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Calculadora de Data Provável de Parto (DPP)

Calcule a data provável de parto (DPP) e acompanhe os marcos da gravidez segundo a regra de Naegele.

Cálculo da Data Provável de Parto

Regra de Naegele
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A partir da concepção
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Trimestres
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Como usar esta calculadora de data provável de parto

  1. Selecione o Primeiro Dia da Última Menstruação no calendário. Use o primeiro dia de menstruação franca, não o dia em que começou o spotting nem o dia em que a menstruação terminou.
  2. Introduza a Duração do Ciclo em dias. O valor padrão é 28; a maioria das mulheres tem ciclos entre 21 e 35 dias. Se os seus ciclos forem consistentemente mais longos ou mais curtos do que 28 dias, a calculadora ajusta a DPP para não pressupor uma data de ovulação que não corresponde ao seu corpo.
  3. Clique em Calcular Data Provável de Parto para ver a DPP estimada, a semana e o dia gestacional actuais, o trimestre em que se encontra e os dias que faltam até à DPP.
  4. Leve o resultado à sua primeira consulta de vigilância pré-natal. Durante a ecografia do 1.º trimestre (8-12 semanas), o médico ou obstetra confirma ou ajusta a data — este é o método mais rigoroso disponível, segundo as orientações da SPOG e da DGS.

Exemplos

Básico: ciclo regular de 28 dias

Uma mulher de 30 anos, residente em Lisboa, com ciclos regulares de 28 dias, cuja última menstruação começou a 1 de janeiro de 2026.

ResultadoData provável de parto estimada: 8 de outubro de 2026. Concepção estimada por volta de 15 de janeiro de 2026. A gravidez é datada a partir de 1 de janeiro, mesmo que a concepção tenha ocorrido cerca de duas semanas mais tarde.

A regra de Naegele soma 280 dias (40 semanas) à DUM: 1 de janeiro + 280 dias cai a 8 de outubro. A concepção é estimada 14 dias após a DUM num ciclo de 28 dias, logo por volta de 15 de janeiro. Note que, na data da concepção, a utente é clinicamente considerada como tendo já '2 semanas de gravidez'. Por isso, um bebé nascido na DPP passou aproximadamente 38 semanas no útero, não 40.

Intermédio: ciclo de 32 dias com ovulação tardia

Uma mulher de 28 anos, do Porto, com ciclos de 32 dias e última menstruação a 1 de março de 2026. Quer perceber por que motivo a obstetra disse que a duração do ciclo influencia a DPP.

ResultadoData provável de parto estimada: 9 de dezembro de 2026 — quatro dias mais tarde do que a estimativa-padrão de 280 dias, que seria 5 de dezembro.

A regra de Naegele assume ovulação ao dia 14 do ciclo. Num ciclo de 32 dias, a ovulação ocorre na verdade por volta do dia 18 (32 menos a fase lútea típica de 14 dias), pelo que a concepção acontece quatro dias mais tarde do que a regra pressupõe. A calculadora soma esses quatro dias e desloca a DPP de 5 para 9 de dezembro. A SPOG recomenda a ecografia do 1.º trimestre para confirmar ou corrigir a datação baseada na DUM, uma vez que a recordação da DUM é frequentemente imprecisa.

Caso limite: ecografia do 1.º trimestre corrige a DUM

Uma mulher de 35 anos, residente em Coimbra, com DUM conhecida a 1 de junho de 2026 (DPP calculada: 8 de março de 2027), realiza a ecografia às 8 semanas. O ecografista mede um comprimento crânio-caudal de 1,6 cm, correspondente a 7 semanas e 2 dias — quase uma semana atrás da estimativa pela DUM.

ResultadoDPP calculada: 8 de março de 2027. DPP corrigida por ecografia: 15 de março de 2027. O clínico passará a usar a data da ecografia.

Conforme as orientações da SPOG e da DGS, quando uma ecografia do 1.º trimestre (antes das 14 semanas) diverge mais de 5-7 dias da DPP baseada na DUM, é a data ecográfica que deve ser adoptada. Neste caso, a diferença é de 7 dias, pelo que a DPP é deslocada de 8 para 15 de março. Esta situação é comum em ciclos irregulares, ovulação tardia ou DUM incerta. A nova data passa a orientar toda a vigilância seguinte: ecografia morfológica das 20-22 semanas, rastreio de diabetes gestacional e pesquisa de Streptococcus do grupo B.

