebe os dividendos em numerário. Aplica a retenção liberatória de 28% prevista no art. 71.º do CIRS.

ResultadoYield inicial 4,75%. Rendimento bruto ano 1: 2.375€; líquido após retenção de 28%: 1.710€. Rendimento bruto ano 20: cerca de 5.003€; líquido cerca de 3.602€. Total de dividendos líquidos recebidos ao longo de 20 anos: cerca de 50.900€. Valor final da carteira (apenas crescimento da cotação): cerca de 132.665€.

Acções = 50.000€ ÷ 4€ = 12.500 acções. Dividendo por acção no ano 20 = 0,19€ × 1,04^19 ≈ 0,40€. A retenção de 28% é liberatória — o investidor pode optar pelo englobamento no IRS se a sua taxa marginal for inferior. O cumulativo bruto segue 2.375€ × (1,04^20 − 1) ÷ 0,04 ≈ 70.700€, líquido após retenção cerca de 50.900€.

Jerónimo Martins com DRIP: 25.000€ reinvestidos durante 15 anos

Uma investidora do Porto investe 25.000€ em Jerónimo Martins na Euronext Lisbon a 20€ por acção, com dividendo anual histórico de 0,725€ (distribuição anual, ex-dividendo tipicamente em Maio). Espera 5% de crescimento de dividendos e 6% de crescimento da cotação, reinveste todos os dividendos via DRIP e aplica a retenção liberatória de 28%.

ResultadoYield inicial 3,63%. Número de acções cresce de 1.250 para cerca de 1.456 (cerca de 206 acções extra via DRIP). Rendimento bruto ano 15 cerca de 2.190€; líquido 1.577€. Total líquido reinvestido cerca de 14.620€. Valor final da carteira cerca de 69.770€ — contra cerca de 59.910€ sem DRIP.

A Jerónimo Martins distribui anualmente após aprovação em assembleia geral; a ex-dividend date é publicada no calendário Euronext Lisbon e divulgada via CMVM. No DRIP, a calculadora calcula em cada ano afterTaxIncome = acções × DPA × (1 − 0,28) e compra newShares = afterTaxIncome ÷ cotaçãoAtual. Como a cotação cresce 6% e o dividendo 5%, cada reinvestimento compra ligeiramente menos acções, mas a composição empurra o valor total cerca de 9.860€ acima da variante em numerário.

Galp em horizonte de 25 anos com crescimento e englobamento

Um investidor de Coimbra com horizonte longo coloca 75.000€ em acções Galp Energia a 12€ por acção na Euronext Lisbon. Dividendo anual histórico 0,55€ (pagamento intercalar mais final aprovado em assembleia geral). Espera 4% de crescimento de dividendos, 5% de crescimento da cotação e opta pelo englobamento no IRS com taxa marginal de 21% (escalão intermédio do art. 68.º do CIRS). Reinvestimento total durante 25 anos.

ResultadoYield inicial 4,58%. Número de acções cresce de 6.250 para cerca de 8.940. Rendimento bruto ano 25 cerca de 12.605€; líquido 9.958€. Yield sobre o custo original no ano 25: cerca de 13,3% líquido. Valor final da carteira cerca de 359.000€, contra cerca de 254.000€ sem DRIP — quase 105.000€ adicionais apenas por reinvestir.

Ao optar pelo englobamento, o investidor declara os dividendos na categoria E do IRS e aplica a sua taxa marginal (aqui 21%) em vez da retenção liberatória de 28%. A obrigação é englobar todos os rendimentos da categoria. Dividendo por acção ano 25 = 0,55€ × 1,04^24 ≈ 1,41€. O yield sobre o custo é o dividendo líquido do ano 25 (9.958€) dividido pela aplicação inicial (75.000€). Este efeito de composição é precisamente a razão pela qual estratégias de crescimento de dividendos em horizontes 20+ produzem rendibilidade total superior ao high-yield puro.

Como funciona

A calculadora começa por converter a aplicação em euros em acções: Acc¸o˜es0=Investimento÷Cotac¸a˜o\text{Acções}_0 = \text{Investimento} \div \text{Cotação}. O yield inicial é simplesmente o dividendo anual por acção dividido pela cotação, expresso em percentagem. Para uma acção de 50€ com dividendo anual de 2€, o yield é 4%.

Em seguida corre um ciclo ano a ano. No ano tt, o rendimento bruto de dividendos é igual a Acc¸o˜est1×DPAt1\text{Acções}_{t-1} \times \text{DPA}_{t-1}, e o rendimento líquido é esse valor multiplicado por 1taxaRetenc¸a˜o1 - \text{taxaRetenção}. O dividendo por acção cresce no ano seguinte segundo DPAt=DPAt1(1+gd)\text{DPA}_t = \text{DPA}_{t-1} \cdot (1 + g_d), e a cotação cresce segundo Pt=Pt1(1+gp)P_t = P_{t-1} \cdot (1 + g_p), onde gdg_d é o crescimento do dividendo e gpg_p o crescimento da cotação.

