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Calculadora de Fatura de Eletricidade

Estime os seus custos mensais de eletricidade e encontre formas de poupar

Fórmulas de Custo de Eletricidade

Consumo em kWh
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Custo Diário
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Custo Mensal
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Compreender a Sua Fatura de Eletricidade em Portugal

Em Portugal, a eletricidade é medida em quilowatt-hora (kWh). Um kWh corresponde à energia consumida por um aparelho de 1000 watts a funcionar durante uma hora. Por exemplo, uma lâmpada de 100 watts ligada durante 10 horas consome 1 kWh. A sua fatura, emitida pelo comercializador (EDP Comercial, Galp Power, Endesa, Iberdrola, Goldenergy, entre outros), apresenta o total de kWh consumidos e a tarifa praticada por kWh.

Desde a liberalização do setor elétrico (Decreto-Lei n.º 29/2006 e seguintes), pode escolher entre o mercado livre e o mercado regulado (SU Eletricidade, comercializador de último recurso). A ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, www.erse.pt) define as tarifas reguladas e supervisiona o mercado. A E-REDES gere a rede de distribuição em quase todo o país e é responsável pela leitura dos contadores inteligentes.

A fatura inclui o termo de energia (variável por kWh), o termo fixo da potência contratada (escalões de 1,15 kVA a 41,4 kVA), os CIEG (Custos de Interesse Económico Geral), a taxa de exploração da DGEG, a contribuição audiovisual e o IVA. Pode optar por tarifa simples, bi-horária (com horas de vazio e horas fora de vazio) ou tri-horária (vazio, cheias e pontas).

Consumo Típico dos Eletrodomésticos

❄️

Frigorífico

150 a 400 watts. Funciona em contínuo com ciclos liga/desliga. Cerca de 5 a 12 €/mês.

🌡️

Ar Condicionado

1000 a 5000 watts. Maior consumidor em muitas habitações. 40 a 150+ €/mês durante a utilização intensiva.

🚿

Termoacumulador Elétrico

1500 a 3000 watts. Segundo maior consumidor doméstico. 25 a 60 €/mês.

👕

Máquina de Secar Roupa

2000 a 3500 watts. 1 a 2 horas por ciclo. 0,40 a 1,20 € por ciclo.

Referência de Potência dos Aparelhos

AparelhoPotênciaUtilização DiáriaCusto Mensal*
Lâmpada LED10W5 h0,23 €
Portátil50W8 h1,80 €
Computador Desktop200W8 h7,20 €
Televisor (55")100W4 h1,80 €
Micro-ondas1200W0,25 h1,35 €
Aquecedor Elétrico1500W8 h54,00 €

Dicas para Reduzir a Fatura de Eletricidade

💡

Mude para Lâmpadas LED

As LED consomem cerca de 75% menos energia que as incandescentes e duram muito mais. Uma lâmpada LED de 3 € pode poupar mais de 50 € ao longo da sua vida útil.

☀️

Autoconsumo Solar

O Decreto-Lei n.º 162/2019 simplificou o autoconsumo fotovoltaico. Instalações até 350 W estão isentas de comunicação à DGEG; sistemas até 30 kW só requerem registo prévio. O retorno típico é de 6 a 10 anos.

🌡️

Otimize o Aquecimento e a Refrigeração

Cada grau no ar condicionado representa cerca de 3% na fatura. Defina 20-21 °C no inverno e 25-26 °C no verão. Use bombas de calor (mais eficientes que resistências).

Aproveite a Tarifa Bi-horária ou Tri-horária

Programe máquina de lavar roupa, loiça e termoacumulador para as horas de vazio (geralmente 22h-8h no verão e 22h-7h no inverno). Pode poupar 30 a 40% nesses consumos.

Exemplos

Fatura mensal típica de um agregado familiar português no mercado livre

Um agregado familiar residente em Lisboa, com contrato no mercado livre da EDP Comercial em tarifa bi-horária e potência contratada de 6,9 kVA, consome 350 kWh num mês (220 kWh em horas fora de vazio e 130 kWh em horas de vazio). A tarifa de energia ativa é de 0,1745 €/kWh em horas fora de vazio e 0,1010 €/kWh em horas de vazio. O termo fixo da potência contratada para 6,9 kVA é de aproximadamente 0,4521 €/dia (cerca de 13,56 € no mês de 30 dias). Soma-se ainda o IVA reduzido de 6% sobre os primeiros 100 kWh (ou até 150 kWh para famílias numerosas, conforme Lei n.º 24-D/2022) aplicável a potências até 6,9 kVA no Continente, e IVA a 23% no restante consumo, mais a taxa de exploração da DGEG e a contribuição audiovisual.