Como funciona

A calculadora utiliza a regra de Naegele, a fórmula obstétrica padrão usada desde o século XIX: data provável de parto = primeiro dia da última menstruação + 280 dias. A versão abreviada é somar 7 dias à DUM, subtrair 3 meses e somar 1 ano — produz o mesmo resultado com menos aritmética. A SPOG e a DGS reconhecem esta abordagem como estimativa inicial de datação quando a DUM é conhecida com segurança.

A regra de Naegele assume um ciclo de 28 dias com ovulação ao dia 14, pelo que se presume que a concepção ocorre 14 dias após a DUM e que a gravidez desde a concepção dura cerca de 266 dias (38 semanas). Quando a duração do ciclo difere de 28, a calculadora ajusta a DPP pela diferença: um ciclo de 32 dias desloca a data quatro dias para a frente, um ciclo de 25 dias antecipa-a três dias. Esta é a correcção manual mais comum e responde a uma das maiores limitações da regra.

A ecografia do 1.º trimestre é mais precisa do que o cálculo baseado na DUM. As medições do comprimento crânio-caudal antes das 14 semanas têm uma precisão de cerca de 5-7 dias, em comparação com mais ou menos 2 semanas para a datação pela DUM. As orientações da SPOG e da DGS recomendam que, se a data ecográfica divergir da data por DUM mais do que o intervalo de confiança da ecografia (tipicamente 5-7 dias no 1.º trimestre), seja a data ecográfica a adoptar para o resto da gravidez.

Definições de termo segundo a SPOG: pré-termo abaixo das 37+0 semanas (extremo pré-termo <28, muito pré-termo 28-32, pré-termo moderado/tardio 32-37), termo de 37+0 a 41+6 semanas (termo precoce 37+0-38+6, termo completo 39+0-40+6, termo tardio 41+0-41+6) e pós-termo a partir de 42+0 semanas. Os bebés nascidos no período de termo completo apresentam melhores resultados a curto prazo do que os nascidos em termo precoce, razão pela qual o parto electivo antes das 39 semanas sem indicação médica é desaconselhado.

Importante: esta calculadora destina-se a planeamento educativo e não substitui a vigilância pré-natal. A data provável de parto é exactamente isso — uma estimativa. Apenas 4-5% dos bebés nascem na DPP e cerca de 80% nascem dentro de duas semanas antes ou depois. Trabalhe sempre com o seu médico de família, obstetra ou enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica para confirmação, datação ecográfica e seguimento pré-natal contínuo.

Quando usar esta calculadora

  • Logo após um teste de gravidez positivo. Obtenha uma primeira estimativa da DPP para saber aproximadamente em que semana se encontra e quando marcar a primeira consulta de vigilância pré-natal no centro de saúde ou USF (idealmente até às 12 semanas).
  • Preparação para a primeira consulta de vigilância. Leve a sua data da DUM e a DPP estimada para que o médico de família ou obstetra possa comparar com a ecografia do 1.º trimestre e confirmar ou corrigir a datação segundo as orientações da SPOG e da DGS.
  • Planear a licença de maternidade e os marcos da gravidez. Use a DPP para projectar quando atingirá as 20-22 semanas (ecografia morfológica), 24-28 semanas (PTGO/rastreio de diabetes gestacional), 35-37 semanas (pesquisa de Streptococcus do grupo B) e 39-40 semanas (termo completo). Em Portugal, a licença parental inicial é de 120 ou 150 dias e pode começar até 30 dias antes da DPP.
  • Compreender por que a duração do ciclo importa. Se os seus ciclos forem consistentemente mais longos ou mais curtos do que 28 dias, ajuste o campo correspondente para ver quanto a DPP se desloca — útil antes de a ecografia do 1.º trimestre confirmar ou corrigir a datação.
  • Após correcção da DPP pela ecografia. Se o seu médico revir a DPP com base na ecografia do 1.º trimestre, passe a usar a data corrigida e ignore a estimativa original pela DUM para efeitos de planeamento e contagem das semanas de termo.