Se o DRIP estiver activo, o dividendo líquido compra acções adicionais à cotação corrente: novasAcc¸o˜est=rendimentoLıˊquidot÷Pt1\text{novasAcções}_t = \text{rendimentoLíquido}_t \div P_{t-1}. Essas novas acções geram dividendos em todos os anos seguintes — daí o DRIP superar sistematicamente a distribuição em numerário, mesmo com pressupostos idênticos de yield, crescimento e cotação.

No fim do período, três números-chave emergem: rendimento de dividendos no último ano (Acc¸o˜esn×DPAn×(1taxaRetenc¸a˜o)\text{Acções}_n \times \text{DPA}_n \times (1 - \text{taxaRetenção})), valor da carteira (Acc¸o˜esn×Pn\text{Acções}_n \times P_n) e yield sobre o custo original (dividendo líquido anual final a dividir pelo investimento inicial). A rendibilidade total combina valorização da carteira com dividendos cumulativos recebidos.

Quando usar esta calculadora

  • Dimensionar um objectivo de rendimento passivo. Se precisa de 30.000€ líquidos de dividendos por ano na reforma, trabalhe de trás para a frente a partir do yield. A 4% bruto com retenção de 28% precisa de cerca de 1.040.000€ em acções; a 3% bruto precisa de cerca de 1.388.000€. A calculadora mostra se a sua aplicação actual, taxa de crescimento e horizonte temporal o lá levam.
  • Comparar DRIP com distribuição em numerário. Alterne Reinvestir Dividendos entre Sim e Não mantendo tudo o resto constante. A diferença na rendibilidade total é o valor em euros que o DRIP está a produzir — tipicamente 30-60% de património extra ao longo de 20 anos a taxas realistas de crescimento.
  • Comparar uma acção de crescimento de dividendos com uma de yield elevado. Compare um pagador estável do PSI-20 como Jerónimo Martins (3% yield, 5% crescimento) com um de yield mais elevado como REN ou BCP (5-6% yield, 1-2% crescimento) em 20-25 anos. A de menor yield e crescimento mais rápido normalmente alcança o yield-on-cost e vence em rendibilidade total.
  • Modelar a retenção de 28% e a opção pelo englobamento. Introduza 28% para simular a retenção liberatória padrão do art. 71.º do CIRS, ou a sua taxa marginal (14,5%, 21%, 23%, 26%, 32,75%, 37%, 43,5%, 45% ou 48%) se planeia englobar na declaração de IRS. Compare os dois resultados para decidir qual a melhor opção fiscal.
  • Verificar afirmações de yield-on-cost. Quando um investidor declara 12% de yield-on-cost na sua posição em EDP, introduza a cotação de compra original, o dividendo da época, o crescimento e o período. A matemática é implacável — afirmações que não batem com a fórmula costumam envolver dividendos extraordinários ou contabilidade selectiva.

Erros comuns a evitar

  • ErroTratar o yield de dividendos como rendimento garantido.
    SoluçãoO yield é apenas o dividendo anual mais recente dividido pela cotação actual. Os conselhos de administração podem cortar, suspender ou eliminar dividendos a qualquer momento. A CMVM lembra que dividendos nunca são garantidos, mesmo em empresas com longo historial de distribuição — concentre-se no payout ratio e na saúde do balanço, não apenas no yield de cabeçalho.
  • ErroPerseguir yields acima de 8% sem verificar a sustentabilidade.
    SoluçãoYields muito elevados frequentemente sinalizam que o mercado espera um corte. Um yield de 9% em que a empresa distribui 110% dos lucros é matematicamente insustentável. Cruze com o payout ratio e resultados trimestrais recentes antes de assumir que o dividendo se mantém.
  • ErroIgnorar a ex-dividend date ao planear compras.
    SoluçãoNa Euronext Lisbon tem de deter a acção ao fecho do dia anterior à ex-dividend date para receber o dividendo seguinte. Comprar na ex-date ou depois implica perder esse dividendo, e a cotação cai tipicamente por um valor próximo ao montante do dividendo.
  • ErroConfundir yield de dividendos com rendibilidade total.
    SoluçãoRendibilidade total = rendimento de dividendos + valorização da cotação. Uma acção com yield de 5% cuja cotação cai 10% num ano entregou rendibilidade total de -5%. A calculadora combina ambas — use essa métrica, e não o yield isoladamente, para julgar desempenho.
  • ErroNão considerar a opção pelo englobamento no IRS.
    SoluçãoA retenção de 28% prevista no art. 71.º do CIRS é liberatória, mas o art. 72.º permite optar pelo englobamento. Se a sua taxa marginal for inferior a 28%, o englobamento gera reembolso. Atenção: o englobamento obriga a incluir todos os rendimentos da mesma categoria E (não apenas os dividendos), pelo que importa simular antes.
  • ErroNão pedir crédito de imposto por dividendos estrangeiros.
    SoluçãoDividendos de empresas estrangeiras (cotadas em Wall Street, Frankfurt, Paris) sofrem retenção no país de origem. Sob as Convenções para Evitar a Dupla Tributação (CDT), pode pedir crédito de imposto no IRS português, evitando ser tributado duas vezes. Guarde os comprovativos de retenção fornecidos pelo intermediário financeiro.
  • ErroAssumir que dividendos intercalares e finais são iguais.
    SoluçãoMuitas empresas portuguesas (Galp, BCP) podem distribuir dividendos intercalares mais finais, com montantes diferentes. Ao usar esta calculadora, indique o dividendo anual total, não apenas o intercalar, para não subestimar estruturalmente o rendimento.