ResultadoAproximadamente 70-80 €/mês com todos os encargos incluídos

Passo 1 — energia ativa fora de vazio: 220 kWh × 0,1745 €/kWh = 38,39 €. Passo 2 — energia ativa de vazio: 130 kWh × 0,1010 €/kWh = 13,13 €. Subtotal de energia: 51,52 €. Passo 3 — termo fixo de potência contratada (6,9 kVA × 30 dias): aproximadamente 13,56 €. Passo 4 — somar IVA: o IVA reduzido de 6% aplica-se aos primeiros 100 kWh para potências até 6,9 kVA no Continente (conforme Lei n.º 24-D/2022 e prorrogações sucessivas), o restante consumo é tributado a 23%. Passo 5 — adicionar a contribuição audiovisual (cerca de 2,85 €/mês), a taxa de exploração da DGEG e os CIEG (Custos de Interesse Económico Geral) já incluídos nas tarifas reguladas pela ERSE. Resultado final aproximado: 70 a 80 € mensais.

Perguntas frequentes

O que é exatamente um quilowatt-hora (kWh)?

Um quilowatt-hora é a energia consumida por um aparelho de 1000 watts a funcionar durante uma hora. Dez lâmpadas de 100 W acesas durante uma hora equivalem a 1 kWh. As comercializadoras (EDP Comercial, Galp Power, Endesa, Iberdrola, Goldenergy e outras) faturam cada kWh consumido, pelo que é a unidade de referência a controlar. A ERSE publica a evolução dos preços médios no seu portal www.erse.pt.

Como funciona a escolha entre mercado livre e mercado regulado em Portugal?

Desde a liberalização, qualquer consumidor doméstico pode optar por permanecer no mercado regulado, fornecido pela SU Eletricidade (comercializador de último recurso) com tarifas fixadas pela ERSE, ou aderir ao mercado livre, com contratos personalizados oferecidos pelos comercializadores (EDP Comercial, Galp, Endesa, Iberdrola, Goldenergy, Repsol, entre outros). No mercado livre pode encontrar tarifas mais competitivas, descontos por débito direto e fatura eletrónica, ou pacotes duais com gás natural. A mudança de comercializador é gratuita, demora cerca de 3 semanas e é feita pela E-REDES sem interrupção de serviço.

O que são tarifa simples, bi-horária e tri-horária?

A tarifa simples cobra o mesmo preço por kWh em qualquer hora do dia. A tarifa bi-horária distingue horas fora de vazio (mais caras) e horas de vazio (mais baratas, tipicamente entre as 22h e as 8h no verão, e entre as 22h e as 7h no inverno). A tarifa tri-horária acrescenta as horas de ponta (mais caras, geralmente das 9h às 10h30 e das 18h às 20h30). A bi-horária compensa se conseguir deslocar pelo menos 30-35% do consumo para horas de vazio. O horário exato é definido pelo ciclo diário ou semanal escolhido.

Como escolher a potência contratada correta?

A potência contratada é escolhida em escalões definidos pela ERSE entre 1,15 kVA e 41,4 kVA (1,15; 2,3; 3,45; 4,6; 5,75; 6,9; 10,35; 13,8; 17,25; 20,7; 27,6; 34,5; 41,4 kVA). Para uma habitação T1 ou T2 com poucos eletrodomésticos a funcionar em simultâneo, 3,45 ou 4,6 kVA chegam. Para T3 ou T4 com ar condicionado, termoacumulador e placa de indução, normalmente são necessários 6,9 kVA. Reduzir a potência contratada baixa o termo fixo da fatura, mas se exceder esse limite o quadro disjunta. A E-REDES pode alterar a potência contratada sem necessidade de obra na maioria dos casos.

Como funciona o IVA reduzido na eletricidade em Portugal?

Desde outubro de 2022, ao abrigo da Lei n.º 24-D/2022 (e prorrogações posteriores), aplica-se IVA reduzido de 6% (em vez dos habituais 23%) aos primeiros 100 kWh mensais para contratos com potência contratada até 6,9 kVA no Continente. Para famílias numerosas (5 ou mais elementos), o limite sobe para 150 kWh mensais, mediante comunicação ao comercializador. Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira aplicam-se taxas distintas (4% e 5% respetivamente). O restante consumo continua a 23%. A medida visa atenuar o impacto da crise energética nas famílias.

Quanto custa carregar um veículo elétrico em casa?

Um veículo elétrico consome tipicamente 15-20 kWh por cada 100 km. A 0,17 €/kWh em tarifa simples isso corresponde a 2,55-3,40 €/100 km. Com tarifa bi-horária e carregamento noturno em horas de vazio (cerca de 0,10 €/kWh), o custo baixa para 1,50-2,00 €/100 km, cerca de um terço do custo de combustível equivalente. Para carregamentos frequentes recomenda-se instalar wallbox dedicado e potência contratada de pelo menos 6,9 kVA, ou aderir a um tarifário específico para mobilidade elétrica.

Vale a pena instalar painéis solares para autoconsumo?

O Decreto-Lei n.º 162/2019 simplificou o regime de autoconsumo de energia renovável (UPAC). Sistemas até 350 W estão isentos de comunicação; até 30 kW basta um registo prévio na DGEG (www.dgeg.gov.pt). Uma instalação típica residencial de 3-5 kWp custa entre 4000 e 8000 € após apoios do Fundo Ambiental e tem retorno entre 6 e 10 anos para um agregado com consumo diurno. O excedente pode ser vendido ao Operador de Mercado (OMIE) através de um Comercializador de Facilitação. Combinar com bateria aumenta o autoconsumo mas alonga o retorno.

Fontes

Dicas Pro

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