Erros frequentes

  • ErroIntroduzir a data em que a menstruação terminou (ou o dia em que começou o spotting) como DUM.
    SoluçãoUse o primeiro dia de menstruação franca — o dia em que começaria a usar um penso ou tampão. É essa a convenção em que se baseiam todos os sistemas de datação, incluindo a regra de Naegele.
  • ErroPressupor que a regra de Naegele é exacta para todas as mulheres.
    SoluçãoA regra assume um ciclo de 28 dias e ovulação ao dia 14. Em ciclos fora do intervalo 26-30 dias, após interrupção recente de contracepção hormonal, durante a amamentação, em casos de SOP ou em ciclos irregulares, a datação pela DUM pode errar por uma semana ou mais. A ecografia do 1.º trimestre é mais precisa e é recomendada pela SPOG e DGS.
  • ErroTratar a DPP como um prazo em vez de um ponto central.
    SoluçãoApenas 4-5% dos bebés nascem na data exacta da DPP. Cerca de 80% nascem dentro de duas semanas antes ou depois. O período de termo é um intervalo (37+0 a 41+6 semanas) e qualquer parto dentro dessa janela é considerado normal.
  • ErroInsistir em indução electiva ou cesariana programada antes das 39 semanas sem indicação médica.
    SoluçãoOs bebés nascidos às 37-38 semanas (termo precoce) têm maior incidência de problemas respiratórios, internamento em neonatologia e dificuldades alimentares do que os nascidos às 39-40 semanas. A SPOG desaconselha o parto sem indicação clínica antes das 39 semanas.
  • ErroIgnorar a DPP corrigida após a ecografia do 1.º trimestre.
    SoluçãoSe o obstetra revir a DPP com base nas medições da ecografia do 1.º trimestre, essa nova data passa a orientar todos os cuidados subsequentes — rastreios, contagem das semanas de termo e vigilância pós-termo. Use a data corrigida em vez da estimativa pela DUM.
  • ErroUsar uma data de concepção conhecida com a regra de Naegele inalterada.
    SoluçãoSe conhece a data da concepção ou da ovulação (por exemplo, FIV, relação programada ou teste de ovulação), a DPP é a data da concepção + 266 dias, não 280. Esta calculadora usa o método da DUM; para uma estimativa precisa a partir da concepção, o seu médico aplicará a fórmula DPP-desde-a-concepção.

Perguntas frequentes

Como é calculada a minha data provável de parto?

O método padrão é a regra de Naegele: somam-se 280 dias (40 semanas) ao primeiro dia da última menstruação. A versão abreviada é somar 7 dias, subtrair 3 meses e somar 1 ano — por exemplo, uma DUM a 1 de janeiro de 2026 dá uma DPP a 8 de outubro de 2026. Esta calculadora também ajusta o resultado em função da duração do ciclo, para que mulheres com ciclos diferentes de 28 dias obtenham uma estimativa mais realista.

Por que é que a DPP se baseia na DUM e não na concepção?

A DUM é uma data conhecida e observável para a maioria das mulheres, enquanto a data exacta da concepção raramente é conhecida. Como a ovulação ocorre habitualmente cerca de 14 dias após a DUM, a convenção acrescenta essas duas semanas no início. É por isso que se descreve uma utente como tendo 'seis semanas de gravidez', ainda que o embrião só tenha cerca de quatro semanas. Mudar para uma contagem a partir da concepção criaria confusão constante entre utentes e clínicos.

E se o meu ciclo for irregular ou não tiver 28 dias?

A regra de Naegele assume um ciclo de 28 dias. Ciclos mais longos do que 28 dias adiam a ovulação (e a concepção), pelo que a DPP se desloca para mais tarde no mesmo número de dias. Ciclos mais curtos antecipam a DPP. Esta calculadora aplica esse ajuste. Em ciclos genuinamente irregulares, após interrupção recente de contracepção hormonal, em casos de SOP ou durante a amamentação, a datação pela DUM torna-se pouco fiável e a ecografia do 1.º trimestre é a melhor referência.

Por que é que o meu médico mudou a minha DPP?

Conforme as orientações da SPOG e da DGS, se uma ecografia do 1.º trimestre (antes das 14 semanas) der uma data que divirja da estimativa por DUM mais do que o intervalo de confiança da ecografia — tipicamente 5-7 dias — deve ser a data ecográfica a prevalecer. A datação ecográfica é significativamente mais precisa do que a recordação da DUM, sobretudo quando esta é incerta ou os ciclos são irregulares. A nova data passa a orientar toda a vigilância pré-natal.

O que significam 'pré-termo', 'termo' e 'pós-termo'?