Perguntas frequentes

O que é um bom yield de dividendos em Portugal?

Depende dos seus objectivos. Para carteiras equilibradas, 2-4% é típico. Acções de crescimento de dividendos rendem 1,5-3%. Estratégias focadas em rendimento procuram 4-6%. Tenha cautela com yields acima de 6% — frequentemente indicam risco mais elevado ou cotação que caiu significativamente. No PSI-20, nomes como EDP, REN e Galp têm historicamente yields entre 4% e 7%.

Como é tributado o dividendo de uma empresa portuguesa?

Os dividendos pagos por uma sociedade residente em Portugal a pessoas singulares residentes estão sujeitos a retenção na fonte com taxa liberatória de 28%, ao abrigo do art. 71.º, n.º 1, alínea c) do Código do IRS (categoria E). O intermediário financeiro retém o imposto e entrega-o à Autoridade Tributária. Em alternativa, o contribuinte pode optar pelo englobamento (art. 72.º), aplicando a sua taxa marginal do IRS — solução vantajosa se a taxa marginal for inferior a 28%.

Quando vale a pena optar pelo englobamento?

A opção pelo englobamento vale a pena se a taxa marginal de IRS for inferior a 28%. As taxas marginais para 2026 começam em 14,5% (1.º escalão) e sobem até 48%. Atenção: a opção pelo englobamento obriga a incluir todos os rendimentos da categoria E (juros, dividendos e outros rendimentos de capitais), não apenas os dividendos. Simule sempre na declaração antes de optar e consulte o portal das finanças.

O que é a ex-dividend date na Euronext Lisbon?

A ex-dividend date é o primeiro dia de negociação em que a acção transacciona sem direito ao próximo dividendo declarado. Na Euronext Lisbon tem de ser detentor das acções ao fecho do dia útil anterior à ex-date para ter direito ao pagamento. Na ex-date, a cotação abre tipicamente em baixa de aproximadamente o valor do dividendo — comprar mesmo antes da ex-date não dá um dividendo "de graça", já que paga por ele na cotação. Os calendários completos são divulgados via CMVM e Euronext.

Como funcionam os dividendos de acções estrangeiras para residentes em Portugal?

Dividendos de sociedades não residentes (americanas, alemãs, francesas) são tributados em Portugal à taxa liberatória de 28%, ou englobados. Adicionalmente, sofrem retenção no país de origem (tipicamente 15% sob convenção fiscal com os EUA, 26,375% Alemanha, 25-30% França). As Convenções para Evitar Dupla Tributação (CDT) celebradas por Portugal permitem o crédito de imposto até ao limite do imposto português devido. Pode ser necessário apresentar o formulário W-8BEN ou equivalente ao intermediário estrangeiro para obter a redução de retenção.

Devo reinvestir dividendos ou receber em numerário?

Reinvista enquanto acumula património — o efeito de composição é poderoso e gera frequentemente 30-60% de património adicional em 20 anos. Mude para recebimento em numerário quando precisar do rendimento, tipicamente na reforma. Muitas corretoras nacionais e europeias (DEGIRO, Saxo, Interactive Brokers) não oferecem DRIP automático para acções portuguesas, mas pode reinvestir manualmente acumulando o numerário até nova compra.

O que é o payout ratio e qual é um nível saudável?

