Básico: aumento de 10% no preço de um café numa cafetaria de Lisboa
Uma cafetaria em Lisboa vende atualmente 1.000 cafés por semana a 0,80 €. A gerência testa subir o preço para 0,88 € (um aumento de 10%) e observa que as vendas semanais caem para 950 cafés. O proprietário quer saber se a procura pelo café é elástica ou inelástica, e o que essa variação implica para a receita.
ResultadoA elasticidade-preço da procura é aproximadamente -0,5 (inelástica). Um aumento de 10% no preço produziu apenas uma queda de 5% na quantidade vendida, pelo que a receita sobe de 800 € para 836 € por semana — um ganho semanal de 36 €, mesmo vendendo menos 50 cafés.
Usando a fórmula simples da variação percentual: %ΔP = (0,88 € − 0,80 €) / 0,80 € = +10%, e %ΔQ = (950 − 1000) / 1000 = −5%. A divisão dá E = −5% / +10% = −0,5. Como |E| = 0,5 < 1, a procura é inelástica, o que significa que a quantidade reage menos do que o preço, e por isso subir o preço aumenta a receita total. O método do ponto médio dá um valor muito semelhante, −0,51, dado que as variações de preço e quantidade são pequenas. Conclusão para o pricing: com procura inelástica, a cafetaria deve continuar a testar aumentos moderados de preço até a elasticidade se aproximar de −1, ponto em que a receita é maximizada. Note-se que em Portugal o IPC publicado pelo INE para a categoria 'Cafés, restaurantes e similares' tem subido de forma persistente desde 2022, ajudando a explicar a baixa sensibilidade dos consumidores a aumentos modestos.