A SPOG e a DGS adoptam: pré-termo abaixo das 37+0 semanas (extremo pré-termo <28, muito pré-termo 28-32, pré-termo moderado/tardio 32-37); termo de 37+0 a 41+6 semanas (termo precoce 37+0-38+6, termo completo 39+0-40+6, termo tardio 41+0-41+6); e pós-termo a partir de 42+0 semanas. Os bebés nascidos no período de termo completo apresentam melhores resultados do que os nascidos em termo precoce.

E se eu não tiver bebé na data prevista?

A maioria dos bebés nasce numa janela de quatro semanas em torno da DPP; cerca de 80% entre as 38 e as 42 semanas. Às 41 semanas, a vigilância pré-natal portuguesa intensifica os controlos (cardiotocografia, perfil biofísico ou ecografia) segundo as orientações da SPOG. Às 42 semanas (pós-termo) é ponderada a indução, porque a função placentária declina e aumentam os riscos de aspiração meconial e mortalidade perinatal. A decisão de induzir é individualizada, em função das condições do colo, do bem-estar do bebé e das suas preferências.

Quem acompanha a minha gravidez em Portugal?

Em Portugal, a vigilância da gravidez de baixo risco é assegurada habitualmente no centro de saúde ou USF pelo médico de família e pela enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica. Em situação de risco médio ou elevado, ou em complicações, há referenciação para o obstetra do hospital de referência (cuidados hospitalares). O Boletim de Saúde da Grávida acompanha todas as consultas e exames realizados ao abrigo do Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco da DGS.

Que ecografias estão incluídas na vigilância pré-natal padrão em Portugal?

O Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco prevê três ecografias gratuitas no SNS: ecografia do 1.º trimestre (11-13+6 semanas, com medição da translucência da nuca), ecografia morfológica do 2.º trimestre (20-22 semanas) e ecografia do 3.º trimestre (30-32 semanas). Podem ser realizadas ecografias adicionais por indicação clínica (por exemplo, datação precoce, controlo de crescimento ou avaliação Doppler). O sector privado pode oferecer ecografias suplementares.

Esta calculadora funciona para FIV ou data de concepção conhecida?

Esta ferramenta usa o método da DUM, pelo que não é a opção mais precisa para gravidezes por FIV. Na FIV, os clínicos somam 266 dias à data da concepção, ajustando depois pela idade do embrião na transferência (um blastocisto de dia 5 já tem 5 dias de desenvolvimento). O resultado é muito mais preciso do que a datação pela DUM, porque a data da concepção é conhecida ao dia. Se engravidou por FIV, peça à clínica de medicina da reprodução a DPP oficial.

Uma gravidez pode passar das 42 semanas?

Pode, mas é raro e cada vez mais desaconselhado. Após as 42 semanas, aumentam os riscos de morte fetal intra-uterina, aspiração meconial, macrossomia e insuficiência placentária. A maioria das equipas obstétricas em Portugal oferece indução entre as 41 e as 42 semanas se o trabalho de parto não se iniciar espontaneamente. Se, quando e como induzir é uma decisão individualizada, em função das condições do colo, do bem-estar do bebé e das suas preferências — discuta as opções com o seu obstetra.

Fontes

Metodologia

Esta calculadora implementa a regra de Naegele, conforme reconhecido pela SPOG e pela DGS no Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco: data provável de parto = primeiro dia da última menstruação + 280 dias (40 semanas). A calculadora ajusta depois o resultado pela diferença entre a duração média do ciclo da utente e o pressuposto-padrão de 28 dias, para que mulheres com ciclos mais longos ou mais curtos obtenham uma estimativa realista, sensível à data real de ovulação, em vez de uma estimativa-padrão de dia 14. A ferramenta indica também a idade gestacional actual em semanas completas mais dias, o trimestre (primeiro 1-13, segundo 14-27, terceiro 28-40) e os dias restantes até à DPP. As definições de termo seguem o consenso da SPOG (pré-termo <37+0; termo precoce 37+0-38+6; termo completo 39+0-40+6; termo tardio 41+0-41+6; pós-termo ≥42+0). Para gravidezes por FIV, aplica-se a fórmula: data da transferência embrionária + 266 dias − idade do embrião na transferência. Esta calculadora é uma ferramenta educativa de planeamento e não um instrumento de diagnóstico; todas as estimativas de DPP devem ser confirmadas pelo médico de família, pela enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica ou pelo obstetra através de uma ecografia do 1.º trimestre (8-12 semanas, idealmente 11-13+6), que é mais precisa do que qualquer método baseado na DUM.

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