O payout ratio é o dividendo dividido pelo lucro por acção. Um rácio de 30-60% é considerado saudável para a maioria dos sectores — a empresa distribui o suficiente para satisfazer os accionistas de rendimento e retém o bastante para reinvestir. Acima de 80% costuma ser alarmante, excepto em REITs que estão legalmente obrigados a distribuir quase todo o lucro. Acima de 100% é matematicamente insustentável: a empresa endivida-se ou descapitaliza-se para distribuir.

O que é yield sobre o custo (yield on cost) e por que importa?

Yield sobre o custo é o dividendo anual actual dividido pelo preço de compra original. À medida que os dividendos crescem, o seu yield pessoal sobre o custo aumenta mesmo quando o yield de mercado se mantém constante. Uma acção com yield inicial de 2,5% e 6% de crescimento de dividendos atinge cerca de 8% de yield sobre o custo ao fim de 20 anos — sem sequer reinvestir. É por isso uma métrica superior ao yield do dia para investidores de longo prazo.

Os dividendos podem ser cortados ou eliminados?

Sim, e a história está cheia de exemplos. Vários bancos europeus suspenderam dividendos em 2020 sob recomendação do BCE devido à COVID-19. O BCP cancelou dividendos durante anos após a crise de 2008. A CMVM lembra que dividendos nunca são garantidos. Sinais de alerta: payout ratio acima de 100%, queda do free cash flow, rebaixamentos de rating pela S&P/Moody's e linguagem da administração a mudar de "comprometidos com o dividendo" para "a rever a política de distribuição".

Como declaro dividendos no IRS?

Os dividendos sujeitos a retenção liberatória de 28% não têm de ser declarados obrigatoriamente — a tributação fica concluída na fonte. Para optar pelo englobamento, declare o valor bruto no Anexo E (Quadro 4B para retenção opcional) e indique a retenção sofrida; o IRS aplicará a taxa marginal e creditará a retenção. Dividendos estrangeiros sem retenção em Portugal são declarados no Anexo J (Quadro 8). Consulte o portal das finanças (portaldasfinancas.gov.pt) para instruções actualizadas.

Como funcionam os REITs e SIIs em Portugal?

Em Portugal, as SIIMO (Sociedades de Investimento Imobiliário) e SIGI (Sociedade de Investimento e Gestão Imobiliária) são as estruturas mais próximas dos REITs internacionais. As SIGI, criadas pelo DL 19/2019, beneficiam de regime fiscal favorável desde que cumpram requisitos de distribuição (mínimo 75% do lucro) e cotação em bolsa. Os dividendos pagos pelas SIGI a pessoas singulares residentes seguem a regra geral: retenção de 28% ou englobamento opcional. O Banco de Portugal e a CMVM supervisionam estes veículos.

Acções de dividendos são boas para a reforma?

Acções de dividendos podem ser excelentes para acumulação e distribuição na reforma. Geram rendimento regular preservando o capital. Construa a carteira durante os anos activos com reinvestimento e mude para distribuição na reforma. Nomes do PSI-20 como Jerónimo Martins, EDP e Galp combinam dividendos estáveis com potencial de crescimento — o rendimento crescente ajuda a combater a inflação, algo que uma renda fixa não consegue. Pondere também PPR como complemento fiscalmente eficiente.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora projecta o rendimento de dividendos com um ciclo ano a ano. Acções iniciais = investimento / cotação. Em cada ano t: rendimento bruto = acções_{t-1} * DPA_{t-1}; rendimento líquido = bruto * (1 - taxaRetenção); e (se DRIP estiver activo) novas acções = rendimento líquido / cotação actual são adicionadas para o ano seguinte. O dividendo por acção cresce anualmente segundo (1 + crescimentoDividendo) e a cotação segundo (1 + crescimentoCotação). Para acções portuguesas, a taxa modela tipicamente a retenção liberatória de 28% prevista no art. 71.º do Código do IRS (categoria E); o investidor pode introduzir a sua taxa marginal (14,5%, 21%, 23%, 26%, 32,75%, 37%, 43,5%, 45% ou 48%) para simular a opção pelo englobamento, ou taxas distintas para modelar retenção em fonte estrangeira sob CDT. Outputs centrais: yield inicial (DPA/cotação), rendimento líquido no último ano (acções_n * DPA_n * (1 - taxaRetenção)), valor da carteira (acções_n * cotação_n), yield sobre o custo (acções_n * DPA_n / investimento original) e rendibilidade total combinando valorização e dividendos líquidos cumulativos.

Dicas Pro

  • Salve esta calculadora nos favoritos
  • Use o botão de compartilhar
  • Experimente cenários diferentes
  • Confira nossas calculadoras relacionadas

Achou esta calculadora útil? Compartilhe:

Incorporar esta calculadora